Durante as fotos em Arraial do Cabo (RJ), a van que levava Paloma Bernardi e a equipe da VIP atolou num areial perto da Lagoa Azul. Justo as rodas da frente. Logo constatou-se que o veículo não sairia dali se todos não ajudassem. E quem se empenhou mais? Paloma. Ela empurrou, fez força, suou, ficou pulando na traseira da van, não descansou um segundo. Paloma é assim, com ela não tem tempo ruim. “Sou uma pessoa muito fácil de lidar, muito fácil de agradar, sou feliz com as coisas mais simples da vida, estou bem em qualquer lugar”, reconhece. Formada em radialismo e artes cênicas, a paulistana trocou a zona norte de São Paulo por um apartamento na Barra, no Rio, desde que virou “queridinha” na Globo – não é todo mundo que emplaca duas novelas das 9 quase na sequência uma da outra (Viver a Vida e Insensato Coração). Os contratos publicitários estão pululando na sua frente – ela assinou recentemente com a L’Oréal, o que é compreensível com o cabelo e a pele que possui – e os convites para posar também – a VIP é a sua estreia em revista masculina. “Este ensaio mostra uma Paloma que as pessoas não conhecem. Tenho meu lado menina, mas também tenho meu lado mulher de 25 anos”, diz. E que lado!

Ficou nervosa em sua primeira vez numa revista masculina?
Não, eu estava bem tranquila. Quando decidi que ia fazer, comecei a pesquisar a VIP, vi como mudaram os ensaios, como evoluíram. Olhei ensaios de pessoas que eu admiro, da Alinne Moraes, da Priscila Sol, da Ana Hickmann… E fui me inspirando. Eu estava muito segura, tive liberdade de mostrar a sensualidade como eu vejo.

Como você vê?
Acho que toda mulher tem uma sensualidade natural. Prefiro seguir essa linha do que a de uma sensualidade escancarada. Prefiro a que está no olhar, no cabelo, na boca, no toque, no que está escondido. Adorei as fotos.

Nessa sua pesquisa, você achou que a VIP está melhorando?
Muito. A VIP coloca as mulheres num patamar glamouroso, como divas. É assim que elas devem ser tratadas, eu acho. Com esse requinte e delicadeza e carinho. Os ensaios mais recentes são bem requintados, sofisticados.

Você emplacou duas novelas das 9 quase consecutivas. A carreira vai bem, hein?
Vejo isso como uma grande responsabilidade. Tenho noção disso, mas também gosto de ver como um trabalho qualquer, quero dizer, minha dedicação e meu foco seriam os mesmos, pois eu encaro cada trabalho como o principal da minha vida. Mas claro que me sinto feliz e privilegiada, porque são autores de peso, elencos de peso, diretores de peso.

A publicidade também cresceu o olho em você…
Comecei na publicidade aos 4 anos de idade. Voltar agora a fazer nessa fase mulher está sendo muito bacana. Meu contrato com a L’Oréal foi um presentão. Agora em março vão lançar uma campanha de cabelo e uma de pele. Fico feliz porque mostra que minha imagem passa credibilidade.

Qual é o próximo passo?
Para mim, o céu é o limite. Quero ir muito além. Estou em novela agora, tenho um passado de teatro em São Paulo e quero voltar a fazer. Assim que acabar a novela, pretendo emendar um projeto teatral ou realizar o sonho de fazer um longa.

No teatro, o que você gosta de fazer?
Gosto de dramas. Quero investir em algo diferente no teatro. Ultimamente as novelas têm me dado personagens muito próximas da minha realidade. Com perfis diferentes, claro, porém próximas do que eu sou. Tanto a Mia [Viver a Vida] quanto a Alice [Insensato Coração] são assim. No teatro e no cinema quero fazer personagens mais fortes, que exijam de mim grandes desafios.

Existe preocupação de criar um estigma com mocinhas? Qual é o momento certo de fazer uma vilã?
Não penso muito nisso, não. As oportunidades que chegarem eu vou abraçar com todas as forças, independente de ser mocinha ou não. Mas, claro, se eu pudesse escolher, preferiria começar a buscar algo diferente.

Qual seria o seu próximo papel, se você pudesse escolher?
Acho que alguém com uma condição especial física ou mental. Fiz um teste para uma mulher bipolar, fiquei com muita vontade de pegar o papel, mas não deu porque estava na novela. Acho que uma deficiente visual, por exemplo, exigiria uma entrega muito profunda.

Voltando para as mocinhas. Com qual você se identifica mais?
Com a Alice, que é mais esperta, mais realista. Mas eu me comovo com a bondade da Mia de se doar ao próximo. Eu sou assim, faço qualquer coisa pela minha família.

A Mia terminou a novela sem conseguir perder a virgindade. O que você acha do sexo casual?
Eu sou contra. Sou a favor do sexo com sentimento. Hoje as pessoas têm pressa em perder a virgindade. Minha amiga de 15 anos perdeu e eu preciso correr, porque parece que vai vencer. Não é assim. O sexo não pode ser banalizado. Eu defendia a Mia, acho que tinha que acontecer, mas não com pressa ou pressão.

Já a Alice é uma personal trainer, e você não é de malhar… Foi um martírio começar?
Ninguém me obrigou. Como atriz, tenho que viver a realidade da personagem. Não encaro como martírio, levo como um laboratório mesmo. Quando me disseram que eu ia trabalhar numa academia, eu senti que precisava conhecer essa realidade e também deixar meu corpo mais adequado ao papel. Comecei com um personal, três vezes por semana, pegando pesado.

Se fosse interpretar uma bêbada, você faria um laboratório de observação ou de tomar um porre atrás do outro?
Ah, não sou muito de beber, gosto de vinho, mas sem exageros, para não doer a cabeça. Eu ia observar mais.

Você já se acostumou a morar no Rio de Janeiro?
É muito fácil me acostumar. Eu amo a cidade. Tenho muitos amigos aqui, que me acolheram e me ensinaram a ser carioca. Sem falar que a paisagem é maravilhosa.

Mas e de São Paulo? Você não gosta muito?
Minha vida toda foi em São Paulo, é onde encontro minhas raízes. Sinto muita falta da minha família. E adoro a culinária, sou muito boa de garfo.

Há muita diferença entre o homem carioca e o paulista na cantada?
Na cantada não existe diferença. Até porque, para mim, não rola, é sempre aquela mesma coisa. Prefiro me envolver com a pessoa pelo que ela é, por um olhar diferente, uma risada, um papo bacana…

Mas qual sotaque é melhor de escutar no ouvidinho?
Ah, acho que o sotaque paulista, né? Já nasci ouvindo. O carioca vai conquistando também, tem aquela manemolência. O paulista é mais objetivo, mais direto, o carioca vai pelas beiradas.

Você tem falado ultimamente na vontade que tem de arrumar um namorado…
Gente, as pessoas aumentam isso, aumentam três vezes.

Mas você mesma disse na TV.
É que eu sou muito brincalhona. Mas é verdade. Estou solteira há muito tempo, desde a faculdade. Este ano eu pensei: “Poxa, gostaria de ter alguém ao meu lado”.

Ficou muito tempo solteira porque é muito exigente?
Acho que não. Se fosse para sair ficando por aí, eu ficaria com muitos caras. Mas eu não gosto de beijar por beijar, transar por transar. Gosto de me sentir apaixonada e de sentir que estão apaixonados por mim. É isso o que eu quero. Mas não estou matando cachorro a grito.

Como é o cara que você procura?
Alguém que me complete, que entenda minha vida, a rotina que eu levo, que vibre com minhas conquistas, e que eu possa vibrar com as conquistas dele. Um cara que seja simples. Valorizo muito a simplicidade, independente de quem a pessoa seja ou do que tenha. Acho que são as características que todo mundo procura por aí, não estou falando nenhuma novidade.

Toda mulher diz que o homem precisa saber fazê-la rir. Está certo. Mas não é mais importante saber levá-la ao orgasmo?
[Risos] Eu acho as duas coisas importantes, uma complementa a outra. Não adianta só me fazer rir e não adianta só me fazer gozar. Tem que ser uma pessoa muito divertida que me leve às nuvens.

tenho um passado de teatro em
São Paulo e quero voltar a fazer.
Assim que acabar a novela, pretendo
emendar um projeto teatral ou realizar
o sonho de fazer um longa.
No teatro, o que você
gosta de fazer?
Gosto de dramas. Quero investir em
algo diferente no teatro. Ultimamente
as novelas têm me dado personagens
muito próximas da minha realidade.
Com perfis diferentes, claro, porém
próximas do que eu sou. Tanto a
Mia [Viver a Vida] quanto a Alice
[Insensato Coração] são assim.
No teatro e no cinema quero fazer
personagens mais fortes, que
exijam de mim grandes desafios.
Existe preocupação de criar um
estigma com mocinhas? Qual é o
momento certo de fazer uma vilã?
Não penso muito nisso, não. As oportunidades
que chegarem eu vou abraçar
com todas as forças, independente
de ser mocinha ou não. Mas, claro, se
eu pudesse escolher, preferiria começar
a buscar algo diferente.
Qual seria o seu próximo papel,
se você pudesse escolher?
Acho que alguém com uma condição
especial física ou mental. Fiz um teste
para uma mulher bipolar, fiquei com
muita vontade de pegar o papel, mas
não deu porque estava na novela.
Acho que uma deficiente visual,
por exemplo, exigiria uma entrega
muito profunda.
Voltando para as mocinhas.
Com qual você se identifica mais?
Com a Alice, que é mais esperta, mais
realista. Mas eu me comovo com a
bondade da Mia de se doar ao
próximo. Eu sou assim, faço qualquer
coisa pela minha família.
A Mia terminou a novela sem
conseguir perder a virgindade.
O que você acha do sexo casual?
Eu sou contra. Sou a favor do sexo com
sentimento. Hoje as pessoas têm
pressa em perder a virgindade. Minha
amiga de 15 anos perdeu e eu preciso
correr, porque parece que vai vencer.
Não é assim. O sexo não pode ser
banalizado. Eu defendia a Mia, acho
que tinha que acontecer, mas não
com pressa ou pressão.
Já a Alice é uma personal trainer,
e você não é de malhar…
Foi um martírio começar?
Ninguém me obrigou. Como atriz,
tenho que viver a realidade da personagem.
Não encaro como martírio, levo
como um laboratório mesmo. Quando
me disseram que eu ia trabalhar numa
academia, eu senti que precisava
conhecer essa realidade e também
deixar meu corpo mais adequado ao
papel. Comecei com um personal, três
vezes por semana, pegando pesado.
Se fosse interpretar uma bêbada,
você faria um laboratório de
observação ou de tomar um
porre atrás do outro?
Ah, não sou muito de beber, gosto de
vinho, mas sem exageros, para não
doer a cabeça. Eu ia observar mais.
Você já se acostumou a
morar no Rio de Janeiro?
É muito fácil me acostumar. Eu amo a
cidade. Tenho muitos amigos aqui, que
me acolheram e me ensinaram a ser
carioca. Sem falar que a paisagem
é maravilhosa.
Mas e de São Paulo? Você não
gosta muito?
Minha vida toda foi em São Paulo, é
onde encontro minhas raízes. Sinto
muita falta da minha família. E adoro
a culinária, sou muito boa de garfo.
Há muita diferença entre o homem
carioca e o paulista na cantada?
Na cantada não existe diferença. Até
porque, para mim, não rola, é sempre
aquela mesma coisa. Prefiro me envolver
com a pessoa pelo que ela é,
por um olhar diferente, uma risada,
um papo bacana…
Mas qual sotaque é melhor de
escutar no ouvidinho?
Ah, acho que o sotaque paulista, né?
Já nasci ouvindo. O carioca vai conquistando
também, tem aquela manemolência.
O paulista é mais objetivo, mais
direto, o carioca vai pelas beiradas.
Você tem falado ultimamente
na vontade que tem de
arrumar um namorado…
Gente, as pessoas aumentam isso,
aumentam três vezes.
Mas você mesma disse na TV.
É que eu sou muito brincalhona.
Mas é verdade. Estou solteira há
muito tempo, desde a faculdade.
Este ano eu pensei: “Poxa, gostaria
de ter alguém ao meu lado”.
Ficou muito tempo solteira
porque é muito exigente?
Acho que não. Se fosse para sair ficando
por aí, eu ficaria com muitos caras.
Mas eu não gosto de beijar por beijar,
transar por transar. Gosto de me sentir
apaixonada e de sentir que estão
apaixonados por mim. É isso o que
eu quero. Mas não estou matando
cachorro a grito.
Como é o cara que você procura?
Alguém que me complete, que entenda
minha vida, a rotina que eu levo,
que vibre com minhas conquistas, e
que eu possa vibrar com as conquistas
dele. Um cara que seja simples.
Valorizo muito a simplicidade, independente
de quem a pessoa seja ou do
que tenha. Acho que são as características
que todo mundo procura por aí,
não estou falando nenhuma novidade.
Toda mulher diz que o homem
precisa saber fazê-la rir. Está certo.
Mas não é mais importante saber
levá-la ao orgasmo?
[Risos.] Eu acho as duas coisas importantes,
uma complementa a outra.
Não adianta só me fazer rir e não
adianta só me fazer gozar. Tem que
ser uma pessoa muito divertida
que me leve às nuvens.