Tirar selfies ajuda a aumentar as lembranças de uma viagem

Estudo realizado pela Universidade do Texas em parceria com a HomeAway investigou como as memórias das suas férias são registradas

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(Divulgação/Fonte padrão)

Quem não gosta de viajar? Esquecer a rotina agitada do trabalho, conhecer lugares e cultura novos, experimentar pratos diferentes… Fazer uma trip é sempre uma ótima experiência.

Na volta para casa, a câmera (fotográfica ou do celular) vem cheia de fotos que eternizaram bons momentos.

E as imagens realmente têm esse poder. Você sabia que as fotos e selfies ajudam na memorização da jornada?

É o que constatou um estudo inédito da HomeAway (empresa que engloba o site Alugue Temporada no Brasil) em parceria com pesquisadores da Universidade do Texas em Austin, Estados Unidos.

Para a pesquisa, liderada pelo psicólogo Art Markman, mais de 700 turistas em diferentes lugares do mundo responderam a perguntas elaboradas para avaliar as memórias antes, durante e depois de suas viagens.

Uma parte do grupo baixou um aplicativo que mensurava a quantidade de tempo gasto em seus dispositivos.

Foi averiguado que as pessoas que registram as paisagens tendem a se lembrar 40% mais da viagem do que os que não o fizeram.

No entanto, passar mais de duas horas usando celulares ou outros dispositivos eletrônicos aumenta em 26% as chances de ter problemas para se lembrar das férias.

Quanto às redes sociais, os usuários do Instagram estão 24% mais inclinados a ter a memória reforçada sobre como se sentiram durante a viagem, se comparados aos do Facebook e Snapchat.

(Rafael Pera/VIP)

Há uma vantagem cognitiva significativa para pessoas que se animam antes da viagem.

Elas são 73% mais propensas a ter excelentes lembranças, se comparados aos que estavam estressados, frustrados ou desanimados“Algumas pessoas adoram planejar as férias, outras detestam”, explica Markman.

Levar trabalho para a viagem também não é uma boa ideia. Aqueles que trabalharam, utilizando o laptop uma hora por dia, estavam 24% mais inclinados a ter problemas para se recordarem das férias, quando comparados aos que trabalharam menos tempo.

“Isso tira a pessoa da viagem, diminuindo o seu envolvimento. Isso dificulta a formação de memórias claras. É algo complicado, se considerarmos que a grande maioria dos adultos trabalha durante as viagens”, diz o psicólogo.

A pesquisa também apontou um fato surpreendente: o custo da viagem, independentemente do valor, não surtiu efeito na memorabilidade dos turistas.

“Luxuosas ou acessíveis, as memórias não estão relacionadas aos valores”, afirmou Markman.

Ele explica que o estudo é o primeiro a fazer uma análise extensiva sobre o que torna as viagens memoráveis.

“Antes desse estudo, a maior parte das pesquisas psicológicas era concentrada no humor e nos benefícios à saúde, ao viajar ou sair de férias. A oportunidade de investigar a ciência dessas memórias trouxe resultados valiosos sobre como elas são criadas”, conclui.