Papagaio medroso
Um homem comprou um papagaio, mas quando chegou em casa foi aquela decepção: o papagaio resmungava, reclamava e xingava o dia inteiro. O dono tentou amansar o louro lendo poesia, tocando música clássica, mas não teve jeito. Então passou a gritar, bater, ameaçar, mas o papagaio ficava ainda pior. Num momento de fúria, pegou o bicho e jogou dentro do freezer. O papagaio xingou-o de tudo quanto era nome, mas subitamente, menos de 20 segundos depois, calou-se sem terminar o último palavrão. Pensando ter matado o pobre animal, o dono abriu a porta do freezer e o louro começou o seguinte discurso:
– Sei que meu linguajar tem sido mais do que inapropriado a este ambiente familiar e que minha atitude não condiz com a atenção que o senhor tem me dado. Gostaria de apresentar minhas sinceras desculpas e dizer que daqui em diante me portarei adequadamente.
– Isso é bom mesmo! – retrucou o dono.
E o louro, quase chorando, perguntou:
– Só por curiosidade, o que foi que o frango fez?
Cristiano Alves Ribeiro – jun/2004

E o funeral?
Era final de campeonato brasileiro e o estádio estava lotadíssimo. O sujeito dava voltas enormes procurando um lugar para se sentar, até que finalmente encontrou um. Sentou-se e comentou com o homem ao lado:
– Nossa, tive sorte.
– Na verdade, esse lugar é meu – respondeu o outro. – Eu e minha mulher vínhamos em todos os jogos do Timão desde que nos casamos, em 1967. Mas agora ela morreu.
– E por que não deu o lugar dela a um amigo ou parente?
– Ninguém quis. Estão todos no funeral.
Rovilson Ataíde – abr/2002

Marido prevenido
João saiu para beber com os amigos. Depois de tomar todas, ficou com muito tesão. Chegando em casa, encontrou Maria Isabel num sono profundo. João pegou duas aspirinas e colocou cuidadosamente na boca da mulher, que acordou engasgada e perguntou:
– O que foi isso que você colocou na minha boca?
– Duas aspirinas – ele respondeu.
– Porra, eu não estou com dor de cabeça! – ela gritou.
– Era isso que eu queria escutar…
Daniel Granja – nov/2002

Um cara muito sensível…
A mulher conhece um cara num bar e começam a conversar. Papo vai, papo vem, acabam indo ao apartamento dele. Chegando lá, ela nota uma estante de três prateleiras com centenas de ursinhos de pelúcia. Na de baixo, estão os menores; na do meio, os médios; e, na de cima,os ursos maiores. Ela fica imaginando: “Nossa, que cara sensível!”. Começam a se beijar e têm uma noitada maravilhosa de sexo. No dia seguinte, estão deitados, quando ela pergunta, toda sorridente:
– E então, que tal?
Ele responde:
– Pode pegar o prêmio da prateleira de baixo.
Lico Shoel – dez/2002

Só para alimentar
Uma experiência científica lançou ao espaço três macacos e um português,num mesmo foguete. A torre de comando se comunicava com a tripulação diariamente, pelo rádio:
– Macaco número 1, acionar botão de despressurização interna da cabine. – E o botão era acionado.
– Macaco número 2, ativar aquecimento central da cabine. – E o aquecimento era ativado.
– Macaco número 3, desativar iluminação seletiva da espaçonave. – E a iluminação seletiva era imediatamente desativada.
– Português…
– Já sei, já sei, ó, raios! Dar comida aos macacos e não mexer em nada, ora pois!
Alicia Magalhães – fev/2002

A dura rotina de um tira
Um policial chega ao trabalho todo sorridente, feliz da vida. Seu colega pergunta:
– Por que você está rindo à toa?
– Tive uma noite maravilhosa. Estava fazendo sexo com minha mulher e, quase no final, dei um tiro para cima. Ela tomou um puta susto, contraiu a danada  e eu gozei. Tenta você.
No dia seguinte, o colega chega ao trabalho com cara de bunda.
Seu amigo pergunta:
– E aí, não deu certo?
– Não… Estava fazendo um 69 com minha mulher e, quando estava quase chegando lá, dei o tiro. Ela levou um puta susto, mordeu meu pau, fez as necessidades na minha cara e ainda me sai um desgraçado do armário gritando: “Pelo amor de Deus, não me mata”…
Alex A. – nov/2003

Frustrações da vida
No dia em que Joãzinho completava 11 anos, seu pai fez a seguinte pergunta:
– Meu filho, você sabe como nascem os bebês?
O menino, assustado, ficou pálido e respondeu:
– Não quero saber! – E, aos prantos, insistiu: – Prometa que não vai me contar, pai…
O pai, confuso, coçando a cabeça, não se conformava:
– Mas por que você não quer saber, Joãozinho?
E o menino, soluçando:
– Porque quando fiz 6 anos me contaram que não existe coelho da Páscoa, aos 8 descobri que não existem fadas-madrinhas, nem sereias, nem o saci-pererê, e aos 9 percebi que o Papai Noel é você… Se agora eu descobrir que os adultos não trepam, não vejo razão para continuar vivendo!
Alcides Martin – jan/2002

Matéria publicada na Revista VIP de junho de 2012.

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