Confira as novas tendências do café (e os benefícios à saúde)

Além dos benefícios ao organismo, o queridinho do dia a dia se lança à tendência das versões geladas, ótimas para dias quentes

Café

 (Pixabay/Reprodução)

Só aqui no Brasil são consumidas mais de 20 milhões de sacas de café todos os anos.

Se fizesse mal, era de esperar que cada pacote viesse acompanhado de um daqueles selos medonhos dos maços de cigarros.

Mas não é o caso.

De acordo com a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, o consumo diário de cerca de 400 gramas de cafeína, o equivalente a até cinco xícaras, não oferece riscos para a saúde.

Pelo contrário: a substância estimula a adrenalina, que impacta diretamente sua frequência cardíaca e tanto a performance muscular como a metabólica.

Quem já exagerou na dose sabe que os efeitos colaterais são palpitações, tremores, pressão sanguínea elevada, insônia e respiração agitada.

Em relação ao câncer, a agência internacional que estuda a doença concluiu que não há evidência de que o cafezinho seja um fator de risco.

No entanto, é quase um consenso que bebidas muito quentes podem ter ligação com câncer no esôfago.

Pronto, pode pedir mais um café sossegado – é só dar uma assopradinha quando chegar.

 

A bebida pelo mundo

cafe mundo

 (Wikipedia Commons/Reprodução)

A expert em cafés Paula Varejão acaba de estrear no canal Mais Globosat a segunda temporada do programa Tá na Hora do Café.

Nela, mostra tradições da bebida em mais de 20 cidades do Brasil e do mundo.

Filha de cafeeiro, a jornalista provou vários cafés especiais e inusitados, com maconha, com carvão e até o Kopi Luwak, com fezes animais.

Ela conta que estamos vivendo a “terceira onda do café” – a primeira foi após a Segunda Guerra, quando o consumo disparou mas não havia preocupação com sabor, e a segunda teve início com a Starbucks e “algo de gourmet”.

“Agora há um mergulho na qualidade do café”, diz.

“Os consumidores se preocupam com a rastreabilidade: de onde vem, quem plantou, quem é o dono da fazenda.”

 

Duas novidades expressas

Café

 (Reprodução/Fonte padrão)

Cápsulas geladas

A Nespresso lançou duas cápsulas, para serem feitas nas máquinas e misturadas com três pedras de gelo e 50 mililitros de água ou leite gelados.

A Leggero on Ice mescla grãos do Quênia e da Colômbia e remete a limão e frutas cítricas.

A Intenso on Ice, feita com cafés do Brasil e da Costa Rica, é mais potente e cremosa.

R$ 2,70 cada cápsula.

nespresso.com.br

 

Café para viagens

Para facilitar a vida de entusiastas no assunto, a marca Orfeu Café Especiais desenvolveu uma charmosa maleta de couro sintético.

Feita artesanalmente, tem alças e divisórias internas destacáveis e custa R$ 239.

Com o coador japonês Hario V60, indicado para quem prefere sabores mais suaves, um moedor, um pacote de grãos da Orfeu e duas xícaras, o preço sobe a R$ 559.

cafeorfeu.com.br

 

O sucesso dos orgânicos

Café orgânico

 (Pixabay/Reprodução)

Não há dados precisos que confirmem o aumento do consumo de cafés produzidos sem adubos químicos e defensivos agrícolas.

Mas a produção vem aumentando gradativamente.

Segundo a Associação de Cafés Orgânicos e Sustentáveis do Brasil, até 2013 eram de 70 a 80 mil sacas. Em 2017, a expectativa era de que alcançasse 90 mil.

O resultado é uma oferta cada vez maior dos grãos menos nocivos à saúde.

 

  • O café orgânico da Orfeu é feito com grãos que crescem em Botelhos, no Sul de Minas.

Tem notas de mel e caramelo e acidez média.

R$ 22,90.

cafeorfeu.com.br

 

  • O produto em cápsula da Native é frutado, com acidez leve e aromas que remetem a notas de baunilha.

É um blend do café orgânico expresso, com grãos da Bahia e de Minas.

R$ 18 (caixa com 10).

nativeorganicos.com.br

 

A onda do cold brew

Cold Brew

 (Pixabay/Reprodução)

O método de extração a frio, chamado cold brew, é o queridinho da vez de muito barista brasileiro.

É uma onda copiada, claro, dos Estados Unidos, onde o consumo de bebidas do tipo cresceu 11% em 2017 – de acordo com dados do Pinterest, aumenta 30% a cada ano o número de ideias salvas na rede social sobre o assunto.

A extração, que leva até 18 horas, garante um café mais leve e adocicado e menos ácido que o tradicional (para quem costuma sentir azia ao consumir a opção quente é um bálsamo).

→ A rede Santo Grão, que tem unidades em São Paulo e Curitiba, serve o seu cold brew em vidrinhos que parecem de remédio, a R$ 12 cada.

Está livre de gorduras, adoçantes e glúten.

santograo.com.br

 

→ A flagship da rede Suplicy Cafés, na Vila Olímpia, e a unidade do Farol Santander, em São Paulo, preparam um cold brew inusitado, a R$ 10.

Trata-se de uma receita que recebe uma injeção de nitrogênio.

O resultado é um café bem mais cremoso e rico em antioxidantes, grandes aliados no combate aos radicais livres, os culpados pelo envelhecimento celular.

suplicycafes.com.br

 

→ Felipe Zanutto, do Cantina, no Museu do Imigrante, em São Paulo, dá a receita de um cold brew.

Ingredientes: 1,1 litro de água, 100 g de café (moagem grossa, 100% arábica).

Para preparar: misture a água ao café e deixe em infusão por cerca de 12 horas na geladeira.

Após esse período, coe com coador de pano e sirva.

cantinasp.com.br

 

As cafeterias mais disputadas

Cafeteria

 (Pixabay/Reprodução)

Três lugares no país para você provar grãos diferentes:

 

  • Coffee Lab, São Paulo: a cafeteria da barista Isabela Raposeiras, aberta há nove anos, na Vila Madalena, segue imbatível.

Os cafés servidos por garçons que entendem do assunto são trazidos de produtores como o Sítio Mazzocco e o Sítio Rancho Dantas, ambos no Espírito Santo.

coffeelab.com.br

 

  • Mocca Coffee and Meals, Belo Horizonte: dentro de um prédio comercial, tem arquitetura no estilo industrial e decoração vintage.

Aposta em grãos mineiros festejados, como os das marcas Mito e Cambraia.

facebook.com/moccacoffeebrasil

 

  • Bastarda, Rio de Janeiro: divide espaço com uma pequena butique de acessórios de ciclismo no Jardim Botânico e adota seis métodos para coar os grãos, como aeropress, chemex e french press.

Em dias quentes, faz sucesso a pedida que leva expresso, água tônica e gelo.

bastarda.com.br

 

Mão na massa: Três máquinas para você ter em casa

Café

 (Reprodução/Fonte padrão)

1. Express Pro Tramontina by Breville

De aço inox, tem funil de 250 g para os grãos serem moídos e manômetro de pressão do expresso.

R$ 3 600.

tramontina.com.br

 

2. Nescafé DolceGusto Lumio

Minimalista e com design elegante, ela permite a produção de mais de 20 bebidas quentes e frias.

R$ 629,90.

nescafe-dolcegusto.com.br

 

3. Nespresso Lattissima One

Com design moderno, o modelo mais compacto da linha também possibilita tirar bebidas com leite, como cappuccino.

R$ 949

nespresso.com.br

 

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