Para quem é pai

Ou vai ser em breve. Ou quer ser um dia. Ou para você que nem pensa nisso

A gente pode nem se lembrar mais disso, mas sexo também é feito para fins procriativos. A coluna deste mês é uma homenagem aos que desejam ser pais, aos que estão “grávidos”, aos que já são pais – e também àqueles que não querem nem saber dessa possibilidade por enquanto.

Você quer ser
Aproveite! O período da tentativa da gravidez pode render boas transas. Para tornar o sexo mais do que uma ação mecânica para engravidar, use a criatividade: mande torpedos com propostas eróticas, escreva e-mails sacanas, “sequestre” sua companheira durante a hora do almoço e leve-a ao motel, promova viagens românticas, excursão a sex shops. Tudo em nome do futuro rebento!

Você está “grávido”
Cuidado: pesquisas mostram que os homens engordam cerca de 6 kg durante a gestação de suas mulheres. A não ser quando a gravidez é de risco, o sexo está liberado até o final. Não machuca o bebê. É bom para manter a intimidade e a autoestima de ambos, além de afastar fantasias de distanciamento emocional e traição. Se tudo for bem e a mãe do herdeiro não enjoar (do seu cheiro, inclusive), a partir do segundo trimestre as mulheres ficam mais dispostas, têm mais tesão e orgasmos muito intensos. Quer provocar? Passe creme na barriga dela e escorregue a mão para a região acima dos pelos pubianos. Massageie de leve. Você vai ver só. Na reta final faça sexo de ladinho. Há uma máxima que diz: “A melhor coisa da gravidez é poder transar sem risco de engravidar”.

Você já é pai
Se você mora com a mãe da criança que acabou de nascer, já deve ter sacado que a vida mudou. Aliás, tudo mudou: o corpo, a disposição e o tempo para transar. O médico fala da tal “quarentena”, período necessário para que os órgãos retornem ao seu tamanho e funções antes do parto, mas todo mundo diz que é lenda: na verdade, demora mais tempo para que se recobre a periodicidade das relações sexuais. Principalmente para quem acabou de virar pai, há que ter paciência para lidar com a falta de libido da mulher. Além de todo o cansaço, a prolactina, que é o hormônio responsável pela lactação, é uma grande vilã e atrapalha a fisiologia do desejo sexual. Embora a ocitocina, que é o hormônio da aproximação, esteja a toda, simplesmente parece que apertaram o botão off da mulher para o sexo. A primeira relação sexual pós-parto pode provocar dor, a mulher sofre com pouca lubrificação e fica sem jeito, pois seu corpo está muito diferente. Portanto, tenha calma, cuidado e carinho. Vá retomando a aproximação aos poucos, mas nunca desista: quem deve resgatar a mulher desse mergulho na maternidade é você. Ajude com os cuidados do bebê que você garantirá admiração e proximidade física. Revire sua memória relembrando os primeiros momentos vividos no namoro, aqueles mais quentes e intensos, e tente seguir os passos: cineminha, jantares, flores, carinhos na mão, na perna, beijos… Mas nem ouse chamar sua mulher para fazer sexo com um: “Vem cá com o papai”! Pense no inverso. Daqui a pouco, em vez de gata, gostosa, querida, você vai estar chamando ela de “mamãe”! Socorro!

Você não quer ser pai
Se você não deseja ser pai nesse momento da sua vida, lembre-se que contracepção é uma responsabilidade de ambos. Tem muito pai por aí que achava que a mulher tomava pílula, achava que dava para tirar antes de gozar, achava… Não abra mão do preservativo. Para erotizar, varie: camisinhas que esquentam, esfriam, têm sabor, são fosforescentes. Desde que tenham o selo do Inmetro e estejam dentro da validade, ok. Experimente também o preservativo feminino: parece um coador de café transparente, visto nas mãos, mas é melhor encará-lo do que esperar a moçoila “coar café na calcinha” – conhece essa expressão?

Matéria publicada na Revista VIP de agosto de 2012.