Fuja dos principais causadores da temida RESSACA

Você bebe o mesmo de sempre, mas fica embriagado mais rápido? Seus problemas acabam aqui

Por Gabi Comis

Quando o assunto é diversão seus planos (quase) sempre incluem uma birita na mão. O problema é que as doses que o deixam mais desinibido na balada podem ter um efeito catastrófico, que começa com uma ligação para quem não deveria e termina com um “não lembro”. E tem mais: você já sacou que, em muitas vezes, o problema não é nem a quantidade de bebida ingerida. Afinal, é normal entornar aquele tanto de manguaça. A notícia: alguns fatores podem diminuir sua tolerância ao álcool – o que aumenta sua vontade considerável de escorregar no tomate. Aqui, seis causadores de ressacas homéricas.

1. Jejum

Saco vazio não para em pé. “O alimento funciona como uma barreira que dificulta a absorção do álcool pelo estômago”, explica Paula Vasconcelos, nutróloga do Espaço Volpi, em São Paulo. Caso não consiga comer, coloque mais gelo nos destilados e intercale com goles de um suco de frutas natural.

2. Férias vencidas

Quando exausto, os processos mentais desaceleram. Beber nesse estado faz você se sentir mais bêbado do que realmente está. Isso porque o álcool aumenta os efeitos da exaustão, o que o deixa menos alerta e mais sedado. O maior erro é ingerir café ou energéticos. “Eles são diuréticos. Logo você estará desidratado, o que aumenta as chances de passar mal”, diz Paula.

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3. Remédios

Anti-histamínicos ou remédios para náusea deixam você mais lesado, já que a bebida também é um sedativo. Assim como ansiolíticos, antidepressivos e aspirinas. Anti-inflamatórios aumentam o risco de úlcera e sangramentos. Antibióticos podem ter a eficácia diminuída. “Alguns medicamentos podem causar antabuse, uma alteração na metabolização do álcool, provocando vômitos, sudorese, palpitação, dor de cabeça, hipotensão, dificuldade respiratória, além do risco de morte.”

4. Jet Lag

A fadiga de uma longa viagem e um novo fuso horário podem detonar o ritmo natural do corpo. Mais: a desidratação causada pela pressurização e o ar seco do avião deixam você ainda mais vulnerável. “O organismo precisa de água para metabolizar o álcool. Se você está desidratado não consegue fazê-lo de modo eficiente”, afirma Paula. Uma boa noite de sono irá ajudar, assim como encher o tanque de água e evitar bebidas com cafeína.

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5. Baixa imunidade

Com o organismo debilitado, a hidratação diminui e faz com que a concentração de álcool no sangue suba mais rápido. De acordo com Paula Vasconcelos, além de água é preciso investir em micronutrientes essenciais para fortalecer a imunidade, como as vitaminas A, B6, B12, C, D, E, além dos minerais zinco, ferro, selênio e cobre.

6. Intolerância ao álcool

De acordo com a nutróloga, assim como as mulheres, alguns orientais podem ter no organismo menos enzimas que degradam o álcool, como a álcool desidrogenase (ADH) e a aldeído desidrogenase (ALDH). Isso faz com que eles tenham mais sensibilidade à substância. Cerca de 50% dos japoneses e chineses, assim como os ascendentes, apresentam deficiência da ALDH e, por isso, apresentam respostas diferentes à birita, tais como vermelhidão facial, dor de cabeça, palpitação, tontura e náusea.