O guia para comprar o toca-discos certo

A ressurreição do LP implica na necessidade de ter uma boa vitrola. Indicamos o que você deve observar para ter o melhor aparelho

Technics SL-1200, o Santo Graal dos toca-discos

Technics SL-1200, o Santo Graal dos toca-discos (reprodução/Divulgação)

Dos velhos bolachões usados à venda em sebos aos relançamentos de clássicos da música e novas produções, os LPs de vinil voltaram a ser objeto de desejo para quem gosta de música. Claro que para ouvi-los é preciso um toca-discos de qualidade para tirar o melhor proveito do som mais “quente” que o dos CDs e MP3.

Aproveitando a ressurreição do vinil, várias vitrolas vêm surgindo no mercado. Em relação às antigas, são menores, portáteis, com entrada USB e conversor de MP3. Mas muitas delas (como as de estilo retrô, com gabinete de plástico imitando madeira e alto-falantes integrados) produzem um som pior que o do seu celular.

Pedimos ajuda ao DJ Daniel Tamenpi, que nos trouxe algumas dicas para você não errar na hora de comprar uma verdadeira vitrola.

 

Vitrolas com entrada USB e gravador de mp3
“Com a volta e o crescimento de vendas de vinis, algumas marcas lançaram vitrolas com entrada/saída USB para passar os vinis para MP3. É bem útil para quem não é tão perfeccionista quanto à qualidade do som”, diz o DJ Daniel.

Quanto mais pesado, melhor
Vitrolas mais antigas como aquelas que seu avô tinha eram feitas de aço e ferro. Algumas chegavam a pesar mais de 10 quilos. Toca-discos pesados geralmente são feitos de materiais mais resistentes ao tempo.

Aposte nas marcas tradicionais
Daniel diz: “Nada se iguala ao modelo Technics SL-1200 MKII, lançado em 1972 e, até hoje, o preferido de dez entre dez especialistas em vitrolas”. O famoso toca-discos voltou a ser fabricado em 2016, após alguns anos fora do mercado, mas há bons produtos de outras marcas, como Audio-Technica, Stanton, Vestax e Numark.

Não confie em vitrolas de plástico
É a primeira coisa que você tem que saber, segundo o DJ. “Geralmente essas vitrolas mais novas e modernas são feitas de plástico. E o plástico não é um material resistente”, afirma Daniel.

Atenção às cápsulas
A cápsula é aquela pecinha que sustenta a agulha. Tem a função de “ler” informações sonoras gravadas nos discos. Há quatro tipos. Para saber qual é a ideal para a sua vitrola, observe a voltagem de entrada do toca-discos – que nos manuais dos equipamentos aparece como “sensibilidade em phono”.

Escolha a agulha certa
Há agulhas de safira e de diamante. Prefira esta última. Como a agulha e a superfície do vinil ficam em contato direto, o desgaste físico é inevitável. As agulhas de diamante têm uma vida de cerca de 1.000 horas. As de safira, de 100 horas. Daniel recomenda agulhas Shure ou Ortofon.

 

4 aparelhos de primeira

Audio-Technica ATLP60 USB

Audio-Technica AT LP60 USB

(Divulgação/Reprodução)

Tem saída USB e um pré-amplificador para conexão com um sistema de som equipado com uma entrada phono ou de nível de linha. R$ 1.015, em mercadolivre.com.br.

 

Numark PT01 USB

Numark PT01 USB

(Divulgação/Reprodução)

Toca-discos robusto, mas portátil, que permite converter músicas do vinil para formatos digitais WAV ou MP3. Vem com alto-falante interno. R$ 1.349, em submarino.com.br.

 

Innovation Compact Clearaudio

Innovation Compact Clearaudio

(Divulgação/Reprodução)

O controle de velocidade é feito por microchip, e o prato gira num conjunto de ímãs de carga oposta, ou seja, ele flutua. Informações sobre a venda no Brasil em sommaior.com.br.

 

Music Hall USB-1

Music Hall USB-1

(Divulgação/Reprodução)

A importadora Som Maior é a responsável por trazer os toca-discos da marca americana Music Hall ao Brasil. São seis modelos, do básico ao de alto padrão. O USB-1 converte para arquivo digital. Mais informações sobre a venda em sommaior.com.br.

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