É 1967 outra vez: álbuns para relembrar o melhor ano do pop

O dito “melhor ano do pop” deverá dominar o cenário musical com muitas celebrações de 50 anos

E 1967 já começou! Sim, nós todos sabemos muito bem que entramos em 2017. Só que teremos pela frente muitos cinquentenários de obras daquele grande candidato ao título de “melhor ano da música pop”. Tantas comemorações e relançamentos em edições especiais podem dar a sensação de que realmente voltamos 50 anos no tempo. Três bandas já deram a largada nessa nostalgia: The Doors, Pink Floyd e Grateful Dead.

A estreia oficial dos Doors completa 50 anos neste mês. Para comemorar, foi lançada London Fog 1966, caixa com shows da banda de Jim Morrison num clube de Los Angeles, meses antes da gravação do primeiro álbum, que saiu em janeiro de 1967.

O Pink Floyd também lançou seus primeiros trabalhos em 1967 e nem quis esperar. Já soltou uma caixa de sete volumes (com CDs, DVDs, Blu-rays e vinil) com toda a fase inicial de sua carreira. The Early Years: 1965-1972 inclui gravações amadoras feitas dois anos antes da estreia, faixas remasterizadas e shows completos. Uma coletânea bem mais econômica chamada The Early Years: Cre/ation, com apenas dois CDs, saiu simultaneamente.

E o Grateful Dead, possivelmente a banda mais hippie de todos os tempos, reedita em janeiro seu álbum homônimo em versão de luxo. Um dos marcos do som “paz e amor (e LSD)” de São Francisco que viveu seu auge naquele ano – outro viria em fevereiro: o LP Surrealistic Pillow, do grupo Jefferson Airplane.

É apenas a primeira leva. De todos os cinquentenários restantes, há os que realmente merecem as celebrações, enquanto outros nem foram tão importantes assim. Numa rápida triagem, separamos o fundamental de 1967 do que será festejado um pouquinho além da conta:

‘67 fundamental

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Aretha Franklin

Após alguns anos tímidos e sem estilo definido, a cantora desabrochou como uma gigante do soul em março de 1967 com a música Respect e o álbum I Never Loved a Man the Way I Love You. O que Aretha fez nessas gravações influencia cantoras de R&B até hoje.

Velvet Underground

Com sons estranhos e letras literárias, a banda de Lou Reed surgiu em março de 1967 com Velvet Underground & Nico, cuja capa tinha uma banana desenhada por Andy Warhol. O álbum praticamente inventou o rock alternativo. John Cale, cofundador do grupo, promete recriar o LP com convidados num show em Liverpool, em 26 de maio.

Frank Sinatra e Tom Jobim

Cercados de rock por todos os lados, o maior cantor americano e o grande compositor da bossa nova brasileira se uniram num disco espetacular e cheio de classe, Francis Albert Sinatra & Antônio Carlos Jobim, que também foi para as lojas em março.

Jimi Hendrix

A revolução da guitarra promovida por ele em 1967 ainda é sentida, graças a dois LPs (Are You Experienced? e Axis: Bold As Love) e shows pirotécnicos.

Festival de Monterey

Você vai a festivais de rock? De certa forma, todos são herdeiros do primeiríssimo grande evento pop, realizado na Califórnia em três dias de junho de 1967. Um fenômeno que virou filme e ajudou a transformar em mitos internacionais o já citado Hendrix, a cantora Janis Joplin, o cantor Otis Redding e a banda The Who, com seu quebra-quebra de instrumentos.

Sgt. Pepper

O LP dos Beatles é um dos maiores símbolos não só daquele ano, mas de toda a década de 60. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band deu a noção de que quase tudo era possível no rock – guitarras, orquestras, cítaras, clarinete…

Festival da Record

O documentário Uma Noite em 67 praticamente esgotou o assunto em 2010. Mas o 3º Festival da Música Popular Brasileira, realizado pela TV Record, merece seu lugar na história. Revelou Caetano Veloso, Gilberto Gil e os Mutantes, teve Chico Buarque com Roda Viva e até Roberto Carlos cantando um sambinha.

Leonard Cohen

Muitos choraram a morte do cantor e poeta em novembro passado. Isso se deve bastante ao seu début Songs of Leonard Cohen, que saiu em dezembro de 1967.

‘67 trivial

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David Bowie

O primeiro álbum do cantor foi um trabalho meio bobinho que nada tem a ver com a obra posterior que o transformou em ícone.

Bee Gees

A estreia internacional dos irmãos Gibb era pop adocicado, muito distante dos clássicos da era disco que eles fariam dez anos depois.

Rolling Stones

O psicodélico Their Satanic Majesties Request tinha bagunça, arranjos pobres e até o ronco de um dorminhoco. Hoje, os Stones rejeitam o LP.

A seguir, nossa playlist com o melhor de 1967: