Em busca da vitória inédita em Le Mans, Brasil conta com 6 pilotos, incluindo Senna e Piquet

VIP acompanha in loco a prova de longa duração mais importante do mundo - que nunca foi vencida por pilotos brasileiros. Será que o tabu será quebrado em 2016?

Um País que tem história de sucesso no esporte mas que nunca venceu uma das mais importantes competições da modalidade.

Poderia ser a história do Brasil com a inédita conquista do ouro olímpico no futebol, mas a definição também vale para o grande sucesso dos brasileiros no automobilismo e a lacuna justamente nas 24 Horas de Le Mans, que compõe junto com o GP de Mônaco e a Indy-500 a tríplice coroa do esporte a motor mundial.

VIP está na França acompanhando a prova de 2016, que terá largada neste sábado às 10h (horário de Brasília), quando seis brasileiros vão tentar quebrar este tabu. A maior chance é de vitória na categoria geral é de Lucas di Grassi, piloto oficial da Audi e que já chegou em segundo lugar em 2014. Com este resultado, ele igualou os feitos de José Carlos Pace (1973) e Raul Boesel (1991) como os melhores resultados do Brasil nas 24 Horas.

Audi R18 - 2016 (Divulgação)

Audi R18 – 2016 (Divulgação)

O ano de 2016 tem sido muito bom para o ex-F-1: ele é o atual líder da Formula E,  com três vitórias e sete pódios. Além disso, seu time também tem ótimo retrospecto nas 24 Horas: com 13 vitórias em 17 participações, a marca alemã busca em 2016 o triunfo que escapou para a rival Porsche no ano anterior.

E o trio formado por Lucas di Grassi, Oliver Jarvis e Loïc Duval já venceu a etapa anterior do WEC (World Endurance Championship), as 6 Horas de Spa-Francorchamps, na Bélgica.

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Foto: Nick Dungan / Drew Gibson Photography (Divulgação)

Foto: Nick Dungan / Drew Gibson Photography (Divulgação)

“Ser o primeiro brasileiro a vencer o geral das 24 Horas de Le Mans seria um feito fantástico. Estamos trabalhando intensamente, o nosso trio está em seu segundo ano completo, portanto, estamos mais entrosados. Os resultados começaram a aparecer com a vitória em Spa. Nas 24 horas, pode acontecer de tudo. É como se tivéssemos quatro corridas da temporada de uma só vez. Andamos à noite, de madrugada, faça chuva ou faça sol. O circuito é fantástico: rápido, exigente, longo”, afirmou de 31 anos.

O Brasil também terá na pista seus representantes da Formula E: além de Di Grassi, o atual campeão dos carros elétricos volta a correr na lendária prova de Le Mans: Nelsinho Piquet, com o protótipo da equipe Rebellion, também na categoria principal (os protótipos mais velozes, da LMP1).

O filho do tricampeão mundial de F-1 Nelson Piquet também terá a companhia do sobrinho de Ayrton Senna nas pistas: Bruno Senna compete com a equipe RGR Sports na categoria LMP2.

Bruno Senna (Divulgação)

Bruno Senna (Divulgação)

Além dos três ex-pilotos de F-1, o Brasil terá outros importantes nomes que vem conquistando importantes resultados em suas categorias, como Pipo Derani, pilotando um protótipo da Ligier na categoria LMP2.  Aos 22 anos, Pipo vem mostrando uma grande performance na temporada 2016 vencendo de forma sensacional as 24 Horas de Daytona e as 12 Horas de Sebring. No ano passado, ele estreou com o quarto lugar em sua categoria.

“Le Mans é o ponto alto da temporada, não há dúvidas sobre isso. O espetáculo e o interesse coloca a prova numa escala global e que aumenta a cada ano. É uma experiência incrível. Será um evento duro para nós, já que a natureza do circuito não favorece o nosso pacote como as outras pistas. Mesmo assim, farei de tudo para tentar adicionar Le Mans às vitórias que conquistamos em Daytona e Sebring, o que seria fantástico. O foco principal é somar mais pontos na nossa luta pelo título do FIA WEC em 2016″, completou o brasileiro.

Completando o sexteto brasileiro em Le Mans estarão Fernando Rees com um Aston Martins na categoria GTE Pro e Oswaldo Negri Junior com o carro 49 da Michael Shank Racing. Com este esquadrão de respeito, o Brasil tem tudo para acabar com o tabu em 2016 – talvez uma missão até mais viável do que a Seleção Olímpica no futebol.