Nan Goldin e sua balada da dependência sexual

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=0Z3sihEuiEk&w=560&h=315] Outro dia escrevi um post em que falava dos pais esparramados com os filhos no chão da sala. E de como uma certa infantilização dos genitores pode dificultar e, não raro, aniquilar o relacionamento sexual do casal. Causou espécie. Notei que é assunto não muito palatável e portanto não voltaria à carga se não fosse […]

Outro dia escrevi um post em que falava dos pais esparramados com os filhos no chão da sala. E de como uma certa infantilização dos genitores pode dificultar e, não raro, aniquilar o relacionamento sexual do casal.

Causou espécie. Notei que é assunto não muito palatável e portanto não voltaria à carga se não fosse a matéria da Folha de S. Paulo (29/11/11) sobre as fotografias de Nan Goldin.

A Oi Futuro faria uma mostra de trabalhos da artista no Rio de Janeiro e resolveu voltar atrás depois de conhecer suas imagens de atos sexuais diante de crianças e menores nus. Fez bem?

Goldin, que esteve na última Bienal de São Paulo, atingiu fama global com sua obra em tom autobiográfico, imagens de sexo explícito e flagrantes do submundo de drogas de Nova York e Berlim. Ela aparece em algumas fotografias transando com o ex-marido ou espancada por ele em sua série mais célebre, “Ballad of Sexual Dependency”, ou balada da dependência sexual, que também seria exposta no Rio.

A curadora da mostra, Lígia Canongia, não gostou nada. Disse à Folha. “Parece que tudo é confundido com site de pedofilia, a coisa está sendo tratada de maneira leviana”. “Não são questões de moralidade, mas questões estéticas. Está havendo uma confusão séria.”

Você pode tirar suas próprias conclusões vendo as imagens aqui.