Como se safar de um roubo de mais de R$ 100 milhões

O mentor do assalto a banco mais curioso da história confessou seu "crime perfeito" em um livro. Veja detalhes da operação

 (La Casa de Papel/Netflix)

Aos 74 anos, Jacques Cassandri leva no currículo a participação em um dos maiores roubos a banco da história.

O francês, considerado o “cabeça” do crime ocorrido em 1976 em Nice, na França, comandou a empreitada milionária e chegou aos cofres do Societé Générale de forma inusitada: por um túnel feito dentro da rede de esgoto.

Ainda que seja uma mistura de Onze Homens e Um Segredo (2001) ao estilo de desenho animado, a façanha de Jacques e seus capangas não tem nada de ficção.

Além de chocar as autoridades pelos quase 104 milhões de reais furtados, a execução impecável deu um tom folclórico ao caso, já que nenhum mísero centavo foi recuperado.

A fama é de “crime perfeito” por conta do sumiço da grana e por quase todos os membros da gangue se safarem da prisão.

Jacques Cassandri, mentor do crime  (Youtube/Reprodução)

O único deles a ser julgado foi Alberto Spaggiari, que dividia as estratégias com Jacques.

Mesmo condenado à prisão perpétua um ano após o roubo, Spaggiari conseguiu fugir da justiça literalmente pulando a janela no momento da sentença. Morreu dez anos depois, sem nem sentir o cheiro das barras de ferro.

Crime publicado

Enquanto os integrantes do mega-assalto permanecem no anonimato, Jacques Cassandri resolveu ir além.

Já tido como carta marcada pela polícia francesa por envolvimento com a máfia local, o “Aposentado”, como se intitula, publicou um livro em 2010 com detalhes do crime.

Usando um pseudônimo, a mente criminosa — e aparentemente despreocupada — relatou peculiaridades sobre o dia do furto, o que chamou a atenção da polícia.

A audácia da trupe de assaltantes foi tão única que, após confiscarem os montes de dinheiro da sede bancaria, resolveram deixar, por exemplo, uma mensagem no local: “Sem armas, sem ódio, sem violência”.

Um policial puxa um tanque de acetileno dos esgotos perto do banco dias depois do assalto.  (Twitter/Reprodução)

Após investigações em seu computador pessoal, encontraram nada menos que o manuscrito que serviu de base ao livro.

Achando que sua sentença prescreveria (ou perderia a validade) por conta do longo tempo, o chefe do assalto resolveu assumir sua participação.

Só não contava que isso não valia para crimes de lavagem de dinheiro, a única solução dada pela Justiça para enfim “pegarem” o criminoso confesso.

Agora, Jaques, visivelmente cansado de se esconder de seu “papel importante”, espera novidades sobre os próximos passos de uma suposta pena.

Mas ele tem uma certeza: seu personagem será a estrela quando o caso virar filme.

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