Você sabe que acontece em um camarote no sambódromo?

O espaço tem vida própria: shows particulares, tema, cenografia, comida e bebida, bares... E tudo isso enquanto a escola de samba passa na avenida

 

 

Elis Regina vai este ano ao Carnaval de São Paulo. Ou quase isso. A atriz Andreia Horta, que interpretou com maestria a cantora no filme Elis, é a madrinha do Camarote Bar Brahma, tradicional espaço do sambódromo paulistano. “Todo ano, o camarote gira em torno de um tema. O de 2017 é Adoniran Barbosa”, explica Caire Aoás, diretor do espaço. “A partir desta definição, fazemos a escolha musical, do cardápio, a ambientação. Fizemos este ano uma São Paulo utópica, sob o ponto de vista de Adoniran. A comida é inspirada na servida do Mercadão. E a madrinha é Elis, sua musa inspiradora. Por isso chamamos Andreia.”

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Enquanto as escolas de samba vão passando na avenida, o Camarote Bar Brahma tem vida própria. Quem quiser assistir ao desfile, claro, tem à disposição um setor inteiro do Anhembi, o J, que comporta 1800 pessoas. Mas, dentro do espaço VIP, muita coisa acontece. Há, por exemplo, dois palcos. Num deles, shows com Zeca Pagodinho (na sexta-feira, dia 24 de fevereiro) e Arlindo Cruz (no sábado, 25). O outro será dedicado aos sambistas dos Demônios da Garoa. Dá também para curtir em um dos dois bares construídos para o evento. “Pesquisas descobriram que Adoniran tinha dois bares ideais: um mais sofisticado e outro que ficava na Mooca, o Bar da Carmela”, conta Caire. Para a cenografia, Caire trabalhou com contato direto com um pesquisador da vida do sambista.

Comidas e bebidas são servidas pelo sistema all inclusive. O camarote fez parcerias com marcas como a de sorvetes Häagen-Dazs e carnes Mafrig com cortes Bassi. E você topar com celebridades, selecionadas por promoters. “Tem muita disputa por essas pulseiras VIP”, conta Caire. O Bar Brahma tem três setores: o platinum (que dá direito à área mais exclusiva da avenida), o VIP (com visibilidade da avenida e dos palcos, e onde circulam os convidados VIP) e o corporativo (adquirido por empresas para parceiros ou clientes).

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Caire conta que o espaço no Anhembi existe há 17 anos. “Meu pai que o criou para bem menos de 500 pessoas para divulgar para as pessoas que o Bar Brahma, um tradicional ponto de São Paulo, havia sido reaberto”, diz Caire. O bar, fundado em 1948 e localizado na famosa esquina das avenidas Ipiranga e São João, eternizada por Caetano Veloso, tinha decretado falência em 1999 e, comprado por Alvaro Aoas, foi reaberto em 2001. “Hoje, o Camarote é um evento praticamente independente do Bar Brahma”, diz Caire. “Mas mantemos os mesmos valores e o mesmo DNA.” O local deve receber 5500 pessoas por dia, quase 40% delas de fora da cidade. “Fazemos um receptivo no Expo Center Norte, uma megaestrutura para receber todas as pessoas lá com serviço como customização de camiseta, barbearia, beauty center, jantar, música ao vivo e open bar. Depois, os convidados vão até a porta do camarote com ônibus ou carro executivo.

Números do camarote

17 anos de Anhembi

Mais de 100 mil pessoas já passaram por lá

5500 pessoas por dia de desfile

Mais de 300 mil litros de chope já foram servidos

Este ano, são 6 shows em 3 dias (24 e 25/02 e 03/03, no desfile das campeãs)

R$ 590 a R$ 1990 são os valores dos ingressos