Fazer trekking com os amigos ou a namorada faz bem para a saúde, para o relacionamento e para a cabeça

Quem quer mais conforto tem como opção fazer um roteiro com uma pousada no meio do trajeto. Veja três opções de lugares

Sabe aqueles fins de semana em que você sabe que queria fazer algo diferente, mas não tem ideia de quê? Considere fazer um trekking – para quem não está totalmente familiarizado com o termo, é uma caminhada longa, geralmente com um pernoite em um local diferente do da partida. Os mais, digamos, rústicos podem acampar no caminho. Quem quer mais conforto tem como opção fazer um roteiro com uma pousada no meio do trajeto.

A prática do trekking traz benefícios físicos e sociais, afirma Mario Nery, um dos responsáveis pelo site Trekking Brasil. “Fazemos amigos e desenvolvemos a parte física através da caminhada em terrenos acidentados e com graus de esforço diferentes”, afirma. “Mas o benefício mental supera tudo, a paz por estar alguns dias fora da rotina, em meio à natureza, vendo paisagens e animais que geralmente só vemos na TV. Acordar cedo com o sol na barraca, apreciar o pôr do sol nas montanhas, dormir com o céu estrelado ou com os pingos de chuva são algumas sensações que quem pratica o trekking conhece bem.”

Qualquer pessoa pode fazer, basta ter alguns cuidados e respeitar seus limites. “É sempre recomendável fazer exames médicos antes de iniciar uma prática esportiva e nunca forçar os limites do próprio corpo, principalmente no caso de pessoas sedentárias ou com algum problema cardíaco”, afirma Elque Silva, também do Trekking Brasil. “E é bom no começo ir acompanhado de um grupo ou guia credenciado, amigos experientes ou clubes de montanhismo para não ter risco de se perder nas trilhas. Mas, para começar, basta vontade.”

Três cuidados e três lugares

O diretor da Venturas Viagens, Jota Marincek, dá as dicas

Antes de ir, atenção

– Ao tipo de solo

É importante saber se há areia, pedras, barro e leitos de rio para escolher seu calçado.

– À distância

Informe-se sobre quantos quilômetros tem o trajeto para preparar-se física e psicologicamente.

– Ao tempo

Saber em quanto tempo o percurso é geralmente realizado ajuda a estimar se você está dentro da média.

Onde ir:

– Vale do Pati, Chapada Diamantina

Os passeios duram de 3 a 6 dias. A maior parte das trilhas é aberta, com alguns trechos planos e outros com desníveis e pedras soltas. Pode ser visitado o ano todo, mas esteja preparado para variações de temperatura.

– Monte Roraima

Na divisa entre Brasil, Venezuela e Guiana, o monte tem idade geológica estimada em 2 milhões de anos. As paisagens são incríveis, mas o trajeto tem formações rochosas que podem dificultar a caminhada. Há viagens a partir de um dia até mais de uma semana.

– Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

Com travessias de 4 e 5 dias, o percurso exige bastante esforço físico, porque é na areia. Ao todo são cerca de 150 mil hectares do parque que abrigam lindas lagoas (apenas entre maio e agosto) e dunas de até 50 metros.