O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, teve origem durante as as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Grande Guerra. A ideia de celebrar um dia da mulher também já havia surgido nos primeiros anos do século XX, nos EUA e na Europa, no contexto das lutas por melhores condições de vida e trabalho e pelo direito do voto feminino.

Em homenagem a todas elas, preparamos esse top 10 das mulheres que mudaram o mundo, cada uma à sua maneira:

Coco Chanel – França (1883-1971)

A estilista Coco Chanel dita a moda feminina até hoje. Seu estilo pode ser visto nas bolsas, nos perfumes e na inspiração dos estilistas de moda. Sua primeira loja vendia chapéus, mas logo ela começou a vender também roupas sofisticadas sob encomenda. Nos anos 20, conheceu artistas importantes como Picasso e Visconti e passou a vestir celebridades de Hollywood com seus tailleurs de corte impecável. Você já ouviu falar do perfume Chanel nº 5, certo? Pois é, foi ela que criou.

Billie Holiday – EUA (1915-1959)

Abandonada pelo pai, violentada aos 10 anos e se prostituindo aos 14. Começou a cantar aos 15 por pura necessidade de sustentar a ela e à mãe. É, a vida de Billie Holiday não foi nada fácil. Conhecida como a primeira dama do blues, mesmo sem nunca ter estudado Billie Holiday foi considerada, de longe, a maior e mais expressiva cantora de jazz de todos os tempos. Sua voz, de timbre inconfundível, era comovente e cheia de sentimento. Apesar de ter morrido precocemente aos 44 anos, de overdose de drogas (que usava em quantidades cavalares), ela ajudou a definir o jazz e seus discos são sucesso até hoje.

Indira Gandhi – Índia (1917-1984)

Se a Índia hoje faz parte dos BRICs e é um dos emergentes com mais potencial entre os países em desenvolvimento, deve muito a essa mulher. Indira Gandhi foi a primeira mulher a se tornar chefe do governo indiano, revolucionou a política do país e enfrentou conflitos religiosos. Ela começou a atuar na política nos anos 40, ao lado do pai, Nehru, que presidia o congresso. Tornou-se primeira-ministra em 1966 e depois em 1980 novamente. Nacionalizou os bancos, incentivou o aumento da produção de cereais foi responsável pela entrada da Índia na corrida nuclear, com fins pacíficos. Morreu assassinada em 1984, em Nova Délhi.

Marylin Monroe – Estados Unidos (1926-1962)

A loira mais famosa do mundo enlouqueceu (e enlouquece) gerações de marmanjos. Marylin se tornou o ícone sexual do século 20 e inventou uma nova maneira de atuar, unindo a inocência à sensualidade, em comédias como Os Homens Preferem as Louras, Quanto mais Quente Melhor e Nunca fui Santa, entre outros clássicos. Depois do romance secreto com o presidente americano John Kennedy, ela foi ameaçada pela máfia e precisou se afastar dele. Em 1962, foi encontrada morta por overdose de medicamentos em sua mansão.

Zilda Arns – Brasil (1934-2010)

A irmã de Dom Paulo Evaristo Arns fundou e esteve sempre à frente da Pastoral da Criança, instituição que atendeu a milhares de famílias pobres de mais de 4 mil municípios brasileiros e combateu a mortalidade infantil. Formada em medicina, implementou o planejamento familiar e o tratamento contra o câncer ginecológico quando assumiu o Departamento Materno-Infantil da Secretaria da Saúde do Paraná. Foi uma das vítimas do terremoto no Haiti, em janeiro de 2010.

Madonna – Estados Unidos (1958)

As feministas tradicionais, como Simone de Beauvoir e Camile Paglia que nos perdoem, mas Madonna fez muito mais pela sexualidade feminina do que décadas de feminismo. Cantando, dançando e atuando, ela caiu como uma bomba nas discussões sobre sexualidade nas últimas décadas. Misturando sexo com religião, ela influenciou milhões de garotas nos anos 80 e 90, com discos como Like a Virgin, True Blue, Like a Prayer e Erotica. Com mais de 270 milhões de discos vendidos, Madonna é a artista feminina mais bem sucedida de todos os tempos e um ícone da cultura pop.

Marina Silva – Brasil (1958)

Uma das grandes responsáveis pelo desenvolvimento e divulgação da sustentabilidade no Brasil, Marina Silva nasceu em uma palafita em Rio Branco, no Acre, e só aprendeu a ler aos 16 anos. Junto com o ecologista Chico Mendes, engajou-se em movimentos sindicais e filiou-se ao PT em 1986, elegendo-se vereadora, deputada estadual e senadora e elaborando vários projetos na área de meio ambiente. Em 2003 assumiu o Ministério do Meio Ambiente e em 2010 disputou a Presidência pelo Partido Verde, obtendo a terceira colocação. Recebeu inúmeros prêmios por seu trabalho, inclusive da ONU.

Diana Spencer – Inglaterra (1961-1997)

Até hoje considerada a personalidade feminina mais importante e admirada da Europa, a princesa Diana protagonizou em julho de 1981 o casamento da década, com o príncipe Charles, assistido pela TV por cerca de 1 bilhão de pessoas. O casal  foi um dos mais assediados do mundo e tiveram dois filhos, William e Harry. Se separaram em 92 e Diana passou a se dedicar a causas sociais, como a luta contra a AIDS e o combate às minas terrestres na África. Admirada em todo o planeta, vestia-se com muita elegância. A morte trágica em Paris, num acidente de automóvel, em 1997, a imortalizou, e seu funeral foi assistido por 2,5 bilhões de pessoas.

Gisele Bündchen – Brasil (1980)

Gisele é do Brasil! Com apenas 20 anos a modelo foi eleita a top mais bonita do mundo pela revista Rolling Stone. Nos anos 2000 foi uma das modelos mais bem pagas do mundo segundo a revista Forbes, e acumulou uma fortuna avaliada em 150 milhões de dólares. Emprestando sua beleza para grifes como Valentino, Versace e Victoria´s Secret, Gisele virou alvo dos paparazzi de todo o mundo ao namorar o ator Leonardo Di Caprio. Casada desde 2009 com o jogador Tom Brady e mãe de Benjamin, de 1 ano, defende causas como o combate à AIDS e à fome e a preservação do meio ambiente.

Marta Vieira da Silva – Brasil (1986)

Se hoje ver meninas jogando bola é uma coisa normal, Marta tem uma parcela de responsabilidade nisso. No país do futebol, a craque mostrou que esse esporte também é coisa de mulher. A alagoana de Dois Riachos conquistou os títulos de Melhor do Mundo em 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010 e foi medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de 2003 e de 2007. Sua atuação ajudou a divulgar e difundir mundialmente o esporte entre as mulheres. Em 2011 ela passou a atuar no clube Western New York Flash, dos Estados Unidos.