Teste: fomos a primeira revista a experimentar o novo Honda CR-V

A Honda sempre teve como atributo a qualidade. Com o novo CR-V, pretende despertar apelo emocional - e disputar mercado com as marcas premium alemãs.

Honda CR-V

 (Honda/Revista VIP)

O convite para a VIP foi inesperado: “Quer ser a primeira revista no Brasil a testar o novo CR-V?”.

A Honda estava oferecendo um test-drive com as primeiras três unidades da nova versão do SUV a desembarcar no Brasil, desta vez a um restrito grupo de veículos de lifestyle, e não às prestigiadas revistas especializadas, como é praxe (sorry, QUATRO RODAS). Por quê? É fácil entender.

A marca construiu sua reputação em torno de três pilares: qualidade, durabilidade e confiabilidade. De uns tempos para cá, no mundo, e mais recentemente no Brasil, a outrora sisuda montadora japonesa passou a tentar seduzir o consumidor pelas sensações, e não mais apenas por motivos racionais.

A mais recente versão desse SUV, que chega às concessionárias em abril, é um exemplo desse novo posicionamento.

Aproveitamos a primazia rara e logo aceitamos a generosa oferta.

Honda

 (Honda/Revista VIP)

O pequeno comboio saiu do Palácio Tangará, hotel de luxo na zona sul de São Paulo, em direção à Fazenda Capoava, pousada e restaurante em Itu, no interior.

O dia estava ensolarado, a estrada, vazia, e foi nessas condições plenas de atmosfera, pressão e alegria que aceleramos o motor 1.5 com quatro cilindros, o primeiro turbo usado no CR-V.

Sentir toda essa potência foi fácil. As ultrapassagens tinham a precisão de uma lâmina cortando um sushi. A transmissão é suave e a troca de marchas corre macia, mas com resposta imediata. A dirigibilidade, palavrão para definir basicamente estabilidade e confiança, é irretocável.

O trajeto total de 240 quilômetros, com um trecho de terra no meio e um belíssimo almoço no intervalo, foi curto no fim.

Toda essa mecânica era o que se esperava mesmo de um Honda, ainda mais num modelo top de linha.

A surpresa, pelo menos para o mercado brasileiro, foram os detalhes. A versão que vem ao Brasil é a touring, a mais completa e luxuosa da categoria, antes restrita ao mercado americano, onde o novo CR-V é fabricado.

O primeiro touring da Honda a chegar ao Brasil foi o Civic, em 2016 – por isso os carros dessa série mais sofisticada da Honda ainda são novidade por aqui.

Em que esse refinamento se traduz? No interior do carro, com espaço consideravelmente maior, em um acabamento interno de couro com costuras reforçadas e painel com acabamentos amadeirados.

Honda

 (Honda/Divulgação)

Tecnologias inéditas até então agora estão disponíveis.

A tela centralizada de interface TFT apresenta informações em cores; o head-up display aparece em um elegante visor transparente que se eleva na hora da partida e é facilmente ajustável à posição do banco (e não na projeção do para-brisas, como costuma acontecer);

O sistema Driver Attention Monitor alerta até se o motorista precisa parar e dar uma pausa, por meio de um ícone no painel – uma simbólica xícara de café. Na hora de abrir o porta-malas, não é preciso largar a bagagem. Basta passar o pé embaixo da traseira do carro para ativar um sensor.

O design do CR-V recebeu uma bela atenção.

O SUV médio ganhou um quê de esportivo, graças aos faróis mais salientes e agressivos e às saídas duplas de escapamento.

Honda

 (Honda/Divulgação)

Com tantos predicados e nessa faixa de preço, a Honda quer ampliar a atuação e disputar novos mercados, mais especificamente entre as marcas premium alemãs.

O novo CR-V vai brigar com o Tiguan da Volkswagen e o Chevrolet Equinox, evidentemente – e também com a BMW X1, o Audi Q3 e a Mercedes GLA. Um desafio próprio de um samurai.

 

CR-V Touring:

■ Motor: 1.5 litro turbo

■ Potência: 190 cavalos

■ Preço: A partir de R$ 179,9 mil

Newsletter Conteúdo exclusivo para você