Fim de uma era: 1 a cada 10 funcionários usa terno para trabalhar

Mais de metade dos trabalhadores acreditam que um código de vestimenta casual é mais acessível e precisa de menos manutenção

Dress code

 (Mr. Porter/Reprodução)

Desde o século XIX, o terno foi classificado pelos trabalhadores como o código de vestimenta para o sucesso e o poder.

Agora, uma pesquisa inglesa descobriu que o dress code do momento em escritórios modernos é composto por jeans, chinos, camisas com botões e um blazer confortável.

Para os pés, mocassins são os preferidos da turma.

O estudo também mostrou que 70% dos 2000 trabalhadores questionados admitiram apostar em roupas mais casuais porque elas proporcionam bem-estar.

Mais: 20% disseram que a possibilidade de quebrar a formalidade do vestuário traz mais autonomia e liberdade para se expressar.

Já 50% dos entrevistados acreditam que o código de vestimenta informal é mais acessível e exige menos pressão de ter que andar constantemente na estica.

“Nas últimas três décadas, as tradições e protocolos caíram enormemente”, explica a professora Karen Pine, psicóloga da Universidade de Hertfordshire.

“A maior mudança está no declínio da hierarquia, o chefe deixa de ser uma figura autoritária e passa a ser mais um treinador, abrindo espaço para um ambiente mais despojado”.

 

Inspiração

Richard Branson

 (Richard Branson/Divulgação)

Os entrevistados  foram questionados sobre quem serviu de influência para essa transição.

Richard Branson, fundador do grupo Virgin, ocupou o primeiro lugar como o guru do estilo casual e elegante.

Branson, agora com 67 anos, abandonou o terno e gravata em meados dos anos 90 e começou a aparecer para trabalhar com uma camisa — que fazia questão de deixar com o colarinho desabotoado —  e um jeans.

Em segundo lugar, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, com seu uniforme (camiseta e jeans).

Zuck disse que, ao usar a mesma roupa todos os dias, ele tinha muito mais tempo para pensar em assuntos  que realmente importam.

Dá para dizer que ele está errado? Pelo jeito, não!

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