Estudo mostra que mulheres são mais estressadas ao volante

Segundo teóricos da área, o estresse feminino ao volante pode ser explicado por questões ancestrais

A raiva ao volante muitas vezes é associada a masculinidade com sua testosterona a flor da pele e a própria natureza do homem. Porém, um novo estudo mostrou o contrário: são as mulheres quem estão mais propensas a perder a cabeça no trânsito.

Um estudo feito pela Goldsmith University para a Hyundai estudou 1.000 motoristas e suas reações ao volante. 12% das mulheres demonstraram irritação quando se depararam com maus motoristas na rua, buzinando e reclamando nesses casos. Outro número curioso do estudo é o de que 14% das mulheres costumam se irritar quando estão também no banco de passageiro.

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Antes de causar polêmicas, o estudo tem uma explicação segundo a psicologia evolucionária. Segundo teóricos da área, o estresse feminino ao volante pode ser explicado por questões ancestrais. O psicólogo Patrick Fagan diz que as reações fortes em situações limite são herança da época em que o ser humano caçava seu próprio alimento e mulheres tinham que identificar perigos a sua volta.

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“Esse sistema de ‘alerta precoce’ ainda é relevante hoje, com mulheres motoristas sendo mais sensíveis a estímulos negativos, ficando bravas e frustradas mais rapidamente”, declarou o especialista.

No final das contas, não é o carro que torna as pessoas agressivas, mas sim um conjunto de fatores centenários que moldaram o comportamento humano desde então. Simples assim.