Conheça dois cortes de cabelo que nunca saem de moda

Para o barbeiro Fabian Garcia, "o corte clássico é elegante e combina com qualquer estilo de homem”

Fabian Garcia

(Divulgação/Reprodução)

Diz o dicionário Aulete a respeito do verbete “clássico”: “Que se mantém ao longo dos tempos; que vigora ou é preservado por várias gerações”. É a esse estilo de barbearia que Fabian Garcia, 31 anos, dedica seu trabalho.

Nascido e criado em Roterdã, na Holanda, este filho de imigrantes espanhóis virou referência internacional em sua profissão.

Formado na filial Toni&Guy da Espanha, uma das maiores academias de cabeleireiros que existem, Fabian percebeu depois de alguns anos de profissão que não era fazendo tintura nem cortes femininos que seria feliz. “Comecei a pegar a navalha e a me dedicar aos clientes masculinos”, conta ele.

Aperfeiçoou-se no manejo e foi trabalhar na Schorem, a barbearia mais bombada do mundo, em sua cidade natal, onde acabou virando professor. “A diferença do barbeiro clássico para o cabeleireiro é que este último inventa moda e busca tendências, enquanto nós trabalhamos com certas regras.

O corte é sempre quadrado, com degradê na nuca e costeletas e limpo atrás das orelhas. Fazemos um trabalho mais personalizado e artesanal.”

Hoje, Fabian ostenta o título de “mestre-barbeiro” da holandesa The Old School Barber Academy e dedica-se a dar workshops e cursos práticos pela Europa e Américas – ele foi uma das atrações da Beauty Fair, maior feira do setor de beleza do continente, em setembro, em São Paulo.

Para ele, o corte de cabelo clássico cai bem em qualquer homem. “É elegante, combina com o cara independentemente do seu estilo. Ele pode estar de terno ou camiseta.”

Fabian mostra aqui dois cortes que ele particularmente gosta. E que, embora não possam ser chamados de “tendência”, estão em alta. Especialmente porque não saem nunca de moda.


Os cortes

Pompadour

Pompadour

(Divulgação/Reprodução)

Tem bastante volume no topete e a lateral bem curtinha, que pode ser em fade (ou degradê). O nome vem do século 18, por causa da Madame de Pompadour, amante do rei Luís XV, que popularizou o penteado – antes disso, os fios costumavam estar sempre colados à cabeça.


Executive contour

Executive contour

(Divulgação/Reprodução)

Muito versátil e popular, ele também tem laterais curtas e o cabelo penteado para um lado, com um topetinho. O que marca mesmo o corte é a risca da repartição do cabelo, que é bem marcada e pode ou não ser feita à navalha. A lateral também pode ser em degradê, o que, diz Fabian, atualiza o corte.