O esportivo Puma voltar a dar as caras no Brasil

O "felino" era sonho de consumo dos brasileiros quando quase não havia importados dando sopa

 (Puma/Divulgação)

O nome Puma é associado a artigos para a prática esportiva hoje em dia.

Basta dar um Google nessas quatro letras que aparecem sugestões de tênis, roupas e acessórios.

Para uma geração que já era mais crescidinha nas décadas de 70, 80, a palavra Puma também está diretamente ligada a esporte — embora não tenha nada a ver com vestuário.

Puma era sinônimo de carro nacional estiloso, na medida para a curtição. Ops, era, não; ainda é, ou, melhor, voltou a ser.

Como uma fênix — o pássaro da mitologia grega que renascia das cinzas depois de entrar em autocombustão —, o felino do asfalto, produzido de 1964 a 1985, ganha nova vida.

 (Puma/Divulgação)

A partir deste mês, o modelo, que por muitos anos teve a pecha de carro de playboy — quando playboy não era a expressão duvidosa dos dias de hoje: ao ouvi-la não se sabe se estão elogiando ou provocando o interlocutor —, pode ser visto desfilando pelas ruas, sob as rédeas de poucos e bons pilotos.

Para esta edição comemorativa, serão produzidas apenas dez unidades, devidamente numeradas, exibindo no shape o sobrenome GT 2.4 Lumimari. Mas, a partir de 2018, o modelo entra em linha para valer. “Daí vai ser uma outra versão de acabamento, mas com o mesmo motor”, afirma Luiz Gasparini Costa, consultor da Puma Automóveis.

O desenho do Lumimari, concebido por Du Oliveira, remete ao GTE de 1970.

A principal diferença em relação ao seu antecessor é a carroceria targa — leve (915 quilos), de fibra de vidro e de carbono —, que possibilita a remoção de apenas a parte central do teto.

 (Puma/Divulgação)

O modelo que lhe deu inspiração era um completo conversível. Ainda assim, o estilo livre para voar foi mantido.

Já a parte estrutural sofreu mudanças radicais. O chassi, por exemplo, que antes era da VW, agora é de aço carbono, típico de esportivos artesanais.

Também o conjunto mecânico deixou de ser da marca alemã, passando a ter vida própria. O motor, 2.4 flex, é desenvolvido pela própria Puma, a partir de bloco da GM, e o seu desempenho fala aos nossos dias (veja ficha técnica).

Os adeptos de uma “tocada” mais nervosa vão se divertir com câmbio manual de seis velocidades, digamos, outro apelo vintage.

 (Puma/Divulgação)

Por dentro, o acabamento denuncia, para o bem, a geração do modelo. É uma atmosfera refinada, trazendo inclusive central multimídia sensível ao toque.

E pelas imagens disponíveis dos assentos, o piloto vai se sentir vestindo o bólido, feito uma indumentária, esportiva, na medida para as pistas de competição.

Ficha Técnica

■ Motor
2.4 litros

■ Potência
180 cavalos

■ O a 100 km/h
7 segundos

■ Máxima
215 km/h

■ Preço
R$ 150 mil (pagos em 10 parcelas iguais)


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