Conheça os três chefs que estão renovando a cena gastronômica do Rio

Uma nova e excepcional safra de restaurantes cariocas leva a crer que a cidade hasteou de vez a bandeira da "boa comida"

Pedro Siqueira Pedro Siqueira trabalhando no Puro Restaurante

Pedro Siqueira trabalhando no Puro Restaurante (Instagram/Reprodução)

O Rio de janeiro voltou a ser uma rota para quem gosta de comer bem e os responsáveis por essa remontada são chefs com estilos versáteis.

 

Pedro Siqueira

Pedro Siqueira

 (Tomás Rangel/Revista VIP)

Com formação baseada na culinária francesa, o chef paulista já passou por restaurantes como D.O.M., de Alex Atala, e Taillevent, um três estrelas Michelin, em Paris.

Foi Erick Jacquin quem o apresentou ao Rio de Janeiro, de onde nunca mais foi embora.

Puro é o primeiro restaurante de Siqueira, localizado no Jardim Botânico, com pegada brasileira contemporânea e receitas que resgatam a memória afetiva do chef.

Ali, prove o arroz de cordeiro assado com folha de mostarda, ovo de gema mole e pó de especiarias (R$ 65).

É do chef também os restaurantes Ella, de pizzas ao estilo napolitano feitas com maestria, e Massa, com fabricação própria de pastas, pães, molhos e recheios.

 

Esteban Mateu

Esteban Mateu

 (Tomás Rangel/Revista VIP)

O uruguaio de 40 anos cresceu na fazenda dos avós, onde se colhiam e abatiam os alimentos da família.

Decidiu pela carreira de chef aos 22 anos – até então, trabalhava como carpinteiro – e foi estudar gastronomia na capital do país.

Completou sua formação na Escuela de Hostelería y Turismo de Valência, na Espanha.

Antes de vir ao Brasil, passou pelo Chile e México.

Neste último, trabalhou com Enrique Olvera, do Pujol, eleito o 20º melhor restaurante do mundo segundo a The World’s 50 Best Restaurants, e descobriu a alta gastronomia de vanguarda, fresca e local.

Hoje está à frente da cozinha do Hotel Santa Teresa Rio MGallery by Sofitel, onde é o chef executivo do restaurante Térèze e do Bar dos Descasados.

Ali, mantém suas origens rurais, trabalhando lado a lado com produtores locais.

Destaque para a pamonha crocante com raízes, creme de azedinha e alho assado (R$ 36) e o leitão com purê de castanhas e couve refogada (R$ 98).

 

Alberto Landgraf

Alberto Landgraf

 (João Schubert/Revista VIP)

O paranaense, neto de japoneses e alemães, passou cinco anos na Europa antes de fazer carreira como chef de cozinha em São Paulo.

Estudou culinária no Westminster Kingsway College, em Londres, e trabalhou com grandes nomes como Gordon Ramsay.

À frente do restaurante Epice, na capital paulista, ganhou prêmios como chef revelação pela VEJA COMER & BEBER e a 26ª posição na lista dos 50 melhores da América Latina.

Mudou-se para o Rio em 2016 e, num hiato de dois anos, inaugurou o restaurante Oteque, em Botafogo, reduto de chefs como Rafael Costa e Silva (Lasai) e Pedro de Artagão (Grupo Irajá).

A casa tem só seis mesas e cozinha aberta para o salão.

No aquário com vista para o público, uma variedade de frutos do mar, como vieiras, camarões, mexilhões e ostras – o chef prioriza esses ingredientes e outros pescados no menu degustação, que é renovado a cada 15 dias.

Alguns clássicos do Epice estão de volta, como a cebola assada com ouriço e o creme de mexilhões.

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