Jornalismo macho das antigas

O site Stagmags.com reúne uma hilária coleção de capas de revistas masculinas americanas do passado. Algumas tão politicamente incorretas que hoje parecem brincadeira

Escola da tentação

Aluninha provocante armada com uma singela maçã para ofertar ao professor? Para o pessoal que fazia a revista Topper em 1963, podia parecer bem excitante. Hoje essa fantasia só provoca um caminhão de problemas. Envolvimento com menor de idade é caso de cadeia e ponto final – nos Estados Unidos, isso anda bem rígido, com dezenas de exemplos anualmente. E, mesmo que a aluna já tenha chegado à maioridade, uma abordagem do mestre constitui assédio sexual.

Molho de chaves

A imagem que simula alguém espionando através de um buraco de fechadura está obsoleta. Por um lado, porque é um recurso manjado demais, usado à exaustão – como comprovam estes três (de muitos) exemplos. Por outro lado, hoje estamos na era das trancas com meras fendas à prova de olhares. Para não falar das fechaduras eletrônicas…

A campeã do machismo

Masculino é uma coisa, machismo é outra muito diferente. De 1956 a 1967, a revista Jem se superou ao estampar conceitos dos tempos do homem das cavernas. Botou a mulher “em seu lugar”, servil ao macho, esfregando o chão enquanto o galã de cartola parte para uma balada ou oferecendo uma cerveja para o folgado (com a chamada dizendo: “Como conseguir que sua mulher faça o que você quer”). A publicação se superou no mau gosto na foto em que a gata tem um conquistador apontando uma arma para sua cara e botando uma algema em seu pulso. E fez outra barbaridade ao enfiar uma beldade numa lata de lixo – algo que NUNCA se faz com uma mulher!

Chefe mão-grande

Por décadas, chefe avançando na secretária foi comum. Tais dias acabaram. Executivo que esticar o bração como esse aí de cima será enquadrado por assédio sexual.