10 perguntas para Kevin Durant, medalha de ouro com a seleção norte-americana de basquete

Nem só de esporte vive o atleta. Ele falou com EXCLUSIVIDADE à VIP sobre estilo e a paixão pela fotografia

Versatilidade. Se existe uma palavra que pode definir o jogador de basquete Kevin Durant é está. Com 2,06 metros de altura, ele é capaz de arremessar, passar, driblar, pegar rebotes, defender e tudo com um bom índice de aproveitamento. Dinâmico, ele foi responsável pela decisão mais esperada do mercado de transferências da NBA, a liga americana de basquete: Durant, de 27 anos, anunciou sua ida para o Golden State Warriors depois de oito temporadas defendendo o Oklahoma City Thunder, onde se tornou sinônimo de basquete após a equipe sair de Seattle e deixar o nome SuperSonics para trás.

Antes de ir para o time da Califórnia, o ala fez parte do elenco da seleção dos E.U.A. de basquete nas Olimpíadas do Rio e, veja você, foi ouro — sem sufoco. E em terras tupiniquins foi fácil também notar o lado mais vaidoso do atleta. Garoto propaganda da Nike, Durant adota ultimamente a coleção Tech Pack (disponível a partir de 01 de setembro no site da marca) como um dos seus visuais favoritos. “Vou a jogos, a restaurantes, saio na rua com ele. É super confortável, e ao mesmo tempo tem muito estilo”, disse. 

Foto: Divulgação

Veja nosso papo com o craque das quadras!

Na próxima temporada você vai comemorar dez anos de NBA. Dá pra acreditar que já se passou uma década?

Não, não dá. Nem acredito quando penso que já estou na NBA há dez anos. Parece que aquela peneira de 2007 foi ontem. Eu me diverti muito, e quero mais. Aprendi tanta coisa, e estou ansioso para viver novas experiências.

Qual foi seu maior crescimento desde a primeira temporada em Seattle?

Acho que meus maiores aprendizados foram os erros que cometi. Enfrentei grandes adversidades, mas consegui me recuperar e usar essas experiências para melhorar. Na verdade, acho que é por isso que ainda estou aqui, jogando. Continuo ficando melhor, mais forte.

Se você pudesse voltar no tempo e dar um conselho para si mesmo quando ainda era novato, o que diria?

Eu diria o seguinte: “aproveite todos os momentos. Não fique se cobrando muito, divirta-se. É só uma partida de basquete”. Eu repetiria isso para mim mesmo todos os dias. Tenho certeza de que teria me ajudado. Comecei a jogar basquete simplesmente porque eu queria me divertir. Quando entrei para a NBA, passei a me cobrar muito. Achei que estava num patamar diferente, que o jogo tinha mudado. Mas no final das contas o que importa mesmo é se divertir e jogar basquete. Só isso.

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Você já teve tantas conquistas: MVP [Most Valuable Player, reconhecimento dado pela NBA ao jogador com melhor desempenho durante uma temporada], títulos de cestinha. Essa busca pelo título do campeonato te estimula?

Essa busca é tudo para um jogador. É maravilhoso ser reconhecido individualmente, mas o basquete é um esporte coletivo. Nosso objetivo final é vencer o campeonato – não apenas por nós mesmos, mas pela cidade, pela equipe, por nossas famílias. Estou animado para sentir isso de novo com meu time, e vou continuar batalhando por títulos.

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Você mostrou ser um ótimo líder, dentro e fora das quadras. O que é preciso para ser um bom líder?

Um bom líder é alguém que, no passado, seguia outra pessoa, admirava alguém e soube aprender com isso. É assim que a gente aprende as qualidades necessárias para comandar. Um bom líder mantém o grupo unido, forte, está sempre incentivando e apoiando o time. A melhor coisa que um líder pode fazer é incentivar os outros. Isso tem um impacto muito positivo no meu time. Faz com que todos nós busquemos dar o melhor, diariamente.

Foto: Divulgação

Você conquistou a medalha de ouro no Rio. O que a Olimpíada representa para você? Você se orgulha de representar seu país?

A Olimpíada é tudo para mim. É uma oportunidade maravilhosa de usar meu talento esportivo para representar meu país e competir com outros atletas espetaculares de todo o mundo. É muito legal disputar uma Olimpíada com diferentes países, com gente de diferentes crenças, etnias, culturas. Isso faz a gente dar valor ao esporte de todo o planeta.

Você tem uma grande paixão pela fotografia. Pode falar um pouco sobre isso?

A fotografia me ajuda a estar concentrado naquele momento. É uma chance de registrar uma coisa que está acontecendo agora, antes que ela desapareça. A gente tem tantas lembranças boas quando olha pra uma foto. O registro daquele momento permite voltar no tempo, viver de novo e relembrar aquilo com clareza.

Se você pudesse fotografar uma coisa – seja uma pessoa, um acontecimento, um lugar –, o que seria?

Eu adoraria ser uma mosquinha pousada na parede do Oval Office [escritório do presidente dos Estados Unidos] e ver o presidente Obama em ação, trabalhando. Ele tem o emprego mais importante do mundo. Seria maravilhoso registrar as expressões no rosto dele, observar como ele lida com a pressão do dia a dia e fotografar isso com uma câmera.

Os jogadores da NBA são notórios por criar tendências. Na sua opinião, qual a próxima grande tendência?

É difícil dizer. Tem tantos estilos rolando ao mesmo tempo. Mas vejo que o vintage está voltando com tudo. Acho que todo mundo está buscando um visual mais antigo, dos anos 80 e 90.

Qual a sua tendência preferida no momento?

Gosto muito de roupas de inspiração vintage, com aquele jeito meio surrado, como se fossem peças antigas de exército ou de guerra. Gosto de casacos impermeáveis, camisetas desfiadas e jeans rasgados.