5 dopings surpreendentes: Sharapova, Giba, Anderson Silva…

Maria Sharapova é a nova integrante do clube dos esportistas de primeiro nível a se complicar no exame antidoping. Veja outros casos!

Maria Sharapova

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Número 1 do ranking num total de 21 semanas entre 2005 e 2012, campeã dos quatro torneios do Grand Slam, mulher mais bem paga do esporte mundial por 11 anos seguidos, beleza digna de top model… A tenista russa de 28 anos parecia ter a vida perfeita até 7 de março, quando ela mesma anunciou que seu exame antidoping no Aberto da Austrália deu positivo. Foi detectada em sua urina a presença de meldonium, substância de um medicamento para a circulação sanguínea que passou a ser proibida no esporte desde 1º de janeiro de 2016. Sharapova usava o remédio desde 2006 e assumiu total responsabilidade pelo escorregão. Suspensa das quadras, também perdeu dois patrocinadores e foi afastada do cargo de embaixadora da boa vontade da ONU.

Anderson Silva

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O brasileiro que foi por quase sete anos campeão mundial do UFC proporcionou um choque atrás de outro. Primeiro, perdeu seu título mundial ao ser nocauteado pelo americano Chris Weidman em julho de 2013. Na revanche, em dezembro daquele ano, Anderson fraturou a perna esquerda ao tentar golpear Weidman. Voltou a lutar em janeiro de 2015 e venceu Nick Diaz. A alegria durou pouco: Anderson foi pego por causa de dois tipos de anabolizantes em dois exames antidoping (um feito dias antes, outro no dia da luta). Alegou que tomou um remédio para desempenho sexual dado por um amigo. Não colou. Anderson foi suspenso por um ano. Em fevereiro último, em novo retorno ao octógono, foi derrotado por pontos por Michael Bisping.

Giba

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Um dos mitos do vôlei brasileiro – campeão de uma Olimpíada, três Mundiais, oito Ligas Mundiais e duas Copas do Mundo – teve um momento de infelicidade em 2002, quando jogava pelo time italiano do Ferrara. O exame detectou THC, substância ativa da maconha, e Giba acabou recebendo uma suspensão branda de um mês. Posteriormente, Giba admitiu que fumou a erva numa festa de Natal com amigos, mas diz que vivia um momento difícil em sua vida naquela época. O caso foi superado e Giba voltou a jogar e acumular conquistas na quadra.

Lance Armstrong

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Talvez o maior vencedor de qualquer esporte a ser flagrado por doping. O ciclista americano, campeão do Tour de France por sete vezes, era tido como exemplo de esportista e de ser humano – principalmente após derrotar um câncer nos testículos em 1996. Tudo ruiu em 2012, um ano após sua aposentadoria. Uma longa e sigilosa investigação da entidade antidoping dos Estados Unidos revelou que Armstrong usou por muitos anos drogas que auxiliam o desempenho. Unidas, as várias entidades do ciclismo internacional cassaram todos os seus títulos desde 1998, incluindo as vitórias do Tour de France e uma medalha de bronze olímpica em 2000. Armstrong tentou negar inicialmente, mas acabou admitindo ao menos “alguns” escorregões éticos em 2013, em entrevista à apresentadora Oprah Winfrey.

Daiane dos Santos

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A melhor ginasta do Brasil, campeã mundial em 2003, teve problemas por tomar furosemida, um diurético para perder peso que é proibido no esporte. Um exame feito em julho de 2009 acusou a presença da substância. Em outubro daquele ano, Daiane recebeu uma suspensão de cinco meses, embora corresse o risco de ficar até dois anos sem competir. A ginasta cumpriu a pena, voltou aos trabalhos e competiu pelo país na Olimpíada de Londres em 2012, aposentando-se em seguida por causa das contusões recorrentes.