Kir, o casamento perfeito entre vinho e licor

Coquetel surgiu há mais de cem anos na França e conquistou o mundo com o passar do tempo

Kir-Royal

Era o ano de 1904 quando um feliz garçom francês teve a brilhante ideia de misturar uma pequena quantidade de licor de cassis em uma taça de vinho branco. Ali nascia uma das famílias de drinques mais conhecidas do mundo, a Kir. Originalmente, o vinho utilizado vinha da uva Aligoté, mas com o tempo foi substuído por rótulos Chardonnay e Chablis.

Já o nome dos coquetéis apareceu muitos anos depois, em homenagem a Félix Kir, um herói da resistência francesa durante a guerra. Prefeito da cidade de Dijon, ele estava preocupado com a tristeza da população com a má qualidade da safra de vinhos e deu a ideia de misturar tudo com licores. Ele também exigiu que o licor usado para fazer sua bebida fosse o famoso Lejay Lagoute, o que conquistou o paladar da sociedade na época. Criou-se assim um dos melhores acompanhamentos para aperitivos de todos os tempos.

Com o passar dos anos, a popularização do Kir foi determinante para surgirem variações. Hoje se conhece o Kir Pêche, feito com licor de pêssego, e o Kir Imperial, com champanhe e licor de framboesa ou amora. Mas o mais conhecido de todos, com certeza, é o Kir Royal. Servido no mundo inteiro, o drinque leva 90 ml de champanhe original com 10 ml de cassis, além de uma cereja ou uma amora para complementar o sabor.

O Kir Royal se tornou mais do que uma referência em drinques. Virou uma bebida tão famosa quanto o mojito mexicano, a marguerita ou mesmo a caipirinha brasileira. Seu sabor adocicado e levemente ácido faz sucesso nos bares por todos os cantos do planeta. Outro fator determinante para o sucesso é a facilidade do preparo. O único cuidado necessário é não exagerar na dose do licor, evitando um gosto muito doce.