Manual da 1ª noite, pois não há segunda chance para causar boa impressão

Com nosso guia, você vai marcar terreno com classe e abrir de cara todas as portas do objeto do seu desejo

Casal cama

 (InfoAlbania/Pinterest/Reprodução)

Mente quem diz que não fica apreensivo com o primeiro encontro. E, por mais que se esforce, você nunca vai saber as miudezas da expectativa feminina nesse assunto.

Aquela história já sabida de ser cavalheiro é apenas o começo da conquista. As nuanças da minuciosa avaliação a que você é submetido são segredo de comadres.

Só mesmo a velha e boa generosidade da sua VIP poderia revelar tudinho que o enigmático olho clínico da mulher investiga.

 

O convite – a tentativa

A moça trabalha no mesmo prédio que você e sempre lança uma olhadinha. Às vezes rola um bate-papo, uma paquera bem discreta mas, ainda assim, inconfundível.

Não perca tempo: é hora de partir para o convite. A possibilidade de inventar um bom pretexto (como dizer que ganhou entradas para a sinfônica da cidade ou foi convidado pelo dono de um novo restaurante) é tentadora, mas deixe de ser frouxo e assuma logo: você quer sair com ela.

Pretextos são tão evidentes quanto patéticos. Se tiver alguma intimidade, ligue para ela e não faça rodeios. Ninguém morre por dizer “Fulana, quer jantar comigo amanhã?” e ouvir um não.

Se ela não topar, azar o dela. Mas, se estiver de olho em você, vai adorar a sua coragem. Se você for meio tímido, mande um e-mail, também direto ao ponto: cinema dia tal, jantar não sei onde ou tal peça de teatro.

Ela quer? Ótimo. Não? Paciência. Não perca o rebolado, diga que agora você levará anos para se recuperar dessa recusa e que, quando tiver alta do sanatório, tentará mais uma vez.

Plano B: Se você só quer sexo e dar adeus, faça o convite em cima da hora, numa sexta-feira à noite. Porque só quem está abstêmio e não quer nada com ninguém tem a cara-de-pau de ligar a essa hora.

 

O convite – a confirmação

Ela disse sim?! Ueba! Mas nem por isso é meio caminho andado. Muito cuidado nesse momento: se você vier com um lamentável “Te encontro não sei onde”, perdeu 50 pontos.

Meu São Crispim, que conversa é essa de “te encontro”? Vá buscar essa mulher em casa e nem cogite uma possibilidade diferente.

Diga apenas, após o tão sonhado sim: “Onde você mora?”, sem esse papo de perguntar como ela quer fazer e o escambau. Firmeza, segurança e atitude paternal.

Plano B: Se você só quer sexo e dar adeus, pergunte onde ela mora, pra criar expectativa, depois diga “É muito longe” e marque o encontro num bar no meio do caminho.

 

No carro – a ida

Pronto, você está na porta da casa dela. Tudo bem ligar do celular avisando que chegou, se for prédio.

Se for casa, o mínimo que se espera é uma descida rápida para tocar a campainha e a permanência de sua pessoa na calçada até que a moça apareça.

Sempre espere fora do carro – demonstra delicadeza e inquietação (o que pode ser muito bom ou muito ruim, se ela for do tipo que tripudia quando percebe interesse genuíno do pretendente).

Acima de tudo, demonstra companheirismo: você só vai voltar pro carro depois que ela entrar, e isso é muito mais importante do que abrir a porta pra garota.

Sim, acredite: não há problema em levantar o trinco por dentro e empurrar a porta pra ela entrar. Ruim mesmo é não descer do carro quando ela chega.

Se você for daqueles cavalheiros inveterados, ela vai gostar de não ter que pegar na maçaneta para entrar na viatura.

Mas só faça isso se for realmente um hábito, porque fazer apenas nos primeiros encontros desagrada mais às mulheres do que se você nunca o tivesse feito.

Plano B: Se você só quer sexo e dar adeus, ligue do celular dizendo que está perto, quando ainda estiver a minutos do endereço, e peça a ela para esperar na calçada. Estacione em fila dupla, esqueça de destravar a porta até que ela tente entrar e só dê um beijinho de boa-noite depois de engatar a primeira.

 

No restaurante – a decisão

Até aqui, quase tudo já foi dito sobre as suas intenções com a garota, ainda que nas pequenas sutilezas do convite e do carro. Mas é na hora do jantar que tudo fica claro.

E a expressão é totalmente corporal, independe de elogios e galanteios. Você escolhe a mesa, mas não deixa de consultar a moça antes de sentarem (“Essa está boa pra você?”).

Depois, ande atrás dela, de preferência com a mão levemente erguida, como se fosse abraçá-la, com um toque leve na cintura dela.

Não importa o que conversem, esteja sempre atento ao que ela diz e não olhe para a mulher da mesa ao lado, mesmo que seja a Luana Piovani.

Ela é o seu foco e gosta de saber disso. É o momento ideal para arriscar um mão-na-mão, principalmente se a dela estiver paradinha sobre a mesa.

Caso esteja, é porque ela está pedindo o seu carinho. Pague o jantar, claro, e jamais aceite dividir – caso ela se ofereça pra pagar, encerre logo o assunto falando de outra coisa; é um corte elegante.

Assim que vier o garçom, nem espere que se afaste. Coloque discretamente o cartão de crédito sobre a conta, sem interromper o bate-papo, e digite a senha sem fazer alarde.

Lembre-se: você está louco por essa mulher, ela vale o investimento.

Plano B: Se você só quer sexo e dar adeus, esqueça a carteira e simule constrangimento na hora de pagar. Peça o número da conta dela e reembolse apenas a sua parte: é a forma mais eficiente de dizer que você não quer envolvimento.

 

No carro – a volta

Tchan tchan tchan tchan! Se até aqui você fez tudo direitinho, a moça balançou. É hora de sugerir uma esticadinha – pra dançar, pra beber, pra ouvir música…

Mas, como tudo o que você quer é ficar à vontade com a beldade, sugira uma ida à banca de revistas. Lá, além de não faltar assunto à venda nas prateleiras, você terá o gancho necessário pra convidá-la a ir à sua casa assistir a um filme.

Fale animadamente sobre aquele grande diretor ou o roteiro brilhante, porque, além de não causar constrangimento caso a moça seja tímida, você planta uma dúvida fundamental na cachola da guria: “Será que a gente só vai mesmo ver o filme ou ele está a fim de transar?”

Acredite: se a dúvida surgir, ela vai ficar aguçadíssima e aceitar sua proposta. Se o objetivo da esticada estiver óbvio, a chance de ela recusar é muito grande.

Plano B: Se você só quer sexo e dar adeus, passe numa rua só de motéis e, com olhar de canastrão, pergunte se ela não quer ir a um lugar onde possam ficar mais à vontade.

 

Na sua casa – o romance

Muita calma nessa hora. Você é o anfitrião, então comporte-se como tal. Às vezes, no intuito de deixar sua “visita” à vontade, você pode esculachar na recepção, com um lamentável “Pegue o que quiser na geladeira” ou algo que o valha.

Nada disso. O caminho da intimidade é outro (e em outro dia, pelo menos o que leva até a geladeira). O plano é ver o filme, não? Então prepare um arsenal de coisas boas: meia-luz, chocolate, vinho, uma bebida não-alcoólica pra não dar muita bandeira e almofadas de montão.

Ofereça um lugar confortável e aconchegante, mas em que ela possa manter a compostura. Continue no mote do filme, até perceber que ela está inquieta (ela certamente vai ficar inquieta).

Lá pelas tantas, arrisque uma passadinha de mão no braço dela ou na mão. Se notar receptividade, surpreenda essa mulher: vire o lobo mais faminto das histórias infantis e tasque o beijo mais lascivo que puder.

Plano B: Se você só quer sexo e dar adeus, depois da transa, diga que está derrubo e tire do criado-mudo o cartãozinho do ponto de táxi.

 

Na cama – o começo do futuro

Aqui não tem outra saída: é mostrar serviço ou fracassar.

Mostrar serviço significa: 1) fazer preliminar, 2) fazer preliminar e 3) fazer mais preliminar. Esse é o segredo já nem tão secreto assim, essa coisa de priorizar o prazer dela. Depois da terceira transa, pode ser mais objetivo e esperar que ela se esmere por você.

Saber abrir o sutiã e tirar a calcinha sem se embananar é muito positivo, mas, se você estiver nervoso ou for do tipo estabanado, não perca o rebolado — diga que no seu tempo os fechos não eram assim tão complicados. Mulher adora homem que faz graça.

Plano B: Se você só quer sexo e dar adeus, vá do beijo ao túnel da felicidade em menos de 1 minuto. O nível de excitação dela ainda estará baixo e consequentemente a curtição passará bem longe dessa transa-relâmpago.

 

No banheiro – a hesitação

Pelamordedeus, faça o que for preciso no pós-coito a sós e com a porta bem fechada.

Isso significa: 1) fazer xixi de porta fechada, 2) flatular longe dela e com a torneira aberta pra disfarçar o barulhinho, 3) lavar as mãos com sabonete depois da toalete (sim, ela vai estar atenta a tudo isso quando você voltar pra cama), 4) não escarrar, 5) não fazer gargarejo com Cepacol (ela vai achar que é nojo dela), 6) não passar perfume, desodorante ou o que quer que empesteie a pele e o ar sem antes tomar banho.

Ofereça uma toalha limpa à moça e poupe-a de comentários sobre a quantidade de esperma ejaculada ou algo assim.

Plano B: Se você só quer sexo e dar adeus, faça o oposto disso tudo. Ou simplesmente comente com ar de sofrimento que vai largar um barro e já volta. Ela certamente nunca mais vai dar o ar da graça depois disso.

 

No dia seguinte – a cartada final

Comentários sobre a noite anterior, só por e-mail ou pessoalmente, e sem voz açucarada.

Mulher precisa ser bem tratada, mas não endeusada ou muito paparicada (ao menos não no começo, ela que faça por merecer!).

O ideal é um telefonema gentil, no final da tarde, porque logo cedo demonstra ansiedade. E fica muito facinho, o que faz perder a graça.

Seja objetivo e tenha algo pra dizer além de nheconhecos babantes (se você quiser dar continuidade ao caso, claro. Senão, babe à vontade que ela espana rapidinho). Convide-a pro cinema, festa de amigos, jantar, passeio de bicicleta, whatever.

Plano B: Se você só quer sexo e dar adeus, diga tchau na noite anterior, do jeito mais moderno que existe: dizendo “A gente se fala”. Não tem quem não entenda o recado.

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