ESPECIAL SUPER BOWL 50: Primeiro ‘brasileiro’ na NFL, Tim Mazzetti dá as dicas para você curtir o jogão

Partida entre Carolina Panthers e Denver Broncos decide o campeão do futebol americano neste domingo, às 21h30

Na noite deste domingo, todas as atenções do mundo do esporte estarão voltadas para a cidade de São Francisco, na Califórnia, que recebe a edição 50 do Super Bowl. O jogo que decide o grande campeão do ano do futebol americano terá, de um lado, o Denver Broncos, do quarterback Peyton Manning, e do outro o Carolina Panthers, liderado por Cam Newton.

Enquanto nos EUA o Super Bowl é o evento mais assistido na TV, com mais de 115 milhões de espectadores, aqui no Brasil a audiência é mais modesta, mas vale dizer que está crescendo. No ano passado, 500 mil pessoas assistiram à partida pelo canal ESPN, que novamente transmite com exclusividade o jogão por aqui.

Palavra de quem conhece

A VIP bateu um papo com Tim Mazzetti para trazer algumas dicas para você aproveitar o jogo como se fosse um local. Tim é uma mistura de brasileiro e norte-americano: ele nasceu no estado de Connecticut, nos EUA, mas aos dois anos veio morar em São Paulo com a família. Passou a infância e a adolescência por aqui, jogou muito futebol (o nosso) e, aos 17, voltou ao país natal para fazer faculdade. A habilidade com as pernas e a força do chute fizeram com que o garoto na época acabasse no outro football: de 1978 a 1980, foi o kicker do Atlanta Falcons, marcando dezenas de Field Goals na NFL.

No fim da década de 1970, Tim Mazzetti era figurinha do álbum da NFL (reprodução)

Quem não costuma assistir aos jogos de Futebol Americano pode estranhar as inúmeras pausas durante a partida. “Quando comecei a jogar e assistir mais ao football, a coisa mais diferente para mim eram as pausas”, conta Tim. “O mais importante é entender que toda parada serve para alinhar a próxima jogada e cada jogada é totalmente planejada”.

O posicionamento dos jogadores para que o quarterback possa lançar a bola oval, ou uma jogada terrestre em que o running back corre com bola, depende totalmente do que é decidido nessa curta pausa – e, claro, tudo isso é treinado antes da partida. Ao mesmo tempo, a defesa precisa se coordenar para poder neutralizar os diferentes tipos de jogada. “Uma vez que você entende a função dessas paradas e começa a perceber as táticas, o jogo fica muito mais interessante”, explica o quase brasileiro.

Outro aspecto do jogo para ficar de olho, segundo Tim, é a capacidade defensiva das duas equipes. O Denver Broncos tem a melhor defesa da NFL, com o menor número de jardas aéreas cedidas e o maior número de sacks (quando derruba o quarterback adversário). Já o Carolina Panthers, que entra como favorito na partida, perdeu apenas um jogo, contra o Atlanta Falcons de Mazzetti.  Denver Broncos e Carolina Panthers têm grandes quarterbacks e um bom running game. Mas o que mais me interessa no jogo, e que o espectador precisa prestar muita atenção, são as defesas.”, diz o ex-jogador.

São Francisco, cidade da ponte Golden Gate, é o palco da edição 50 da final do futebol americano. (reprodução Instagram)

O fator Peyton Manning

Cam Newton é o jogador mais cotado a ganhar o prêmio de MVP (jogador mais valioso) da NFL e vem fazendo uma temporada praticamente perfeita pelo Carolina Panthers. Mas do outro lado está ninguém menos que Peyton Manning, quarterback que ganhou esta mesma honra cinco vezes e passou para 579 touchdowns em toda sua carreira.

Peyton Manning, uma lenda viva. (reprodução Instagram)

“Um dos homens mais legais que eu já conheci”. Essa é a descrição de Tim Mazzetti sobre o lendário quarterback.  Além de ser um grande jogador, Manning é muito respeitado em seu país por conta do caráter e do que representa para o esporte. “Eu estou torcendo para os Broncos por ser o underdog, mas também por causa de Peyton Manning”.

Aos 39 anos, muito se especula se esta será a última partida do jogador na sua carreira. Ele já é um dos quase 300 membros do Football Hall of Fame, que reúne as maiores personalidades do esporte. Mesmo com tantas honrarias, o jogador só ganhou o desejado anel do Super Bowl uma vez, com o Indianapolis Colts, na temporada 2006. Fechar a sua carreira com este título pode ser a inspiração que o Broncos precisa para superar o Panthers.

O verdadeiro show do intervalo

Levi’s Stadium, onde joga regularmente o San Francisco 49ers, será o palco do espetáculo deste domingo. (reprodução Instagram).

O Super Bowl é muito mais que apenas uma partida esportiva. O evento é celebrado e vendido para o mundo como algo muito maior, envolvendo grandes artistas. Neste ano, a cantora Lady Gaga irá interpretar o hino dos EUA antes do apito inicial. Já no intervalo entre o segundo e o terceiro quarto, entram em campo a banda inglesa Coldplay e a superstar Beyoncé, com participação especial do cantor Bruno Mars. Praticamente um festival de música – e dos grandes.

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É claro que, por atrair tantos telespectadores em um momento de celebração nos EUA, as grandes empresas costumam investir pesado em lançamentos de propagandas criativas e inovadoras no intervalo do jogo. A publicidade acaba sendo um espetáculo à parte e muita gente espera pelos comerciais quase tanto quanto pela partida em si. Ou seja, a dica é ficar ligado 100% do tempo. Afinal, esse é jogão pode até ser definido dentro das quatro linhas, mas é todo o entorno que faz ele ganhar aura de a “partida mais importante do ano”.

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