Conheça os bares que estão dando vida a velhos casarões no Rio

Fora do eixo Ipanema–Leblon, três projetos estão instalados em empreendimentos tombados como patrimônio histórico no centro do Rio de Janeiro

(Marré de Si/Divulgação)

Pode ser a crise, as altas de preços na cidade ou apenas tendência (passageira ou não), mas a verdade é que a zona central do Rio de Janeiro é onde as coisas andam acontecendo.

Após as reformas para a Olímpiada de 2016, a região voltou a fazer parte do calendário cultural da capital fluminense, com maior infraestrutura de transporte público e movimentação de pessoas.

Junte isso a uma grande oferta de amplos imóveis a preços módicos: um terreno fértil para o surgimento de casas que apostam em conceitos inovadores.


Pow Boteco Espumante

(Pow Boteco Espumante/Divulgação)

O bairro dos arcos tem uma vida noturna estabelecida. Para se destacar, o bar se especializou em bebidas nacionais. Na carta, são 65 rótulos borbulhantes, uma cerveja e três vinhos (tintos e brancos).

“Hoje, nossos espumantes são tão bons quanto os produtos de países com tradição no assunto, como Espanha e Itália”, explica André Bocater, sócio da casa, que tem garrafas da Serra Gaúcha, São Paulo, Santa Catarina e Vale do São Francisco. O cardápio foi todo pensado para harmonizações com o espumante.

O casarão

(Pow Boteco Espumante/Divulgação)

Antiga sede de uma gráfica, é de 1883 e fica entre os corredores culturais da Praça da Cruz Vermelha e Lavradio. A reforma recebeu incentivo do Institudo do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) – a planta original da casa foi encontrada no Arquivo Nacional.


Brauhaus Social Wieninger

(Brauhaus Social Wieninger//Conheça os bares que estão dando vida a velhos casarões no Rio/Divulgação)

O bar remete aos primeiros cervejeiros, que criavam restaurantes de comida simples para venderem suas bebidas. A diferença é que o cardápio daqui, de simples, nem a azeitona.

A cervejaria foi fundada em 1666, na Baviera (Alemanha). Logo, seria inevitável que o menu não fugisse dos clássicos da região: goulash, schnitzel, currywurst e as tradicionais salsichas alemãs – garçons e funcionários estão sempre dispostos a explicar como harmonizar e degustá-los.

Quem reforça o coro é o sócio da casa, Claudio Sá Rego, que dá a letra: “Quando o cliente entra aqui, não precisa comer muito, mas o suficiente para sempre beber mais cerveja”.

O casarão

Localizada em um monumento de dois andares tombado no centro do Rio, a Wieninger fugiu da agitação da Lapa e se estabeleceu em uma área que foi abrigo de imigrantes no início do século 20.


Marré de Si

(Marré de Si/Divulgação)

Pai e filho, Carlos (ex-presidente do BNDES) e Pedro Lessa resolveram unir suas paixões: a cidade do Rio de Janeiro, gastronomia e cultura. O resultado foi a criação de um espaço integrado, que tem o objetivo de ser um chamariz para a revitalização do Catete.

O local de tudo um pouco: além do bar e restaurante, tem uma fábrica de massas e pães, sanduicheria, rotisserie, galeria de arte e área para exposições.

O casarão

É junção de dois imóveis do século 19 que, antes dos Lessa, se encontravam caindo aos pedaços e ocupados de maneira irregular. A reforma restaurou a fachada original e o jardim de 830 m², que homenageia o paisagista Roberto Burle Marx.