Onde NÃO passar o Réveillon

5 roubadas para você evitar e, para não dizer que a gente é rabugento, 5 alternativas bem bacanas para passar a virada de ano se divertindo para caramba

Réveillon é a festa favorita do brasileiro. Brasileiro sempre faz questão de pular sete ondinhas na virada. Então, todos os brasileiros vão para as mesmas praias no Ano-Novo. Brasileiro enfrenta falta d’água, mosquitos, chuva, comida ruim, cerveja quente. E volta no ano seguinte todo pimpão, pois brasileiro não desiste nunca. Mas não precisa ser assim: aqui, as ciladas comuns desta época do ano, para você fugir. E alternativas simples para curtir a virada.

FUJA: LITORAL DE SP

Congestionamento e chuva nunca faltam na passagem de ano nas praias paulistas. Também nunca falta a falta d’água – o abastecimento é insuficiente para encher a piscina de uns e esvaziar o vaso de outros. Os restaurantes ficam lotados e os upermercados, com as gôndolas vazias. Os preços atingem patamares parisienses. Não dá tempo de a cerveja ficar gelada nos bares. E ainda tem a tortura da volta.

VÁ: INTERIOR DE SP

Vá com a galera a um sítio em Araçatuba, Araçariguama ou Araçoiaba da Serra. Não importa o nome da cidade, importa que fazer uma balada VIP só com a sua turma é bem mais bacana que passar uma hora na fila do supermercado da praia pra comprar papel higiênico, biscoito e alface murcha.

FUJA: COPACABANA

Mais de 2 milhões de pessoas foram ver a queima de fogos na praia de Copacabana na virada de 2007 para 2008, na maior muvuca do mundo. Com direito a congestionamento e funk. Para se hospedar na orla, há vários hotéis – todos caros, vários ruins – esperando pelo turista incauto.

VÁ:IPANEMA

É pé-na-areia, é no Rio, é alto-astral. A vista dos fogos não é tão boa, mas tem som eletrônico e menos muvuca. Para escapar do trânsito, chegue cedo e vá de táxi pela Lagoa, evitando Copa. Só não há hotel barato: tente arrumar um sofá na casa de um amigo.

FUJA: LITORAL CATARINENSE
Paulistas, gaúchos e argentinos superlotam Santa Catarina. Pontos ríticos: a Lagoa da Conceição, em Florianópolis, e a península onde ficam Porto Belo e Bombinhas, que têm trânsito parado o dia todo. Não espere passar menos de três horas nos restaurantes.

VÁ: LITORAL CATARINENSE
Fora todos esses perrengues, a região é linda e as mulheres são demais. Uma casa bem abastecida resolve metade dos seus problemas. Deixar o carro na garagem resolve a outra. Busque ficar nas praias menos concorridas, como as do sul de Floripa.

FUJA: NORDESTÃO

Enquanto esta nota é escrita, a passagem mais barata no fim de ano de São Paulo ao Recife custa R$ 1 200. Lindo o ano inteiro, o Nordeste não precisa ser visitado no Réveillon, quando há atrasos nos vôos e muita confusão. Y hay los argentinos…

VÁ: ARGENTINA

Se é pra pegar o caos aéreo, em Buenos Aires as coisas são bem mais baratas que no Brasil. Isso inclui compras, passeios e a comida – que, verdade seja dita, é bem melhor que a média brasileira. Y hay las argentinas, che.

FUJA: NA ESTRADA

Ano após ano, o jornal do dia 2 de janeiro traz fotos de gente que passou a virada no carro, parada no trânsito, na tentativa de encontrar os amigos que viajaram mais cedo. Pior programa só têm os jornalistas que entrevistam esses infelizes.

VÁ: LAR, DOCE LAR

Se você trabalha ou tem compromissos na véspera de Réveillon, desencane de viajar no último minuto. Fale com os amigos que vão ficar na cidade e monte uma baladinha na sua casa. Ou então procure alguma festa num clube bacana.