Como o dinheiro pode influenciar sua vida amorosa

A imagem de uma vida luxuosa nem sempre o leva ao sucesso no amor

Bolo de casamento de dinheiro

 (Pixabay/Reprodução)

Decorar as descrições de suas redes sociais com frases de efeito como “zero materialista”, “as melhores coisas da vida não são coisas” ou “o importante é o que vem de dentro” pode ser mais do que só status.

A ciência chega para comprovar a teoria: fazer uma média na bio pode, sim, revelar detalhes do seu comportamento. Principalmente se seu estilo de vida e o desapego andam lado a lado.

Obviamente, a fama alternativa pode chamar atenção e aumentar o interesse alheio em você.

No entanto, é lá no fundo, no baú mais esquecido do inconsciente, que nosso cérebro traiçoeiro não nos deixa escapar dos rótulos involuntários: o dinheiro interfere – e muito – em nossos gostos.

E, na maioria das vezes, não nos damos conta disso.

Quem vê caro não vê coração

Dois estudos chegaram para por água no chope dos que vivem ostentando por aí.

Pesquisadores britânicos da Universidade de Swansea publicaram um artigo que relaciona nossas escolhas por relacionamentos de acordo com bens materiais.

Segundo a estatística, tanto casos passageiros quanto potenciais matrimônios são muito influenciados pela posse de nossos possíveis parceiros.

Durante o estudo, cerca de 150 pessoas, entre homens e mulheres, observaram mais de 50 fotos de parceiros em potencial.

Além de combinar as preferências dos candidatos e diversificar os rostos elegíveis, foi perguntado quais das “opções” seriam escolhidas para relacionamentos curtos, longos e os que simplesmente não rolariam.

O primeiro grupo avaliou situações amorosas se baseando só nas características físicas. Ao outro grupo, no entanto, as fotos dos mesmos pretendentes foram exibidas com os integrantes em casas de luxo, dirigindo carros caríssimos ou com um jeitão bem sucedido.

Resultado? Os aspirantes bem de vida foram menos escolhidos para relacionamentos duradouros. Alguns sequer entraram na lista.

Ao contrário do estereótipo – e pelo que indicou a pesquisa – homens e mulheres materialistas e cercados de muito requinte não se enquadram na categoria de bons pais.

A ideia de acabar criando o filho com um exemplo ruim a se seguir, sem contar com a futilidade que geraria pouco tempo aos cuidados da criança, colocam grana e altar de lados opostos da gangorra.

O que sobrou aos afortunados foram, no máximo, alguns pequenos tiros curtos de uma noite ou mais. Nada pior do que pobreza de espírito.

Dinheiro em formato de coração

Em matéria de família…

A outra apuração que colocou em cheque o materialismo e as idas à maternidade foi de acadêmicos de Cingapura.

Por meio dos dados, constatou-se que os valores associados à vida consumista não combinam muito com os preceitos de uma vida a dois estabilizada.

Publicar aquela fotinho em cima de um conversível ou com um celular novo a cada mês pode não ser o conselho do Guru.

Se você acreditar que o amor da sua vida não virá por flechas e sim por likes nas mídias, fique alerta.

Afinal o que o bolso não vê, o coração não sente…

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