Cruzeiro coloca números da violência contra mulher em sua camisa

Time celeste fez parceria com a ONG AzMina para colocar dados sobre a violência contra a mulher na parte de trás de seus uniformes

No Dia Internacional da Mulher, o Cruzeiro escolheu inovar ao falar da situação de gênero no Brasil: vai estampar em seus uniformes números da violência contra a mulher no jogo contra o Murici-AL na disputa da Copa do Brasil desta quarta-feira (8).

A numeração de seus atletas será inalterada, a mudança vai ser no local dos nomes, que dará lugar a dados da ONG AzMina. A organização coletou números que exemplificam a violência e a desigualdade de gênero no Brasil. ” Três em cada 10 mulheres já foram beijadas à força” estará na camisa de De Arrascaeta, camisa 10. Já o meio campo Thiago Neves, camisa 30 entrará em campo com a frase “salários 30% menores” fazendo alusão a disparidade salarial entre homens e mulheres.

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Crédito: Twitter Cruzeiro/ Reprodução (Twitter/Fonte padrão)

“Muita gente pensa que a luta pelos direitos das mulheres não faz mais sentido. Mas os dados que os jogadores vão exibir mostram o quanto essa questão segue atual”, comenta Letícia Bahia, diretora da ONG. Quem reforça o coro é o presidente do clube, Gilvan de Pinho Tavares “em pleno século XXI, não é tolerável ver as mulheres sofrerem atos de violência e discriminação. Com esta ação, nos juntamos a todos que combatem as desigualdades contra pessoas do sexo feminino. Esse é um dos papeis sociais que os clubes de grandes torcidas precisam sempre estar desenvolvendo”. 

Além da ação, o Cruzeiro aproveitou o dia para compartilhar histórias de mulheres que fazem parte do clube: