2016: o ano em que velhos artistas voltaram a suas raízes

Stones, Sting e Metallica lançam álbuns novos em que retornam ao que faziam no começo da carreira: blues, rock e metal puro

O ano chega ao fim com uma coincidência curiosa: três medalhões lançam álbuns inéditos em que retornam às suas origens estilísticas. Os Rolling Stones voltam ao blues. Sting faz um álbum predominantemente de rock depois de mais de 30 anos. E o Metallica retoma o metal direto que fazia nos anos 1980.

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Os Rolling Stones existem porque Mick Jagger, Keith Richards e um rapaz chamado Brian Jones adoravam blues lá por 1962 e começaram a tocar juntos. Blue & Lonesome, primeiro álbum de estúdio da banda desde 2005, tem o espírito daqueles tempos. São 12 covers de mestres do blues, como Howlin’ Wolf, Little Walter, Jimmy Reed. E a sonoridade sem polimento é fundamental para a banda e para o gênero.

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Sting parece ter acabado com algum tabu pessoal em relação ao rock que durava desde o fim do trio The Police, em 83. Ele priorizou outros estilos em seus trabalhos nessas três décadas (jazz, world music, R&B e até música clássica), menos rock. Pois a birra acabou e 57th & 9th, um álbum intenso desde a primeira faixa, I Can’t Stop Thinking About You. A morte de grandes artistas nos últimos anos – Lemmy, David Bowie, Prince – inspirou Sting e acordou sua personalidade mais roqueira.

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O Metallica foi quem menos se desviou da rota. Mesmo assim, seu último trabalho de estúdio foi um álbum conceitual de “rock artístico”, em parceria com Lou Reed, em 2011 – Lulu, uma geralmente detestada. Em Hardwired… To Self-Destruct, o grupo retoma o metal ágil e direto que praticou desde a estreia, em 83, até o mítico Black Album, em 91. O andamento acelerado da faixa Hardwired… é digno dos dias em que os músicos tinham 20 e poucos anos. Hoje, todos são cinquentões.