Dossiê dos seios: entenda a importância deles para o sexo render

Não buzine, belisque, gire... Descubra como driblar hábitos que viram queixas na cama

Katy Perry

 (Pinterest/Reprodução)

Seios.

Só o nome já arrepia, não? É uma condição normal. Somos, simplesmente, loucos por peitos. Ponto. E eles estão aí, diariamente, entre decotes, lingeries, biquínis, sutiãs… Ou não.

Sim, você já deve ter percebido, o movimento antissutiã vem ganhando força de novo, décadas depois de as feministas dos anos 1960 queimarem a peça em praça pública e as ripongas setentistas darem um perdido desencanado nela.

Bem, a gente apoia qualquer movimento de libertação feminina, certo? Já que os seios voltaram a ser um tema de significado especial pra elas (e nunca deixaram de ser pra nós), preparamos um especial cheio de dicas e soluções para você tratá-los com o maior… prazer.

Claro, o barato aqui é que, dessa forma e com os mandamentos abaixo, ela vai ficar na sua mão. Com todo o respeito, claro.

 

A pressa é inimiga da perfeição

Pode parecer bobagem falar, mas várias mulheres reclamam que muitos caras esquecem desses tesouros macios.

É o caso da administradora Taís**, 29 anos. “Sinceramente, acho que tenho seios bonitos, mas já perdi as contas de quantas vezes o cara correu para a calcinha sem nem pagar um pedágio no sutiã. Por tempos, achei que tivesse algum problema, mas depois de ouvir várias amigas em situações parecidas, desencanei”, confessa.

Já reparou quantas gatas seguram ou apertam elas mesmas o próprio corpo durante a transa? Esse é o sinal, meu caro.

Antes de ficar de cara para o gol, lembre-se do aquecimento. E já que um é pouco, mas dois é bom, não meça esforços. Siga o fluxo natural e dedique alguns bons minutos nos altos-relevos da garota.

“Vá um passo de cada vez. Toque levemente e perceba a reação dela. Na primeira demonstração de prazer, invista em chupões, lambidas, carinhos com a barba…”, orienta Viviane Poubel, sexóloga e diretora da clínica Urogin, em Brasília (DF).

 

Devagar se vai longe

Ok, você sabe que elas adoram ser tocadas, beijadas e receber outros tipos de carícias direito nos seios, certo? E, sim, quanto maiores mais a gente quer cair com tudo.

Mas vá com calma! “Existe uma ideia de que peitos grandes são mais fortes, mas muitos caras esquecem que é uma área delicada e, se forçar a mão, pode machucar e cortar todo o tesão dela”, alerta a terapeuta sexual Fabiane Dell’Antonio.

Daí, meu amigo, é: hasta la vista, sexo! Não importa o quão mágica seja sua varinha de condão.

Segundo enquete da VIP, realizada com 662 mulheres, 29% delas acham que a pior coisa que um homem pode fazer enquanto aquece os motores é apertar os seios como se fossem buzinas.

Só perde em atitude broxante (para elas) para o ato de morder os mamilos: é o que mais odeiam 43% delas.

O lado bom? Quase a metade, 49%, afirma que o ápice do tesão é quando o cara manda umas lambidas vagarosas e sutis no bico do peito logo no começo do rala e rola. Ouça ou que elas dizem.

 

Tudo é questão de tato

Isso não significa que você deva ser um santo ao lidar com esses presentes divinos. É tudo uma questão de tato, literalmente.

De acordo com nossa enquete, a maioria das mulheres (46%) prefere ser tocada em toda a extensão dos seios. Claro, carícias nos mamilos ficam logo atrás (42%).

Então, em algum momento, dê total atenção aos nossos amigos do peito, mostrando firmemente seu prazer em cuidar deles.

Ou seja, nunca esqueça de agarrá-los com a mão sobre toda a mama da garota.

Há mulheres que adoram essa pegada cheia de testosterona. “As mãos têm uma representação muito forte de dominação”, explica Viviane. A publicitária Priscila, 31, concorda.

Para ela, não há nada mais sexy do que um cara que sabe dominar a mulher na cama. “Dá segurança, é como se ele me conduzisse para um caminho que vai acabar em uma ótima gozada”, anima-se a loira.

Sentiu o clima? Capte os sinais de mulheres que curtem esse astral e aproveite para fazer uma boa e rigorosa análise topográfica por ali.

 

Tamanho não é documento

Se já sabemos que peito grande deve ser tratado com maestria, o mesmo vale para peito pequeno. Ou seja, não é porque é pequeno que você deve virar um ourives, um cara obrigatoriamente delicado.

“Seios grandes ou pequenos possuem a mesma formação fisiológica e dão as mesmas sensações”, tranquiliza Ivana Almeida Silva Marques, bióloga e educadora sexual em São Paulo.

“Na verdade, o tamanho da mama se dá pelo acúmulo de células gordurosas, que varia de acordo com cada estrutura feminina. O importante é a inervação no mamilo, que é necessária para informar ao cérebro as sensações estimuladas ali, desde a límbica (prazerosa) até a temperatura do ambiente. E ambas podem fazer o bico do peito ficar ereto. Essa inervação independe do tamanho do seio.”

Portanto, lembre-se dessa regra: peito é peito e merece amor. Selvagem ou romântico, mas amor.

 

Não lute contra a maré

Você sabia que algumas mulheres relataram muita sensibilidade nos seios por até três meses depois de colocar silicone?

Pois é, e o mais curioso: depois de passado o tempo de recuperação, a sensibilidade na região diminui para menos do que era quando as próteses não haviam sido colocadas.

Doido, né? “Tudo vai depender do tipo de cirurgia e quanto o cirurgião preservou ou lesionou o ramo neural da região”, cita Viviane.

Como nem eu nem você somos especialistas nisso (quer dizer, na cirurgia), tome cuidado a princípio.

E não force a barra! Se a garota está muito sensível, devagar na pista. Se perdeu a sensibilidade, não vai ser com mais força que você vai resolver.

É capaz até de machucá-la. “Curto o cara se dedicar aos meus peitos, mas não dá muito resultado.

Às vezes, até peço: “Gato, vai lá para baixo”, diz Paloma, 30 anos, bancária. Ou seja, afine a sintonia.

E vale a pena mencionar: muitas vezes, elas ficam com vergonha das cicatrizes que a cirurgia deixa nos seios.

Aí, como você é um cara elegante, seja discreto. Bem, cá entre nós, quem se importa com uma cicatrizinha nessas horas?

 

Sair da casinha é o rumo do sucesso

Você sabe que as preliminares são importantes para a mulher aumentar a excitação, a lubrificação vaginal e facilitar a penetração.

Isso também melhora a intensidade do orgasmo dela e o seu. Assim, passear com as mãos ou com a língua pelos seios garante a liberação de substâncias químicas como a dopamina e oxitocina, responsáveis pela sensação de prazer e excitação.

Mas lembre-se das lições anteriores: experimentação.

Veja até onde é possível ir. Vale a pena também perguntar se a parceira topa algo diferente para incrementar o momento.

Umas gotas de óleo de massagem, por exemplo, diminuem o atrito das mãos com a pele do busto dela e deixam o toque mais sutil.

Gelo, já tentou? Penas! Lenços de seda! Água (no banho é o canal). É experimentar e ver a moça pirar. Exagerar é que pode ser o problema.

 

Adoração tem limites

Mulheres são mais sensoriais do que homens. Um movimento fora da curva e você pode detonar as chances de ter os peitos dela (e todo o corpo, claro) em suas mãos novamente.

Portanto, lembre-se que todo jogo possui um intervalo. E isso serve também para a sua paixão por seios.

“Certa vez, saí com um cara que só queria saber de lamber meus mamilos. Eu tive de pedir para ele deitar porque era a minha vez de brincar’, mas na verdade eu estava entediada, queria que a dança tomasse outro ritmo”, explica Juliana, 24, estudante de medicina.

Tudo bem que, segundo nossa enquete, 7% das mulheres concordam com a aspirante à médica e isso pode não significar muito, mas você não quer correr o risco de ser vaiado pela torcida por uma jogada que não sai do lugar, certo?

Não se preocupe, eles não vão sair dali. Logo, logo você os verá novamente.

 

Tirar o time de campo é derrota

Lembre-se, é um intervalo, não o fim do campeonato.

“A mulher gosta de muitos estímulos prazerosos no sexo. Para proporcionar tesão enquanto há a penetração vaginal, você pode beijar os seios momentaneamente ou acariciá-los com a pressão que a parceira gosta”, explica Fabiane.

Segundo a terapeuta sexual Viviane Poubel, o estímulo no mamilo é liberado diretamente no sistema límbico, da mesma forma que ocorre com o clitóris — algumas mulheres sentem tanto prazer na região que conseguem atingir o orgasmo apenas pelo estímulo no seio.

“Durante a penetração, realize movimentos no bico que simulem penetração, com sucções ritmadas e rotações. Isso faz com que o cérebro dela tenha dupla excitação límbica, facilitando o orgasmo.”

Nada como uma boa dica para aperfeiçoar a tática.

 

Peito não é parapeito

Veja o que diz a advogada Brenda, 32 anos: “Como tenho peitão, eles pulam muito quando fico por cima. Gosto bastante que o cara segure-os para mim. Isso alivia o peso, me dá mais liberdade e tesão”.

Sacou? Peitos têm suas idiossincrasias. Por exemplo, não foram feitos para segurar o peso do seu corpo. Em vez de ficar por cima e concentrar a força dos braços sobre os seios dela, libere o acesso.

Falamos isso porque 10%* das entrevistadas relataram que odeiam quando sentem os peitos pressionados contra o próprio corpo.

“Coloque-a sobre você. Assim é possível estimular o clitóris em seu ventre e você pode massagear os seios em seu peitoral”, sugere Ivana.

Tem também de lado, tesoura (com as pernas entrelaçadas), de quatro, de costas… Imaginação é poder, meu caro!


49% das mulheres (a maioria) preferem ter seus seios acariciados devagar, com leves lambidas*

43% das mulheres (a maioria) dizem que a pior coisa para os peitos delas é serem mordidos com força*

46% das mulheres (maioria) preferem receber carícias em toda a extensão dos seios. 42% curtem mais nos mamilo

*Enquete realizada com 662 mulheres

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