As 7 dicas poderosas de como adiar seu casamento

LEIA AGORA OU CALE-SE PARA SEMPRE: Grana. Sexo. Família... Enfim, está tudo em paz entre vocês! Pois é, e agora, justo quando você está pronto pra curtir a melhor parte do namoro, ela inventa de querer casar. Saiba como encarar essa que, para muitos especialistas e desocupados de plantão, é a última fronteira entre homens e mulheres e, de quebra, conheça...

1- INVERTA OS PAPÉIS
Ela sente que sente tudo!

O CASO: “Homens e mulheres reagem diferente em cada etapa do relacionamento”, diz o psicólogo Ailton Amélio da Silva, da USP. “Assim, é natural que, quando o namoro atinge uma certa estabilidade, as mulheres pensem: ‘É hora de casar’. E os homens concluam: ‘Tá tudo tão bom, pra que mudar?’ Mas, por que é assim? “Está relacionado àquilo que a formalização do relacionamento representa para cada um”, diz o psiquiatra Flávio Gikovate. “Se para elas casar é uma conquista no desenvolvimento pessoal, para nós a sensação é de rendição, de abandono.”

A DICA: tá certo que na hora de seguir os rituais tradicionais, homens e mulheres assumem (e esperam que o outro assuma) seus papéis costumeiros, muitos dos quais já superados no dia-a-dia. Agora, como usar isso a seu favor? A “estratégia do contrapé” – que, grosso modo, pode ser descrita como ir sistematicamente agindo de forma inversamente proporcional ao que ela espera de você diante de cada detalhe relacionado ao casamento – é simples e pode ser entendida com apenas um exemplo. Ela chega: “Vamos encomendar os convites?” Êba! Você não só diz que adoraria ir e que vai desmarcar todos os seus compromissos, como ainda pergunta se ela pode esperar a semana que vem, para dar tempo de seus primos de Araraquara chegarem para ir junto. Um sonho antigo, sabe? Ela vai entender.

2 – TESTE O CONHECIMENTO
Ela pensa que pensa em tudo!

O CASO: os especialistas dizem que a decisão pelo casamento deve ser tomada depois de muita conversa e convivência, quando as individualidades estiverem reveladas e compartilhadas no dia-a-dia. E quando estiverem, ainda, garantidas por um compromisso conjunto com um futuro. Bonito, né? Agora, nosso desafio será resumir esse blablablá em algo que possa ajudar você a adiar seu enforca… Quer dizer, seu casamento.

A DICA: a mulher sabe bem a decisão que está prestes a tomar. Ela sonha com isso antes de você aparecer na vida dela e já imaginou cada detalhe sobre isso. Para enrolar as convicções da coitada, só há uma opção: o “teorema único do diversionismo sistêmico”. É assim: diga que pesquisou na internet, ou melhor, que leu numa revista um questionário que vocês devem fazer juntos e que o resultado mede a felicidade que vão ter para o resto da vida. Duvido que ela resista. Veja algumas questões:

1. Casar no civil é:
a) Obrigatório depois dos 18 anos
b) Obrigatório depois das 18 horas
c) Optativo para os padres

2. Separar amor do casamento:

a) É obrigatório para os padres
b) Na sociedade civil que se chama casamento
só deveria ser constituído na forma de uma parceria estável
c) É um assunto que continua existindo. A dúvida é se isso deve ou não se transformar numa sociedade civil que se chama casamento

Entre as 148 questões que você vai submeter a ela nos próximos minutos, estão: 45 – Sobre o casamento, quais as três coisas mais importantes, segundo sua mãe? 109 – Por que os homens começam a roncar depois que casam?

Pesquisas mostram (e as revistas que você não leu comprovam) que, na média, uma mulher de bom senso desiste na oitava pergunta. A sua não vai esquecer o casamento, mas vai lhe deixar mais algum tempo solteiro. E feliz!

3 – FILOSOFIA
Ela pensa que conhece o amor!

O CASO: quantas vezes ela diz que você não entende os sentimentos dela. Hã? Quantas? Então…

A DICA: a imaginação poética formulou, pela primeira vez, um dos enigmas que têm fascinado o Ocidente e sido o tema de nossos poemas, romances, comédias e tragédias: o amor é uma estranha combinação de fatalidade e liberdade. Pelo poder de um filtro ou de outra mágica qualquer que paralisa nossa vontade ou a muda, podemos nos apaixonar por um ser indigno e até perverso, como uma e outra vez diz Catulo.

Assim, o problema da existência do mal, e de sua terrível atração, aparece também no amor, por mais escandaloso que isso possa parecer a Platão e a seus discípulos. Se o amor como fatalidade nos põe diante do mistério do mal e do sofrimento – por que amamos a perdição –, o amor como liberdade nos depara com outro mistério não menos terrível: a mutação do sujeito em objeto e a deste em sujeito. De novo: no amor procuramos não tanto o conhecimento, como queria Platão, mas o reconhecimento – ao escolher o objeto de nosso amor, queremos que ele também
nos escolha. A dialética da escolha erótica faz do objeto um sujeito, e o inverso. O amor propõe-se o impossível, mas esse é a condição do amor: fazer do você um ela. E do ela um você. Entendeu? Pois é, nem ela. Então bota dois aninhos de ciências sociais na mocinha e não se fala mais nisso!

4- PONTOS FRACOS
Ela é boa demais pra mim!

O CASO: “Casar significa filhos, família, estabilidade, e os homens costumam resistir a essas idéias por mais tempo”, diz Alexandre Baz, psicólogo especializado em relacionamentos. “Vemos o casamento como um compromisso que aumenta não só nossas responsabilidades emocionais, mas também as financeiras”, diz. A possibilidade da vida de casado revela alguns de nossos medos mais secretos. Por isso, sentimo-nos mais seguros sozinhos.

A DICA: claro que não estamos sugerindo que você se autoflagele diante da mulher da sua vida: ah, eu sou um bosta, ah, eu sou um durango, eu não presto, eu isso, eu aquilo. Não é por aí. Se você guarda um rato morto debaixo da pia da cozinha, não precisa contar pra ela. Aliás, não conte nem pra gente. Foi um prazer e até a próxima encarnação. Mas lembrar sua gata daqueles pequenos defeitos que nós temos, das discretas máculas até que ajeitadinhas que cuidadosamente você viu nascer, cultivou e, por isso mesmo, não tá a fim de abandonar de uma hora para outra, pode ser um jeito para fazê-la sair do seu pé e pegar mais leve. Olhe aí a lista dos defeitos que pode ajudá-la a te olhar com outros olhos:

– Não goste de criança. Não maltrate, não xingue, não fale mal. Só não ligue e, por favor, não imite aquela voz abobada. Jamais pare diante de um carrinho de bebê no shopping. E odeie os desenhos da Pixar!

– Não entenda por que ela gostou de Closet (afinal, A Supremacia Bourne é muito melhor). Na lista de seus filmes odiáveis inclua ainda aquele Não Sei que Lá de Amélie Poulain e A Pequena Bobagem de Miss Sunshine.

– Ponha “relacionamento aberto” no seu perfil do Orkut. Sempre que ela e as amigas falarem da novela, espere a deixa, faça um silêncio cênico e diga: “Eu não assisto TV”. Mas tem que ser assim, com ar de superioridade.

– Complete as frases dela. Comece com as últimas sílabas, depois tente palavras inteiras e, quando se sentir seguro, passe para as sentenças mais complexas. Com alguma prática, você conseguirá contar uma história completinha como se fosse ela em dois meses. E muito antes disso ela já vai estar te odiando.

– Não jogue meias fora. Nunca. Furadas, sem para em elástico, sem espaço na gaveta, o importante é têlas aos montes.

– Deixe sites pornô entre seus favoritos.

– Casualmente comente: “Nossa, esse sapato que a Sandrinha me deu ainda me cabe!” Note-se: Sandrinha é sua ex. Note-se 2: vocês terminaram há seis anos. Ganho dobrado: você causa ciúme e usa sapatos velhíssimos. Decore – e cante sempre que ela estiver por perto – todas as músicas de Hermes e Renato. “Desde os tempos mais primórdios…”

– Ao encontrar velhos amigos da faculdade, ex-colegas de trabalho, a galera antiga da praia, apresente para ela como (anota aí pra repetir direitinho)“aqueles que compartilharam com lembranças indeléveis de uma época tão marcante da sua vida”. Mas tem que fazer isso umas 15 vezes com turmas diferentes. Ela vai amar.

5- VOLTA AO MUNDO
Em 80 desculpas

O CASO: não tem o menor cabimento esse casamento acontecer antes de vocês dois realizarem a grande e inesquecível viagem que sempre sonharam. E tem que ser agora, né, coração? Depois vêm os filhos, as responsabilidades, os custos aumentam. E há toda uma simbologia em fazer essa última trip ainda como namorados, como duas almas livres, guiadas em nome do amor. Aliás, em vez de uma viagem careta, que tal uma peregrinação para o Tibete? Ou um período de meditação aos pés do Himalaia. Está na moda! E o melhor, só fica disponível uma vez por ano. Ela não é do tipo peregrinação? Tudo bem. Mas escolha outro roteiro relativamente caro e pouco acessível. Não vá falar de Guarujá ou Cabo Frio, senão ela resolve a parada no próximo final de semana ou aluga uma casa em Paquetá.

A DICA: algumas alternativas: pesca de caranguejos reais no Alasca, aventura radical, de curta duração – de quatro a 12 dias no ano. Outra: ver ao vivo a Aurora Boreal no Canadá, ela dura seis meses, mas os dias garantidos para conferi-la são só uns quatro e, às vezes, nem rola. Ou então um lance mais espiritual, tipo o festival do Tsechu Paro, em março, no Butão (é um país na Ásia, ô, engraçadinho), no qual em cinco dias de dança as pessoas apagam seus pecados. Tem a Tomatina, uma insana guerra de tomates nas ruas de Buñol, Espanha, que dura só um dia, em agosto. Românticos cabeça podem curtir o festival de cinema de Veneza: somente dez dias em agosto e setembro. Que tal? Amore, macche bella nossa última viagem pra Itália, pio buonno, anh? Pega bem ou não? Já ganhou até setembro de 2009!

6 – FIQUE NOIVO
Uma idéia brilhante

O CASO: não colou, né? Bom, pelo menos você tentou. Aliás, se você já tentou de tudo, chegou a hora. Não, não de casar, Mané. Não se entregue ainda, mas prepare-se para a penúltima cartada: o noivado. Isso mesmo! Anelzinho no dedo e tudo. Bom, na verdade, se você entrar com esse espírito de “anelzinho”, dança. Se aparecer na frente dela com qualquer badulaque em seis prestações, vai estar enjaulado antes da terceira parcela. O que ela quer é o rapapé. Não tem bufê? Faz churrascão. Então, vê aí o que você vai precisar para o troço funcionar: tem que ter apresentação das famílias. Tem que ter os padrinhos e os brindes. Se você arrumar um padre para benzer as alianças, ganha seis meses, mas, se achar o tal que batizou sua gata quando era menina, parabéns, você merece: um ano de sossego. Agora, pintou dúvida na hora de comprar as alianças, pega a Bic.

A DICA: Tiffany – peças metidonas para garotas clássicas, peruas e românticas de carteirinha, para homens com carteirona. Ganha de cinco a sete meses. Antonio Bernardo – peças simples com bastante design. Quer dizer, se você tem uma garota descolada, consegue adiar o casório de seis a oito meses. H.Stern, Natan e Dryzun – fazem parte das joalherias que agradam às noivas de classe média alta. Prepare o cartão de crédito e consiga no mínimo oito meses. Casa das Alianças – das duas uma, ou só leva a dois meses de adiamento (ela percebe que você tá enrolando mesmo), ou adia para sempre (ela saca que você é um tremendo sem noção e começa a repensar se vale a pena passar o resto da vida ao seu lado).

7 – CONTE COM A GENTE
Renove a assinatura da VIP

O CASO: chega assim pra ela e diz: “Olha, meu amor, você vai continuar solteira, mas vai continuar com o cara mais bem informado do pedaço, que sabe como se vestir e como se cuidar, que conhece as melhores dicas de bares e restaurantes e aproveita, como ninguém, o melhor que a vida tem a oferecer”. E, de quebra – mas essa parte você não conta pra ela –, daqui a dois anos, quando sua assinatura estiver quase acabando, a gente faz outra matéria:

DICAS PRA
ADIAR SEU CASAMENTO 2.

O mão-fechada

Morrer com uma grana sempre foi uma das preocupações do assessor jurídico Herthon Dias, hoje com 30 anos, desde que começou a namorar Karine Lozich, também advogada, quando ambos tinham 18. Por isso, logo de cara, quando perguntavam sobre o casório, dizia: “Vou casar este ano e vocês pagam as contas, falou?” Karine tentava se justificar e Herthon ia renovando as desculpas: “O casamento? Ficou pra agosto. Pra gosto de Deus”. Foram dez anos, dez meses e 19 dias entre o primeiro beijo e o casamento, em 2006. Mas quem estava contando?

O estudioso

Paulo Queiroz, advogado de 35 anos, foi longe. Ele namora a dentista Tamara Mendes Rocha há 18 anos, num romance que começou na escola, resistiu à faculdade e, há quatro anos, virou caso sem volta. “Eu tinha acabado de me formar, queria prestar concurso público para arrumar alguma coisa legal e, enquanto não pintava nada definitivo, sugeri morarmos juntos. Ela ficou uma fera, queria casar”, conta Paulo. Em 2006, passou a prestar um concurso atrás do outro: Polícia Rodoviária, Civil, OAB, escriturário e nada. “Eu ficava até feliz, pois ia adiando um pouco mais a data fatídica.” No início deste ano, ainda sem ser aprovado em nada, ele pensou em iniciar um curso de doutorado. Mas daí foi demais. Não colou e, dessa vez, a cerimônia foi marcada. “Casamos no próximo dia 18, antes que eu leve um pé na bunda”, diz ele.

Eu não presto

Marcelo Wong, engenheiro de 28 anos, de Campinas, usou a tática do “não sou tão bom assim”, quando, depois de sete anos de namoro, Marina começou a falar em casamento. “Dei um jeito de ela saber coisas pouco abonadoras sobre mim, tipo que eu estava mais longe de virar sócio do que ela pensava”, diz Marcelo, que, no auge do desespero, chegou a desistir de trocar de carro para não dar bandeira de que tinha tanta grana assim.

DATA MARCADA POR GILMAR RODRIGUES

Chegou a hora. Você não resistiu e ela marcou a cerimônia. Aí vai uma lista de desculpas – esfarrapadas, é verdade –, mas, cara, não reclame, o desesperado aqui é você.

ADIAR UMA SEMANA Diga que você terá que repetir o curso de noivos porque levou bomba, errou todas as questões sobre fidelidade. “Ninguém é reprovado nesse curso!”. Aí você sacode a cabeça, faz tsc, tsc e diz: “Pra você ver como eu sou ignorante em termos de casamento”.

15 DIAS Com ar inconsolável, dê a notícia: tem que desmarcar a cerimônia e arranjar outra igreja, com esse padre aí, não dá. “Mas você o conhece desde criancinha.” Pois é. E biblicamente.

1 MÊS Você precisa se desfazer de suas coleções. “Não é tempo demais pra isso?” Pô, é uma vida que ficou pra trás! Tenho que distribuir minha coleção de gibis, meus times de botão e álbuns de figurinha de seis Copas do Mundo. Se não fizer direitinho, vou levar tudo para a nossa casa. Por mais pressa que tenha, nenhuma mulher sobreviverá à imagem de um monte de caixa de sapato com gibi velho.

2 MESES Proponha mudar o destino da lua-de-mel. Assim, surgirão complicações de reservas, vistos e planejamento de viagem que lhe renderão mais alguns dias de liberdade. “Mas nós já compramos passagem pra Grécia!” Não se abale. Minha mãe sonha nos ver viajando pelo Caribe. “Sua mãe?” Sim, os pais sonham ver os filhos casados. Só que mamãe é muito detalhista e continuou o sonho até a lua-de-mel.

6 MESES Casar vai atrapalhar os seus estudos. “Que estudos se você tem até MBA?” A escolinha do Detran. Se já tiver carteira de motorista, ultrapasse seguidos sinais vermelhos e perca a habilitação.

ADIAR 1 ANO Na lista de convidados não pode faltar o tio Torquato, seu tio mais querido. E agora ele está fazendo o Caminho de Santiago. “Peraí, o Caminho de Santiago leva no máximo três meses.” Mas é o Caminho de Santiago do Chile. Tio Torquato está pagando promessa por uma vitória do time dele. Titio é Colo-Colo doente. Olha a foto do figura atravessando os Andes de joelhos e carregando um lhama nos ombros.

2 ANOS E MEIO Você tem que concluir um tratamento de dois anos pra curar o ronco. “Não me importo com o seu ronco.” Mas ele é muito alto. Cochilei durante um show do Motörhead e o meu ronco interrompeu a apresentação. Veja bem: pra dormir num show do Motörhead tem que ser surdo. “E os outros seis meses?” Pois é: tratamento pra curar a surdez!

3 ANOS Você prometeu pro seu irmão que a sua sobrinha seria daminha de honra no seu casamento. “Seu irmão não tem filho! Ele nem é casado!” Diga na maior cara de pau: “Pois é, eu sempre falo, aquele lá é duro de casar”.

BICAS NO BALDE
7 COISAS PRA DIZER ANTES DO SIM

1 “Não caso com uma mulher que se envolve com um cara como eu.”

2 “Incompatibilidade de interesses e gostos: eu gosto de mulher e você gosta de homem.”

3 “Não consigo ficar diante de um juiz sem xingá-lo de filho da puta.”

4 “Faço xixi na tampa do vaso”, eu digo. “Não tem problema, nenhum homem levanta a tampa do vaso e quando levanta não baixa”, ela diz. “Não estou falando da tábua do vaso, estou falando da tampa, a primeira tampa.”

5 “Tenho hábitos estranhos. Assalto a geladeira. Normal? Mas eu assalto a do vizinho!”

6 “Eu gosto de sexo oral.”

7 “Eu gosto de sexo.”