Comportamento

Autossabotagem: 7 sinais de que você está boicotando a própria carreira

(Pinterest/Reprodução)

Durante o dia, em vários momentos, é comum que questionemos nossas ações.

Quando a indagação vai além de uma boa e frutífera reflexão, talvez seja hora de parar e rever algumas ações.

Para muitas pessoas, suas próprias realizações e conquistas não são, necessariamente, dignas de respeito.

No limite, algumas se sentem indignas por serem… bem-sucedidas.

Isso mesmo: muitos não conseguem sequer lidar com o sucesso.

Segundo a psicóloga Liamar Fernandes, especialista em psicodrama e expert em desenvolvimento humano, esse comportamento tem nome.

“Na psicologia entendemos como Síndrome do Impostor — referente a um estudo realizado em 78 pelas americanas Pauline Clance e Suzanne Imes”.

No mundo corporativo, a pressão por resultados (e como isso é enfrentado) tem forte relação com essa reação.

“Pessoas que se dedicam muito à carreira começam a banalizar conquistas diárias, passam a enxergar tudo como normal”, diz a Coach da Sociedade Brasileira de Coaching Fernanda Chaud. Isso é nada menos que sabotar sua performance.

Para descobrir o quanto isso afeta você, veja estes indícios.

 

1. Não reconhecer suas próprias conquistas

Batalhamos e batalhamos para atingir objetivos. Todo santo dia.

Quando finalmente chegamos “lá”, com méritos e bom desempenho, começa a fase de negar elogios e reconhecimentos.

A negação é um estágio que revela uma incompatibilidade entre o que de fato acontece e sua interpretação.

Nesses casos é bom olhar para trás e compreender que sim: você merece comemorar suas vitórias sem medo.

“Muitos agem como sabotadores ao longo da vida, por não entenderem suas próprias estratégias mentais. Investir em autoconhecimento é uma forma de se prevenir, de fortalecer a autoestima e auto-eficácia, que é a crença na sua própria capacidade de atingir resultados na vida”, explica Fernanda.

 

2. Tem necessidade de falar muito sobre suas conquistas para encontrar o senso de merecimento

Comentar com amigos e pessoas próximas sobre seus feitos recentes é saudável.

Exagerar nisso, no entanto, pode ser um exemplo de boicote.

Quando é necessário exaltar a si mesmo de forma forçada ou excessiva, entende-se que você está mais sensível ao elogio do que o normal.

Essa necessidade desmedida de aprovação pode gerar dependência de opiniões alheias.

Sua autoestima, então, será determinada por isso.

 

3. Se achar “não merecedor”

À medida que essa sensação de fragilidade interfere no dia a dia, você assume o papel de “indigno de conquistas”.

Um dos agravantes do “não merecedor” é uma compulsão por sair do papel considerado inadequado.

“São pessoas que abrem mão do autoconhecimento e passam a utilizar máscaras para serem aceitos, podendo, inclusive, se perder de quem são. Desta forma, tornam-se muito vulneráveis ao julgamento do outro, por julgarem ser além da medida real”, finaliza Chaud.

 

4. Muita comparação e senso de inferioridade

“Nada é suficiente e a comparação com todos ao redor é um comportamento recorrente. O impostor acredita que seu valor está intimamente ligado a sua imagem e não ao que ele é. Ou seja, para ele, cargo, fama e posses são o que o tornam um alguém de verdade”, diz Liamar.

Caso você sinta que está aliando os dois fatores, o de se colocar para baixo e a insistência em achar pontos em comum com outros, o ideal é reformular sua estratégia do dia a dia.

Além disso, usar a “régua dos outros” para medir situações suas pode ser bastante incoerente.

 

5. Foca sempre no que falta (e não no que está bem)

E como driblar a mania?

Um dos pilares da síndrome de impostor é sempre olhar “o lado ruim das coisas”.

Isso gera perda de foco e, principalmente, erro na hora de saber onde direcionar a atenção.

Para Liamar Fernandes uma forma eficaz de combater essa experiência é pensar sobre onde e como você emprega sua energia.

“É importante valorizar pequenas conquistas, ou melhor, percebê-las. Compartilhar isso com o seu círculo social, interagir com as conquistas alheias sem comparações e simplesmente celebrá-las. Ser grato pelo que você e os que você quer bem conquistam”.

 

6. Medo de falhas impede que se cultive relacionamentos

Errar é humano.

Quando o medo toma conta, é fácil entender que nosso círculo social será afetado.

Seja na vida amorosa ou em reuniões formais, é fato que precisamos fazer uma distinção entre fracasso e deslizes (para não surtarmos).

“Os relacionamentos acabam se tornando veículos para a auto-sabotagem. Vemos e atraímos no outro aquilo que pensamos sobre nós mesmos. Muitas vezes, o sentimento padrão de um indivíduo é negativo. Ele pensa e age movido, por exemplo, pela culpa. Nesse caso a cabeça age primeiro com repulsa para depois analisar exatamente o que aconteceu”, explica Chaud.

 

7. Tem necessidade excessiva de controle

Querer controlar tudo nunca é um bom sinal — tanto para você, como para quem está próximo.

Quando tudo está sob sua visão e comando, é mais fácil manipular a realidade e, assim, ser “convencido” de que tudo está bem (ainda que não esteja).

“Em relação às pessoas bem-sucedidas, que necessitam mais e mais de controle sobre tudo e todos, e ainda assim se sentem impotentes, acabando por produzir situações de sabotagem, o ideal é questionar-se se realmente existe a influência e controle sobre a situação, ou se se isso não passa de uma simples na zona de preocupação”, completa Chaud.

 

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