Decola, AirDunga!

Toda vez que o avião com a Seleção Brasileira decolou para um jogo das Eliminatórias para a Copa do Mundo, a delegação ouviu o comandante Adriano Pandolfo falar no rádio: “Vamos fazer mais uma escala com destino final para a África do Sul”. Após três anos repetindo a mesma frase, finalmente as escalas acabaram. O próximo destino é a Copa do Mundo de 2010. Na última semana de maio, decola do Rio de Janeiro o Airbus A330, da TAM, com destino a Johannesburgo, na África do Sul. “O voo da Seleção é superdescontraído. Os jogadores, sem exceção, são pessoas acessíveis, estão sempre de bom humor, um brincando com o outro”, diz o comandante Hamilton Linhares, que também estará na cabine.
 
Como a equipe atua dentro do avião
ROBINHO
“Ele nunca está triste, a alegria dele contagia”, diz a aeromoça Silvia Monteoliva. Depois da refeição, Robinho pega o cavaquinho, joga pandeiro e bongô para quem estiver por perto e puxa um refrão. O resto acompanha nas palmas.
JÚLIO CÉSAR
No ar, anda descalço e descontraído pelos corredores. Mas, na decolagem e na aterrissagem, suas mãos ficam suadas de nervoso. “Ele fala que é mais fácil encarar pênaltis que fazer o que a gente faz”, diz o comandante Pandolfo.
KAKÁ
Na intimidade, Kaká também entra no samba, tira sarro e é um dos mais simpáticos com a tripulação. Só fica calado quando lê sobre economia. Investidor em bolsas, uma de suas leituras é o jornal americano Wall Street Journal.
LÚCIO
Capitão da Seleção, Lúcio mantém o jeitão de xerife dentro da cabine pressurizada. “Ele é tranquilo, sempre reservado”, diz o comissário Derrick Barbosa. Ninguém vê Lúcio participar do samba ou fazer brincadeiras.
DUNGA
O técnico está sempre sério e na primeira fileira, ao lado do supervisor técnico Américo Faria. É tão temido que, em um voo das Eliminatórias, um estreante na Seleção ficou com medo de visitar a cabine dos pilotos e se queimar com o chefe.
 
A INFRA DO VOO PARA O HEXA

TRIPULAÇÃO
Para o voo rumo à África do Sul, a TAM escalou sua seleção de craques para cuidar dos jogadores. A equipe é formada por 16 profissionais: dois comandantes, um co-piloto e 13 comissários e aeromoças. Todos possuem mais de dez anos de experiência na função e são chefes de equipe em cabines internacionais. Para pilotar o Airbus, a escolha não é nada subjetiva: quem tem mais horas de vôo assume o bonde do Brasil.
  CARDÁPIO
A CBF determina o que deve ser servido. Normalmente, são duas opções. A primeira é uma massa, a outra é carne bovina ou frango. Além disso, frutas são servidas todo tempo. Os jogadores podem repetir quantas vezes quiserem (Elano é o mais comilão). Bebidas alcoólicas não estão no menu e não é permitido embarcar com garrafas (atenção, Adriano!). E é expressamente proibido perguntar se Júlio César aceita um frango.
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