18 Novembro 2008 - 1 Comentários


Após o jantar no Rainbow Room, com direito a vista para o Empire State e a uma pista giratória que ficava mais giratória à medida que eu experimentava mais um coquetel, o Smirnoff Experience celebrou um dos estilos musicais mais emblemáticos de Nova York: o hip-hop.

Veja aqui o vídeo da festa

Entre um show e outro, os quatro bares (mal) distribuídos pelo local da festa, o antigo banco Capitale, hoje um badalado centro de eventos na Bowery street, serviam experimentações criadas pelos barmen, além de alguns tiros certeiros, clássicos do bar (alguns deles eu mencionei em outro post).


Chega de lenga-lenga e vamos às receitas, com a indexação no índice de macheza da coluna Garrafologia, criada pelo editor Marcos Nogueira:

1 | Bloody Mary
Um dos drinques mais famosos do mundo teria sido criado na Nova York dos tempos da Lei Seca. Na época, os destilados que existiam (porque, na prática, ninguém parou de beber, só bebia coisas piores) eram de qualidade terrível e as batidas policiais nos bares eram freqüentes. Portanto, um coquetel que mascarasse o gosto medonho da vodca e ainda desse uma corzinha para disfarçar era uma mão na roda para os bebedores dos loucos anos 20.
Classificação no índice Garrafologia de coquetéis: viril

Receita:
- 1,5 dose de vodca
- 3 doses de suco de tomate

- 0,5 dose de suco de limão

- 1 colher (de chá) de molho inglês
- 2 gotas de pimenta tipo Tabasco, sal, pimenta-do-reino e 1 fatia de limão (opcionais)
Reserve a fatia de limão e agite todo o resto na coqueteleira, com umas três pedras de gelo. Coe para um copo old fashioned (aquele compridinho, saca?) e decore com a fatia de limão.

2 | Metropolitan
Talvez você já tenha visto esse drinque feito com cachaça, com uísque, com vodca com outros ingredientes. Mas no final é um drinque de mulherzinha que você pode fazer para agradar uma amiga ou um potencial sexo sem compromisso. Pra variar um pouco, vamos ver uma receita com a nossa aguardente.
Classificação no índice Garrafologia de coquetéis: inadequado

Receita:
- 1 dose de cachaça
- 0,5 dose de xarope de cramberry
- 0,5 dose de licor de laranja
- 0,25 dose de suco de limão
Bata os ingredientes na coqueteleira junto com três pedras de gelo. Sirva num copo de martini previamente gelado e decore com uma casca torcida de laranja.

3 | The Fourth Element
Essa novidade foi criada para a festa. Trata-se de uma homenagem à cultura hip-hop, mesmo que, ao beber, você não fique com vontade de virar o boné ou dançar break. Segundo o mixologista (mistura de barman com cientista) Kenji Jesse, criador do coquetel, a inspiração veio da importância da limonada caseira e da cereja - uma das frutas mais populares dos EUA - na cultura americana. O drinque é fácil, bom, direto e reto - essa, talvez, é outra referência ao hip-hop tradicional.
Classificação no índice Garrafologia de coquetéis: discutível

Receita:

- 1 dose de vodca frutada
- Licor de framboesa
- 1 dose de suco de limão
- 0,25 dose de xarope de açúcar (duas partes de açúcar para uma de água)
- Água tônica
Misture os quatro primeiros elementos do drinque num copo alto com gelo. Complete com a água tônica até a boca.

* * *
Sobre o índice Garrafologia de coquetéis
A brincadeira surgiu na coluna Garrafologia, assinada pelo editor da seção Boa Vida da revista, Marcos Nogueira. Ele dividiu os coquetéis em seis categorias, exemplificadas a seguir:

- Trogloditas: rabo-de-galo, maria-mole, caracu com ovo
- Viris: bloody mary, dry martini
- OK: caipirinha, margarita
- Discutíveis: caipirosca de maracujá, mojito, frozen sei-lá-o-quê
- Inadequados: caipirosca de frutas vermelhas, drinques com leite condensado ou chocolate
- Escandalosos: cosmopolitan, saquerinha de lichia, sex on the beach, qualquer coisa azul

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05 Novembro 2008 - 0 Comentários

8 | "Passamos muito tempo discutindo sobre a África, e devemos fazer isso. A África é uma nação que sofre de uma doença incrível."

(Discurso em Gothenburg, Suécia, 14 de junho de 2001)


Quem ousa jogar War com esse gênio?


9 | "Os mesmos caras que estão bombardeando pessoas no Iraque são aqueles que nos atacaram no 11 de Setembro."
(Discurso em Washington D.C., EUA, 12 de julho de 2007)


Quem disse que não dá para usar um homem-bomba mais de uma vez?


10 | "Essa coisa de política externa é um tanto frustrante."
The New York Daily News, edição de 23 de abril de 2002.


Quer um abraço de consolo ou um ombro para chorar?


11 | "Eu sei que o ser humano e os peixes podem coexistir pacificamente."
(Discurso em Saginaw, Michigan, 29 de setembro de 2000)


Aquaman e Bob Esponja concordam.


12 | "Na família é onde nossa nação encontra esperança, onde asas ganham sonhos."
(Discurso em LaCrosse, Wisconsin, 18 dde outubro de 2000)


...Onde o rabo corre atrás do cachorro...

13 | "Há um velho ditado no Tennessee - sei que é no Texas, provavelmente no Tennessee - que diz 'me engane uma vez e a culpa é...a culpa é sua; você não será enganado de novo'."

(Discurso em Nashville, Tennessee, 17 de setembro de 2002)

Assista:



Ah, uma pausa dramática digna do maior prêmio do cinema, o... o... Como é mesmo o nome?




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Agora que o sangue-bom Barack Hussein Obama, havaino e filho de queniano, foi eleito, começa a bater a saudade dos anos mais divertidos e catastróficos da Casa Branca. George W. Bush, caso você tenha se esquecido, ainda é o presidente dos Estados Unidos da América, até 20 de janeiro de 2009. Então, vamos relembrar as sete maiores pérolas do melhor frasista que já comandou o mundo do Salão Oval.


1 | "O trabalho mais importante não é ser governador, ou, no meu caso, primeira-dama"
(no San Antonio Express News, em 30/1/2000)

É, já desconfiávamos desse lado fenomenal dele...


2 | "Quem pensa que eu não sou esperto o bastante para encarar esse trabalho
[ser presidente] está me dessubestimando"
(no US News & World Reports, em 3/4/2000)

Nós te supravalorizamos, presidente.


3 | "Nós queremos que todas as pessoas que podem encontrar um emprego sejam capazes de encontrar um emprego"

(no programa 60 Minutes, 5/12/2000)

Nós queremos que todas as pessoas que possam comandar o mundo sejam capazes de comandar o mundo.


4 | "Nossos inimigos nunca param de pensar em novas maneiras de ferir nosso país e nosso povo, e nós também não"

( no Yahoo! News, em 5/8/2004)

Imagina se W. Bush parou de pensar algum instante?


5 | "Os Estados Unidos e a China são duas grandes nações divididas por um vasto oceano"

(num discurso em 20/4/2006)

É, na aula de geografia dele o Mississipi e o Yang-Tsé são vastos oceanos.


6 | "Você não tem como ler um jornal se você não sabe
ler"
(num discurso em 6/8/2004)

Bem, quem lê um livro desse jeito aí em cima só pode ser mais brilhante que Leonardo, que escrevia com a ajuda de espelhos.


7 | "Isso faz sentido pra mim, não faz?"

(num discurso em 6/6/2006)

"Faz, presidente!", bradam em uníssono os 60 milhões que votaram nele em 2004.

Veja mais seis frases marcantes de Bush aqui na Lista de Tudo

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