Top of Men 2017: as marcas mais lembradas pelos homens

Pela primeira vez uma pesquisa nacional aponta quais são as marcas de maior prestígio entre o público masculino

Top of Men 2017

 (Xico Bunny/VIP)

Precisando trocar os pneus do carro, da GM/Chevrolet, no caso? Melhor escolher Pirelli. Que tal dar uma renovada no guarda-roupa? Vá em calças e camisas da Cavalera e da Calvin Klein, botas Timberland, calçados esportivos da Adidas, óculos escuros da Ray-Ban. Cansou das compras? Sente no bar e peça uma Heineken. Ou uma Eisenbahn.

Mais tarde já dá para pedir um drinque, de preferência com vodca Absolut. Se a fome bater, passe no Outback. A malhação, na academia Smart Fit, pode ficar para amanhã. Seguida de um bom filme na NET. Antes de fazer tudo isso, cheque o saldo da conta no seu banco, o Banco do Brasil. Qualquer coisa é só apelar para o cartão de crédito. Mastercard, sem dúvida.

Algumas marcas são tão representativas de sua categoria que quase viram sinônimo do produto. O melhor exemplo disso é Gillette. Para identificar quais são as grifes de maior prestígio hoje para os consumidores masculinos, fomos a campo para realizar este levantamento inédito que você tem em mãos.

O Top of Men elegeu as vencedoras de 27 categorias. No total, foram entrevistados 800 homens de todo o país, das classes A e B1. O resultado nos ajuda a entender uma questão: o que nós, homens, queremos quando escolhemos determinado produto?

Procuramos qualidade, sem dúvida. Boas matérias-primas, bom acabamento, durabilidade, confiabilidade. Mas também valores intangíveis, como heritage, trajetória da empresa, comprometimento com causas.

Existe outro ponto importante aqui: homens costumam ser consumidores fiéis. Quando gostam de uma marca, ficam com ela. A empresa que entender isso terá encontrado seu pote de ouro.


Smart Fit, Nestlé, CVC, Sony, Banco do Brasil, Timberland e Mastercard

Smart Fit, Nestlé, CVC, Sony, Banco do Brasil, Timberland e Mastercard (Xico Bunny/VIP)

Academia de ginástica

1º – Smart Fit
2º – Reebok
3º – Corpus

No dia da entrevista da VIP com Edgard Corona, fundador da rede Smart Fit, duas novas unidades eram abertas: no Rio de Janeiro e na Colômbia. Como explicar o sucesso?

Criada em 2010, com mais de 1 milhão de clientes, que malham nas 390 unidades da rede espalhadas no Brasil e na América Latina e Central, o conceito é de ser top, mas com preço acessível.

“Eu nunca falo em quanto a gente vai ganhar, mas em quanto vai surpreender. Sucesso é se preocupar com as pessoas. Democratizamos o fitness com alto padrão”, diz Corona.

Lembrando que “o diabo está nos detalhes”, a rede prima pelo cuidado em tudo: o corrimão de inox, iluminação e arquitetura planejadas por escritórios renomados, máquinas importadas da Itália.

E o nome ajuda tanto na criação de novos negócios, como o Smart Nutri (suplementos alimentares), quanto na fonética: tem pronúncia idêntica em português, inglês e espanhol.


Alimentação

1º – Nestlé
2º – Coca-cola
3º – Bauducco

Os dados são hiperbólicos: ela é a maior empresa de alimentos do mundo, está em 189 países, emprega 328 mil funcionários, conta com mais de 2 mil marcas (de Nespresso à Maggi) e tem, só no Brasil, 31 unidades industriais e 22 mil funcionários.

Além disso, segundo a Kantar Worldpanel, está presente em 99% dos lares brasileiros junto de suas empresas coligadas.

Tradição explica o sucesso da marca, que tem mais de 150 anos e está no Brasil desde 1921 (curiosidade: ela instalou-se em Araras, interior de São Paulo, para produção do Milkmaid, mais tarde rebatizado de Leite Moça). Mas não é só.

A empresa não perdeu a conexão com o tempo. Além de sua missão ser melhorar a qualidade de vida do cliente, as campanhas têm como pano de fundo questões atuais, como o empoderamento feminino e a fomentação do empreendedorismo.


Agência de viagem

1º – CVC
2º – Decolar
3º – TAM viagens

O general romano Pompeu já propagava, no século 1 a.C., que o que importa é navegar – viver nem é assim tão indispensável.

Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) de 2015 comprova: viajar é o principal sonho dos brasileiros. Não é de se espantar, portanto, que a CVC tenha tantos anos de estrada: em maio, fez 45.

“A cada ano, a CVC embarca quase 4 milhões de brasileiros em viagens de lazer pelo Brasil e mundo”, diz Priscila Bures, gerente de comunicação da marca, a maior da América.

Segundo ela, um dos trunfos foi acompanhar a mudança do segmento. “Hoje, 70% das vendas são pacotes customizados, em que o cliente ‘monta’ a viagem”, diz.

Para o público masculino, responsável por 60% da contratação das viagens, a operadora ampliou seu portfólio, oferecendo, por exemplo, passeios em Las Vegas para dirigir carrões e visitas ao parque temático da Ferrari em Abu Dhabi.


Aparelho de som

1º – Sony
2º – Samsung
3º – LG

É o melhor e o pior dos tempos para o som de alta-fidelidade. Apesar da tecnologia “estado de arte”, o streaming e o arquivo MP3 conspiram para matar a qualidade de áudio.

A Sony, no entanto, segue impávida, investindo na excelência em seus produtos de áudio. “Nosso foco é trazer o melhor da tecnologia ao consumidor brasileiro”, diz Marcelo Gonçalves, diretor de marketing e comunicação da Sony no país.

A empresa também é obsessiva no estudo dos hábitos e do comportamento dos consumidores dos países em que está presente. No Brasil, a preferência por aparelhos multicaixa deu lugar aos compactos soundbars. E seja no rock, no pancadão funk ou no sertanejo, a rapaziada brazuca dá valor à reprodução dos sons graves – o que os aparelhos da marca entregam, com qualidade de sobra.


Banco

1º – Banco do Brasil
2º – Itaú Unibanco
3º – Bradesco

É simples o segredo da afeição do brasileiro pelo Banco do Brasil, instituição financeira mais antiga do país, criada em 1808 pelo príncipe regente dom João de Bragança (futuro rei dom João VI).

“O BB é uma empresa especialista em Brasil – conhece como ninguém o mercado, a história, a cultura e o potencial deste país”, diz Alexandre Alves de Souza, diretor de marketing.

Menos reconhecido, o pioneirismo em soluções digitais tem sido evidenciado nas campanhas publicitárias do BB. “O Banco do Brasil é moderno e inovador.” Para espantar a imagem vetusta que muitos têm do BB, ele apostou no humor, com anúncios com a personagem Dona Hermínia, do ator Paulo Gustavo.


Calçado masculino

1º – Timberland
2º – Ferracini
3º – Converse

Lançada em 1973, a Yellow Boot ainda é o carro-chefe da Timberland. Transformada em ícone fashion nos pés de celebridades como Rihanna, Beyoncé, Jay-Z e Kanye West, nos anos 70 tinha outro público: pescadores, lenhadores, trabalhadores da construção civil.

A alavancagem se deu nos anos 90, quando se tornou, ao lado do Air Jordan da Nike, o calçado preferido dos rappers norte-americanos, citado na letra de Suicidal Thoughts, de Notorious B.I.G.

O sucesso repete-se aqui, onde, neste ano, deixou de ser distribuído pela Alpargatas e ganhou operação própria.


Cartão de crédito

1º – Mastercard
2º – Visa
3º – American Express

“Tem coisas na vida que não têm preço. Para todas as outras existe Mastercard.” Esta é provavelmente uma das campanhas mais bem-sucedidas da história – e também a mais longeva. Criada em 1997, continua na boca do povo.

“Após 20 anos, o ‘não tem preço’ já foi usado em peças criadas em 122 países e 53 idiomas”, diz Valério Murta, vice-presidente de produtos e soluções da Mastercard Brasil e Cone Sul.

É ela que define toda a estratégia da empresa, como o Priceless Cities, presente em mais de 40 cidades no mundo. “Ele oferece acesso a experiências nas áreas de gastronomia, diversão, hospedagem e compras.”

A presença em eventos esportivos como Champions League e culturais como o Grammy segue o caminho de colocar o cliente no centro da estratégia e oferecer a ele algo que, de verdade, não tem preço.


Absolut, Heineken, Honda, Chevrolet, Adidas, Eisenbahn e Brastemp

Absolut, Heineken, Honda, Chevrolet, Adidas, Eisenbahn e Brastemp (Xico Bunny/VIP)

Cerveja

1º – Heineken
2º – Skol
3º – Budweiser

A sacada (antimisógina) é genial. Três sujeitos pensam que enganam suas namoradas despachando-as para um spa enquanto eles assistem, escondidos, à final da Champions League em uma festa da Heineken. Na real, em vez do spa, elas foram à final de 2016 ao vivo, em Milão.

A campanha criativa da marca de cervejas viralizou (foram mais de 48 milhões de visualizações até hoje) – e acabou de faturar um Leão em Cannes.

A aposta em esporte é uma das três grandes plataformas de marketing da Heineken, que, além da Champions, anunciou patrocínio à F1 ano passado. As outras duas são música, com o investimento no Rock in Rio e Popload, entre outros festivais, e o consumo responsável.

“Quem consome bebida alcoólica de forma responsável consegue aproveitar muito mais o momento sem perder o controle”, diz a diretora de marketing Vanessa Brandão. Outra grande sacada da marca.


Cerveja especial

1º – Eisenbahn
2º – Colorado
3º – Therezópolis

Muito antes de cerveja especial virar moda, uma família de Blumenau (SC), descontente com a qualidade das loiras encontradas por aqui, decidiu fazer seu próprio chope. Nascia em 2002 a Eisenbahn – que significa “ferrovia”, já que a fábrica ficava ao lado de uma antiga linha de trem.

“O consumidor está mudando sua consciência em relação ao segmento, exigindo novos estilos”, afirma Alexandre Candido, gerente de marketing da marca que foi incorporada ao portfólio da Heineken. “Queremos contribuir para que os amantes da cerveja conheçam produtos diferentes e com preço justo.”


Destilado

1º – Absolut
2º – Johnnie Walker
3º – Jack daniel’s

Drinque de vodca se tornou presença obrigatória nas baladas brasileiras, fazendo a bebida desbancar outros destilados nas noitadas. Nesse panorama, pontos para a Absolut, vodca importada mais comercializada no Brasil, que usa e abusa da criatividade para estabelecer o elo afetivo com o público.

Ações inusitadas, como a de dar a chance a baladeiros de pintar digitalmente sua própria garrafa, publicando-a em seus perfis no Facebook, transbordam na vida da marca. “Temos preocupação com o que chamamos de human insight. Acreditamos que mentes diferentes pensando juntas podem criar uma experiência inspiradora”, afirma Adriana Teixeira, cultural influencer manager da Absolut no Brasil.

De origem sueca, a marca foi alçada ao sucesso com a rapidez inebriante de um shot. Isso se deu graças à hoje clássica campanha publicitária, entre 1981 e 2007, criada pela agência nova-iorquina TBWA. O publicitário por trás dela se chamava… Tragos! Bill Tragos, o “T” da TBWA.


Eletrodoméstico

1º – Brastemp
2º – Samsung
3º – Electrolux

“O que você achou do novo celular?” “Não é uma Brastemp, mas tá bom…” Graças a uma campanha do início dos anos 90, conversas assim ainda podem ser escutadas por aí para qualificar um produto como medíocre, mediano – se fosse bom mesmo seria “uma Brastemp”.

A marca de 60 anos tem hoje uma nova assinatura, “Sem dúvida, Brastemp”. Que, diz o diretor de marketing Renato Firmiano, ainda prega a excelência. “A Brastemp tem o compromisso de entregar produtos de alta performance e design inovador”, diz.

“Nosso grande desafio tem sido inovar, estar presente no ambiente digital e antever as necessidades do consumidor.” O resultado prático? “A Brastemp Experience, espaço em São Paulo para que o público se conecte com a marca e vivencie experiências.” É, ela continua uma Brastemp.


Montadora de carro

1º – GM/Chevrolet
2º – Ferrari
3º – Honda

Ela tem 92 anos de Brasil, mas corpinho de 20 – e anda incansável. “Renovamos todo o portfólio aqui em 2016: foram 12 lançamentos, além da tecnologia OnStar e o multimídia Chevrolet MyLink de segunda geração”, enumera Hermann Mahnke, diretor de marketing da GM para o Mercosul.

A montadora que ao longo da história nos presenteou com carros memoráveis como Opala e Monza mira agora o público jovem – e quer provar, com a nova e engajada campanha do Cruze, que sedã não é para tiozão. Não à toa, o vídeo foi visto mais de 32 milhões de vezes.


Montadora de moto

1º – Honda
2º – Harley-Davidson
3º – BMW

Seja quem rala duro sob duas rodas, seja quem usa a moto como lazer e lifestyle, todos têm uma coisa em comum: a preferência pela marca Honda, sinônimo de moto aqui. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo), a Honda detém 77% do mercado nacional.

Para o diretor comercial da marca no Brasil, Alexandre Cury, o segredo dessa preferência, bem…, não é nenhum segredo: ele é fruto da solidez e qualidade da operação.

“Um produto só consegue bom valor de revenda quando soma aspectos-chave pela óptica do cliente: alta qualidade, valor percebido e tranquilidade no dia a dia no pós-venda, além do atendimento da rede. Esses são valores que traduzem os pilares básicos da marca”, diz.

Apesar do mercado em baixa, devido à recessão, a Honda não parou de apostar na inovação, alterando recentemente de forma completa a maioria dos modelos.


Moda esportiva

1º – Adidas
2º – Nike
3º – Olympikus

Se você é hispter, barbudão e vai à balada com jaqueta Adidas, saiba, amigo, você não faz parte do “core” da marca. “Somos obcecados em criar o melhor para esportistas ao redor do mundo. Esse é o nosso DNA”, diz Felipe Savone, senior brand manager da Adidas Brasil.

Desde sua fundação, em 1949, a Adidas foi, continua sendo – e sempre será – uma marca esportiva, com foco obsessivo em desempenho.

Mas não adianta… A partir dos anos 80, quando os rappers de Nova York a adotaram, ela ganhou um toque indelével de sofisticação boêmia – adornando com charme casual dos clubbers dos anos 90 (alguém se lembra?) aos web designers dublês de lenhadores de hoje. Isso é privilégio da marca alemã.

Ah, e ela tem cojones. A Adidas decidiu abandonar recentemente de vez a publicidade em televisão e investiu tudo em digital. “Buscamos cada vez mais ser relevantes no dia a dia dos jovens”, justifica Savone.


Pirelli, TIM, O Boticário, Gillette, Ipiranga e Ray-Ban

Pirelli, TIM, O Boticário, Gillette, Ipiranga e Ray-Ban (Xico Bunny/VIP)

Óculos

1º – Ray-Ban
2º – Oakley
3º – Calvin Klein

Na Ray-Ban, os anos 90 foram de inferno astral: seus modelos eram vendidos a 20 dólares em postos de gasolina nos EUA. O jogo começou a virar em 1999, quando foi comprada pelo grupo italiano Luxottica.

Graças à inovação, à customização e ao redesenho de modelos perenes como o Wayfarer (preferido do público masculino brasileiro), ela voltou ao topo de preferência e ao mercado premium. Em 2011, por exemplo, o ex-guitarrista da banda The Smiths, Johnny Marr, assinou uma edição do modelo Signet.

O segredo da reviravolta? A Ray-Ban apostou na tecnologia aliada à contracultura e ao comportamento underground. “O foco da nossa comunicação é inspirar e estimular as pessoas a serem autênticas, a não se deixarem derrubar por críticas”, diz Pedro Octaviano, gerente da marca para o Brasil.


Operadora de celular

1º – TIM
2º – Vivo
3º – Claro

Há melhor referência à excelência da qualidade de um som do que recorrer à analogia de uma boa música? Pois, segundo Ana Paula Castello Branco, diretora de advertising e branding management da TIM Brasil, é na música que a empresa aposta para mostrar que seu serviço é o melhor do mercado – afinal, de que adianta um celular na mão se ele estiver mudo?

As já clássicas campanhas com o Blue Man Group ou a recente com Simone e Simaria são exemplos. A nova peça para o TIM Black, de planos pré-pagos, também: nela, pessoas dançam em lugares inusitados, como a Lua.

“A campanha é inovadora e divertida, com a música como um dos pontos mais fortes. Além disso, fomos pioneiros em usar um conceito bem diferente no mercado de telecom”, diz a executiva da marca líder em cobertura 4G.


Perfume

1º – O Boticário
2º – Ferrari
3º – Natura

Quem foi adolescente entre os anos 80 e 90 talvez ainda se lembre de como era estéril o mercado olfativo masculino no Brasil. O Boticário trouxe opções ao homem brasileiro.

Um exemplo foi a pioneira deocolônia Styletto, lançada em 1985 – e todos os homens então passaram a ter o mesmo cheiro. Ninguém, até ali, tinha entendido tanto do nariz nacional quanto a marca. E continua assim.

Segundo o grupo de analítica Euromonitor, um em cada dez perfumes vendidos no Brasil atualmente é do Boticário. “Quando o consumidor experimenta um bom produto, é muito difícil voltar trás”, diz Artur Grynbaum, presidente do grupo.

Dentre os hits mais recentes da marca, constam o Malbec, de 2004, de fabricação semelhante à do vinho, e o Zaad, de 2007 – o Malbec, aliás, é o perfume mais vendido no país.

O Boticário também adota postura corajosa na publicidade, como a do polêmico – e premiado – filme de Dia dos Pais com um casal gay, criado pela agência AlmapBBDO em 2015. “É muito difícil você querer não se posicionar em alguma coisa que sua marca precise falar”, diz Grynbaum.


Pneu

1º – Pirelli
2º – Goodyear
3º – Bridgestone

Algumas das mulheres mais estonteantes do planeta, como Gisele Bündchen, Adriana Lima e Kate Moss, já foram clicadas para o famoso Calendário Anual da Pirelli, ação de marketing que teve início em 1964.

O The Cal, como é carinhosamente chamado, foi ideia de um esperto publicitário inglês, Derek Forsyth, para incentivar as vendas do desconhecido fabricante italiano de pneus na Inglaterra, mercado então dominado por Avon Tyres, Goodyear e Dunlop. Funcionou perfeitamente.

“A Pirelli é a marca que vem à cabeça dos brasileiros quando se trata de pneus”, diz Marco Maria Tronchetti, diretor de marketing da Pirelli Consumer para a América Latina.

Nem só de eventos ligados aos aficionados da velocidade – como Fórmula 1, Stock Car e Campeonato Brasileiro de Marcas – vive a Pirelli. “A fabricante atua diretamente em temas importantes para a sociedade, tais como a manutenção da estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro”, diz o diretor de marketing da marca.


Posto de gasolina

1º – Ipiranga
2º – BR/Petrobras
3º – Shell

Qual a chance de um raio cair duas vezes no mesmo lugar? A mesma daquela de uma marca criar dois bordões, em sequência, que pegam feito chiclete, como o clássico de 1995 “Ipiranga, apaixonados por carro como todo brasileiro”, e, em 2011, “Pergunta lá no Posto Ipiranga” (ambos da agência Talent Marcel).

“Criamos um caminho próprio de surpreender o consumidor por meio da inovação na proposta de comunicação”, afirma Jeronimo Santos, diretor de varejo da Ipiranga. Propaganda é a alma do negócio? Pergunta lá… você sabe onde.


Produto de higiene

1º – Gillette
2º – O boticário
3º – Dove

“Como não comprar ações da Gillette? Afinal, os homens se barbeiam uma vez ao dia.” A frase, do bilionário Warren Buffett (durante anos o maior acionista da empresa), não dá mais uma ideia precisa do que é a Gillette.

“Não dá para generalizar o nosso público como o cara que faz a barba e gosta de futebol”, diz Juliana Gattaz, gerente de comunicação da marca no Brasil.

Neymar é o seu embaixador global, mas a Gillette tem comunicação nichada. Dá apoio a gamers, seu público de entrada. A linha Prestobarba é sinônimo de baladas. A linha de “comunicação lifestyle” é voltada à depilação corporal de skatistas e nadadores.

“E sempre tem algo rolando no tapete vermelho”, diz, em alusão à associação com franquias cinematográficas como Star Wars e Vingadores. “Também geramos muita conversa orgânica em Instagram, Twitter, Facebook.” Pense nisso sempre que empunhar o Mach3 na frente do espelho.


Relógio

1º – Rolex
2º – TAG Heuer
3º – Technos

Sonho de consumo, a marca Rolex, em sua publicidade, pautou-se historicamente pelo tema da precisão, atributo marcante de seus garotos-propaganda, como os esportistas Roger Federer e Tiger Woods (hum, neste caso, antes de vir à tona sua vida pessoal atribulada). Até o comediante Bob Hope, que estampou anúncios da marca nos anos 60, era uma máquina precisa de piadas.

Por trás do marketing do fabricante do Submariner e Datejust (dois famosos modelos), cada passo é dado com cautela, sob o manto do sigilo. Segundo o portal de informações de tecnologia e negócios Mashable, depois de muita discussão interna a Rolex decidiu, em 2013, finalmente abrir uma página no Facebook.

Mas não adianta salivar, à espera do próximo passo da marca, aqui ou lá fora. Perguntada pela VIP, a assessoria de imprensa informou que “a Rolex não divulga informações sobre suas estratégias locais”. Quem pode, pode.


Restaurante

1º – Outback
2º – McDonald’s
3º – Burger King

Quem nunca enfrentou aquela fila básica na porta de um dos 86 restaurantes do Outback no país e, quando sentou-se à mesa, devorou uma Bloomin’Onion até lamber os beiços, que atire a primeira cebola.

A hortaliça gigante dourada, ícone do restaurante há mais de 20 anos, é um sucesso – só na unidade do Shopping Center Norte, a mais frequentada do mundo, foram consumidas mais de 40 toneladas delas em 2016.

Mas Paula Castellan, diretora de marketing no Brasil, não credita à cebola nem ao chope servido em caneca congelada, “outro hit” (130 mil litros em 2016 na mesma loja), o prêmio Top of Men.

Para ela, a conexão com o público masculino advém de três coisas: “Nossa culinária generosa de sabor único, nosso atendimento descontraído e de excelência e nosso ambiente acolhedor e aconchegante”.


Roupa masculina internacional

1º – Calvin Klein
2º – Lacoste
3º – Tommy Hilfiger

Quando o assunto é moda, homem continua sendo homem, e quer o basicão: calça jeans, t-shirt, uma boa cueca, uma boa camisa, o paletó. Mas com uma pitada selvagem e transgressora – a cara da Calvin Klein.

“A marca sempre buscou ‘o outro lado da rua’. É provocativa desde seu princípio”, diz Fábio Vasconcellos, CEO da subsidiária brasileira, lembrando do polêmico anúncio de 1982, com um homem de cueca com o nome Calvin Klein no elástico (era o atleta olímpico Tom Hintnaus, na lente de Bruce Weber).

Hintnaus hoje é empreiteiro em Honolulu, no Havaí. Infelizmente, está flácido e inchado. Já a marca, claro, segue vigorosa e travessa aos 75 anos, a serem completados em novembro. “A Calvin Klein existe para que os consumidores possam experimentar o mundo como eles não fizeram antes”, diz Vasconcellos.


Roupa masculina nacional

1º – Cavalera
2º – Brooksfield
3º – Colcci

Conhecida pelas roupas descoladas, a Cavalera foi fundada em 1995 por duas figuraças. Uma, o roqueiro Iggor Cavalera (que dá nome à grife), ex-baterista do Sepultura.

O outro, Alberto Hiar, 52 anos, conhecido como “Turco Loco”, que já fez desfiles da marca em lugares inusitados como as margens do poluído Rio Tietê. “A Cavalera cativa o público porque é uma marca de verdade”, diz. O desafio, para ele, é “nunca deixar de acreditar nos pilares moda, música e arte”.


Smartphone e televisão

1º – Samsung
2º – Motorola
3º – iPhone/Apple

1º – Samsung
2º – LG
3º – sony

Duas medalhas diferentes para a marca: smartphone e TV. Em ambas as frentes, a empresa tem como meta a inovação, com alto investimento em tecnologia.

Nossa entrevista com Andrea Mello, diretora de marketing da área de televisores, foi marcada para um, veja só, lançamento: das TVs QLED, com imagens muito mais realistas por causa da tecnologia de pontos quânticos. “A Samsung é uma marca que inova constantemente, e o homem é muito ligado nessas tendências.”

Na área de dispositivos móveis a pegada é a mesma. Quem não conhece o novo design do Galaxy S8 e o S8+ deve ter passado uma temporada em Marte: ele parece quase onipresente. “Um dos destaques é o Display Infinito, que elimina as bordas e permite imersão total com imagens em altíssima resolução”, diz Loredana Sarcinella, diretora de marketing da área.

Ela conta ainda a outra grande aposta: o Samsung Pay, em que o telefone substitui cartões de crédito e débito – basta aproximá-los das máquinas. É, o futuro chegou.


TV por assinatura / Banda larga

1º – NET
2º – Sky
3º – Vivo

O mundo é dos NETs? Diz a Anatel que sim: a empresa segue líder no segmento de TV por assinatura e banda larga no Brasil.

É pedreira atuar num setor que pode sofrer disrupções tecnológicas a qualquer momento? Segundo Marco Dyodi, diretor de marketing, aí é que está a graça. E o desafio.

“Temos a maior programação HD do mercado. Temos o NOW, que oferece mais de 35 mil conteúdos sob demanda. E na banda larga, somos líderes de ultravelocidade”, afirma.