Como driblar a síndrome da segunda-feira?

Sim, ela existe. Mas é possível driblá-la com coisas simples - e gostosas - como uma happy hour com os amigos

 (reprodução/internet)

Sabe aquela piada que a gente faz sobre bater uma irritação ou ansiedade quando começa a música do Fantástico, no fim do domingo? Pois esse mal-estar existe de verdade e tem até nome: síndrome de segunda-feira ou de fim de domingo.

De acordo com Patrícia Bader, psicóloga do Hospital e Maternidade São Luiz, de São Paulo, essa sensação é o efeito colateral da forma como organizamos a vida: trabalho durante a semana, lazer a partir da noite de sexta até o domingo.

“Geralmente a pessoa começa a pensar nas pendências da semana na noite de domingo. São obrigações que vão minar sua alegria. Assim, a pessoa antecipa o que vai acontecer e, por isso, sente-se desconfortável”, explica.

Mas dá para minimizar essa sensação – e até acabar com ela. O primeiro passo: deixar de encarar o sábado e o domingo como o período de tempo em que você deseja fazer tudo o que não consegue durante a semana.

Além de evitar cometer excessos na comida e na bebida e não praticar atividades físicas apenas nos finais de semana (caso contrário, não tem jeito: você vai se sentir “quebrado” na segunda), a dica é proporcionar-se “pequenos prazeres” durante a semana, de acordo com Rita Callegari, coordenadora do serviço psicossocial do Hospital e Maternidade São Camilo Pompéia, em São Paulo.

Exemplos:

  • Tente marcar uma sessão de massagem no fim do expediente
  • Se a agenda não estiver apertada, combine de ir almoçar com um amigo
  • Marque uma happy hour em um bar que você está afim de conhecer, ou um teatro ou cinema que esteja nos planos
  • Compre queijos e vinhos e chame a gata para uma sessão despretensiosa

 

O trabalho é o problema?

Há casos em que a profissão é a culpada pelo mal-estar. Saiba o que fazer

As sugestões abaixo funcionam para quem, mesmo exausto, gosta do trabalho. Mas há casos em que ele é o gatilho para a tal síndrome. “Quando a irritabilidade persiste, mesmo alterando a rotina durante a semana, é preciso fazer uma análise e detectar o que provoca o incômodo”, afirma Priscila Gasparini Fernandes, neuropsicanalista do Hospital Beneficência Portuguesa e do Hospital da Clínicas, em São Paulo.

Organize-se
“O problema pode ser a falta de organização. Por exemplo: transferir reuniões agendadas na tarde da sexta-feira para a segunda e, daí, passar o fim de semana preocupado com isso.”

Não postergue
Priscila aconselha, também, a não acumular pendências, que podem resultar em trabalho para ser realizado em casa nos dias que seriam dedicados ao lazer.

Vire a mesa
Se durante a análise você notar que a tristeza é provocada pela própria profissão, mexa-se. “Além de tentar uma transferência dentro da própria empresa, fazer contatos e enviar currículos, a mudança pode começar com a matrícula em um curso sobre o que a pessoa gosta, para que ele auxilie no futuro trabalho e diminua a insatisfação nesse momento.”