Mayweather x McGregor: em números, o boxe ainda é maior que o MMA

Cifras e estatísticas mostram que o pugilismo ainda tem mais força que as artes marciais mistas

Mayweather mcgregor

(Montagem/Reprodução)

Muitas pessoas pensam que, com a explosão do MMA e de eventos como o UFC nos últimos anos, a nobre arte de Muhammad Ali ficou para segundo plano. Não podiam estar mais enganadas. O boxe não morreu — ao contrário, está bem longe disso, e os valores que são pagos aos atletas são apenas um dos expoentes.

“As histórias dos dois esportes são paralelas. Coisa boa não morre”, diz Anderson Silva,  apontado como um dos maiores lutadores de MMA de todos os tempos.”O MMA chegou e tem muito para crescer, tem seu público, porém o boxe continua como um dos esportes mais tradicionais do mundo.”

No dia 26 de agosto, Las Vegas receberá uma luta que marca o encontro das duas artes marciais. O americano Floyd Mayweather Jr. enfrentará o irlandês Conor McGregor.

Será o encontro o melhor pugilista de uma era, que ganhou títulos mundiais em cinco categorias, e um ídolo do MMA que foi o primeiro a deter simultaneamente dois cinturões no UFC. O desafio será de boxe, esporte em que Mayweather está invicto com 49 vitórias. McGregor, que soma 21 vitórias e três derrotas no MMA, terá que se adaptar às regras.

O “duelo de titãs” antes mesmo de acontecer já está movimentando um rico mercado. Os dois lutadores irão embolsar 100 milhões de dólares cada um apenas para subir ao ringue, não importa o resultado.

Mayweather mcgregor

(Matthew Lewis/Getty Images)

“O boxe movimenta muito dinheiro e tem uma base de fãs enorme. Além disso, o ciclo de renovação de ídolos é grande. Pacquiao e Mayweather estão para se aposentar? Já tem Canelo e Andre Ward para ocupar o espaço”, explica Alexandre Matos, editor do site MMA Brasil.

Levantamos números das enormes bolsas e patrocínios que movimentam o boxe e o MMA na tentativa de mostrar que a tradição de quase 180 anos do pugilismo ainda é capaz de render quantias estratosféricas dentro e fora dos ringues.

 

Tradição

Boxe: 179 anos — Embora as origens do esporte estejam na Grécia antiga, 1838 é geralmente apontado como o ano de nascimento do boxe moderno porque foi quando estabeleceu-se uma série de regras.

MMA: 24 anos — Há registros de lutas de vale-tudo feitas na década de 1920. Mas as artes marciais mistas como as conhecemos hoje têm seu início marcado com o surgimento do UFC, em 1993.


Bolsas para os astros

Boxe: US$ 240 milhões  — Foi a bolsa de Floyd Mayweather para enfrentar Manny Pacquiao em maio de 2015, duelo vencido pelo americano por decisão unânime dos juízes. 

MMA: US$ 3 milhões — Foi quanto recebeu McGregor na luta principal do UFC 202, contra Nate Diaz, em agosto de 2016. 


Patrocínio para os lutadores

Boxe: US$ 1 milhão — É o valor mínimo que Floyd Mayweather Jr. aceita para colocar uma marca em seu short.

MMA: US$ 400 mil  — Foi quanto Anderson Silva ganhou de cada um de seus patrocinadores para lutar contra Chris Weidman.


Carreira

Boxe: US$ 700 milhões — Não poderia ser outro: Mayweather é o sujeito que mais faturou com o boxe.

MMA: US$ 25 milhões — Georges St. Pierre foi o lutador que mais fez dinheiro no octógono. Valor em grande parte conquistado após uma sequência de 20 vitórias. 


Recorde de Pay-Per-View

Boxe: 4,6 milhões de pay-per-views vendidos — Esse é mais dos recordes da luta Mayweather X Pacquiao.

MMA: 1,65 milhões de pay-per-views vendidos  — Conor McGregor e Eddie Alvarez, que chegaram ao UFC 205 como donos dos títulos dos penas e leves, respectivamente.


Público

Boxe: 132.247  pessoas — Esse tanto de gente esteve no Estádio Azteca, na Cidade do México, pra ver o pugilista Julio César Chávez defender seu título do WBC contra Greg Haugen, em fevereiro de 1993.

MMA: 71.000 pessoas — O recorde de público em um evento de MMA aconteceu no Pride Shockwave, em 28 de agosto de 2002, em Tóquio, no Japão. Na luta principal da finada organização, o croata Mirko Filipov “Cro Cop” derrotou o japonês Sakuraba. O brasileiro Rodrigo “Minotauro” Nogueira fez a luta coprincipal — e finalizou com uma chave-de-braço o gigante Bob Sapp.


Relógio

Boxe: 36 minutos (12 rounds) — Esse é o tempo máximo que pode durar as disputas de cinturão. Já os eventos internacionais chegam até os 30 minutos (10 rounds) de luta.

MMA: 25 minutos (5 rounds) — É quanto dura um combate em disputas de cinturão; em lutas regulares, são 3 rounds com 15 minutos no total.