Atriz Mariana Nunes, de “Carcereiros”, luta por igualdade racial na TV

Estrela da série da TV Globo fala do sucesso em produções dentro e fora do Brasil e da importância da diversidade, principalmente técnica, para a categoria

Mariana Nunes

 (Diego Bressani/Reprodução)

Fique de olho nesta mulher.

A atriz Mariana Nunes, aos 37, está no auge de uma carreira impecável, repleta de personagens fortes.

As mais recentes estão em uma coprodução argentino-brasileira, o filme Zama, e na segunda temporada de Carcereiros, série inspirada no livro de Drauzio Varella, no ar na Globo.

Na série, exibida no horário das 22h30, ela vive Janaína, professora e mãe financeiramente independente do marido Adriano (Rodrigo Lombardi).

“O diretor José Eduardo Belmonte trabalha muito com o que ator tem de mais genuíno a oferecer. Consegue aproveitar isso no seu personagem”, diz.

A imagem bem resolvida na produção, no entanto, é uma exceção.

Segundo ela, a maioria dos personagens negros retrata mulheres sofridas, bandidos e figuras pobres.

“E faltam mulheres e homens negros dirigindo, essa diversidade na parte técnica. Às vezes o mercado insere uma pessoa ali, solitária, para se mostrar politicamente correto. Claro, eu estar na tela significa muito.”

Já em Zama, longa da argentina Lucrecia Martel que estreou no fim de março no Brasil, ela é Malemba, uma escrava muda, manca, fugida – e de muita resiliência em uma antiga Buenos Aires colonial.

“Ela tem coragem de encarar seu patrão, o inimigo, olhando nos olhos. Em casos de filmes de época, negros são vistos sempre olhando para baixo. Malemba não”, conta a atriz, que também participa da polêmica série da Netflix O Mecanismo, de José Padilha.

Mariana, sem dúvida, está em todas.

E faz isso com a autoridade de quem figura entre os grandes nomes da atuação no momento.

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