7 documentários bons de bola que você precisa assistir antes da Copa

Selecionamos produções que são legais tanto pelas cenas de jogo como pelos bastidores revelados

pele

 (Luiz Maximiano/VIP)

O documentário Ronaldo (2015), sobre o atacante português Cristiano Ronaldo, foi a última produção nesse segmento que teve uma divulgação digna de um verdadeiro blockbuster.

O filme é competente, só que o resultado é chapa-branca. Por isso, indicamos outras obras mais legais sobre futebol.

 

O Mundo a Seus Pés (2006)

Pelé no New York Cosmos nos anos 1970 Pele, jogador do Cosmos.

Pele, jogador do Cosmos. (Cosmos/Divulgação)

Pelé é um dos personagens principais desta ótima produção americana sobre a ascensão e a queda do New York Cosmos na década de 1970.

Um time cheio de astros que também badalava muito na era da disco music. Há ainda um vilão de primeira: o centroavante italiano Giorgio Chinaglia (que morreu em 2012) se comporta como um personagem mafioso do seriado A Família Soprano.

Odiado pelos ex-colegas, ele não faz o menor esforço de parecer bonzinho em cena.

 

Real Madrid – O Filme (2005)

Luxemburgo, astro involuntário do filme do Real

Luxemburgo, astro involuntário do filme do Real (/)

Apesar de ser uma obra autorizada, tem cenas espontâneas que valem a pena.

Filmado na era dos primeiros “galácticos” (Ronaldo Fenômeno, Roberto Carlos, Zidane, Beckham, Figo), tem como astro involuntário o técnico Vanderlei Luxemburgo, que ficou só 11 meses no Real Madrid.

Luxa fala um portunhol constrangedor em reuniões com dirigentes e nas preleções. E chama o inglês Beckham de “Becker”, tentando orientá-lo numa bizarra mistura de línguas: “O midfield deles é very strong“.

 

Maracanã (2014)

A final de 1950: o Brasil fracassa e o Uruguai comemora

A final de 1950: o Brasil fracassa e o Uruguai comemora (/)

Sensacional documentário uruguaio sobre a conquista “impossível” da Copa do Mundo de 1950 diante do Brasil no Maracanã.

Além de dar todo o contexto do que aconteceu no torneio (o favoritismo brasileiro, a superação do Uruguai), conseguiu cenas de arquivo das partidas daquele Mundial que aparentemente ninguém mais tinha em nosso país. Ficou disponível por alguns meses no Netflix e foi retirado.

Espera-se que seja colocado de volta.

 

Garrincha, Alegria do Povo (1963)

Garrincha (à esq.) com Pelé e Djalma Santos na festa do primeiro título mundial do Brasil em 1958

Garrincha (à esq.) com Pelé e Djalma Santos na festa do primeiro título mundial do Brasil em 1958 (/)

Basicamente, quase todos os lances que são reprisados zilhões de vezes pela TV quando se fala de Garrincha saíram deste filme, realizado logo após a conquista da Copa de 1962 pelo Brasil.

Mas o mais legal é mostrar o craque das pernas tortas fora dos gramados, jogando pelada com seus amigos de infância de sua terra natal Pau Grande, cuidando de seus pássaros…

E nos poupa da melancólica decadência alcoólatra de Garrincha, que o mataria 20 anos depois de o filme ser lançado.

 

A Outra Final (2003)

Ronaldo comemorando gol no jogo entre Brasil e Alemanha na final da Copa do Mundo de 2002. Enquanto Ronaldo garantia o penta, Butão e Montserrat faziam um “jogaço”

Enquanto Ronaldo garantia o penta, Butão e Montserrat faziam um “jogaço” (/)

Uma ideia bem diferente: promover uma partida entre as duas piores seleções do ranking da Fifa — Butão e Montserrat — realizada no mesmo dia da final da Copa do Mundo de 2002 entre Brasil e Alemanha.

O diretor e produtor Johan Kramer fez isso para compensar a frustração de não ver sua Holanda disputando o Mundial no Japão e na Coreia do Sul.

 

Pelé Eterno (2004)

O moleque Pelé com o chefe da delegação brasileira em duas Copas, Paulo Machado de Carvalho

O moleque Pelé com o chefe da delegação brasileira em duas Copas, Paulo Machado de Carvalho (/)

Há duas formas de encarar este documentário.

Como filme, é terrível, com depoimentos que soam forçados e toneladas de confete desnecessário para o homem que todos sabem que é o rei do futebol.

Mas, como coletânea de gols de Pelé, é uma obra-prima. Ou melhor, os gols dele é que são obras-primas. Apenas por ser a maior e mais completa reunião dos lances espetaculares dele, merece ser visto. Basta dispensar o resto.

 

Os Rebeldes do Futebol (2012)

Doutor Sócrates, nosso rebelde internacional

Doutor Sócrates, nosso rebelde internacional (/)

Filme para TV coproduzido pelo intempestivo ex-craque francês Eric Cantona, é uma homenagem aos jogadores com atitude e personalidade que se recusaram a ser vaquinhas de presépio.

Cantona presta tributo a Sócrates, Didier Drogba e, principalmente, ao chileno Carlos Caszely, que peitou a sanguinária ditadura de Augusto Pinochet em seu país antes da Copa de 1974, mesmo sob risco de retaliações contra ele e sua família.

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*Matéria publicada na edição 370 da VIP (janeiro de 2016) 


(Créditos das fotos: Divulgação; Rodolpho Machado; Alexandre Battibugli;  Ricardo Correa; José Pinto)

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