Como escolher o vinho certo para seu churrasco

Cerveja é clássico. Mas, se você quer se destacar, substitua a gelada por um vinho. Aqui, as dicas para escolher o rótulo certo para cada corte de carne

(Shutterstock/Reprodução)

Caipirinha e cerveja bem gelada são soberanas no churrasco brasileiro. Mas as bebidas começam a perder espaço para as taças de vinho.

Apesar de parecer estranho no início, acredite: com o rótulo certo, você pode ganhar muito mais em sabor.

Para Lana Ruff, sommelière da Evino, o crescimento de pessoas que começaram a aderir o vinho no churrasco representa uma mudança gradual em nossa cultura. “Um palpite é o fato de que a bebida tem propriedades que ajudam a compensar as características extremas da carne”, diz.

Ela explica que sal e gordura são elementos amigos da harmonização e é por isso que as combinações queijo-vinho e carne-vinho são tão famosas.

Ambos os aspectos combinam com o elemento do amargor, que existe naturalmente nos taninos presentes em tintos. “Não à toa a Malbec, que é uma uva com bastante tanino, é o par tradicional de cortes suculentos e fibrosos, como bife ancho e contrafilé”.

Já a acidez ajuda a cortar as moléculas de gordura no palato, logo, alguns cortes mais gordurosos, como picanha e alcatra, vão precisar de uvas com mair teor de acidez, como Cabernet Sauvignon, para garantir equilíbrio.

“Quem quiser ousar pode investir sem dó em filé mignon com Chardonnay barricado. As transformações que o vinho branco sofre enquanto está em contato com a barrica dão a ele um aspecto mais pesado, carnudo e até aromas de manteiga”, pontua a especialista.

Esse tipo de característica faz com que o vinho tenha mais presença na boca, pareça mais encorpado e, portanto, páreo para encarar uma carne vermelha magra.

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Pratos como costela ao barbecue, onde o sabor forte do condimento predomina, vão bem com Syrah, pois é uma uva que rende vinhos encorpados com aromas de especiarias e que entram em harmonia com o molho.

Colocou carne branca na grelha? Então escolha um vinho branco. Ambos são leves e por isso não há risco de um se sobressair ao outro.

“Se o frango estiver temperado com ervas, vá de Sauvignon Blanc, uva com aromas tipicamente herbáceos ou Carménère, que também vai nessa direção. Essas dicas também valem para o pão de alho, que precisa de vinhos com sabores e aromas fortes”, Lana comenta.

As carnes de porco têm muito sal e gordura, mas sabores mais suaves. Assim, a harmonização não tem segredo, já que os elementos que se destacam são fáceis de combinar.

A linguiça é a escolha certa para dar aquela variada e investir em rosés ou espumantes, cuja acidez sempre alta promete cortar a gordura.

Chamou o amigo vegetariano? Bom, os vegetais podem ser um desafio já que unem consistências diferentes, ora crocantes, ora macias.

Mas, de acordo com a especialista, dá para agradar todo mundo. Tempere os legumes com o próprio vinho para uma explosão de sabores e texturas.

E vale lembrar: cogumelo e Pinot Noir, ou a uva piemontesa Nebbiolo, são pares clássicos.

 

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