Lollapalooza 2017: os melhores momentos do primeiro dia

Em um português bem claro, este primeiro dia pode ser resumido em muita dança e rodas-punk

Metallica

Em um show dividido entre clássicos e músicas novas, fica difícil não agradar a todos. Em determinado momento, James Hetfield (frontman da banda) pediu para que “aqueles que estivessem vendo o primeiro show do Metallica” levantassem a mão – e vimos que metade do público estava curtindo a apresentação da banda pela primeira vez.

Infelizmente, ao colocar duas ou três canções novas que nem fizeram tanto sucesso, em um show de festival TÃO esperado, a satisfação não foi de 100%: afinal, a segunda metade foi mais eletrizante e bem recebida.

Os (d)efeitos especiais não compensaram a falta de pirotecnia ao longo do show. Em paralelo ao palco Skol tivemos o eletrônico Perry’s, e foi possível perceber facilmente que os investimentos no Lolla com jatos de ar, chamas em direção ao público e, principalmente, fogos de artifício, foram utilizados só do lado de lá do autódromo.

Poderia ser melhor em diversos aspectos, mas temos que nos render ao fato de que Metallica ainda é um dos maiores ícones da história do rock. E uma apresentação deles, fechando o primeiro dia de Lolla, deve ser tratada como tal.

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The xx

Outra banda que veio ao festival de álbum novo, The xx conseguiu mostrar versões extremamente fiéis às originais, levando todo o público a loucura.

A atmosfera criada com as luzes e a intensidade da guitarra quase isolada resumem bem um lado do grupo  – com a música “Performance”. O oposto, mais dançante e agitado, foi bem carregado ao tocarem “Dangerous” (e algumas das canções dos dois primeiros discos).

O trio mais surpreendente – e musicalmente impressionante – da história do Lollapalooza.

Rancid

O punk que inspirou muitas bandas nacionais (e internacionais) não poderia ser melhor.

Rancid provou que a essência, carisma e fidelidade aos sucessos dos anos 1990 poderia, sim, resultar em algo bom. O telão com, basicamente, uma única imagem pode ser a forma mais fácil de explicar isso.

Poucas rodas de mosh (ou “bate cabeça”) aqueceram o anoitecer congelante e resultaram em um show que fez o público do Lolla pular mais do que em muitas das apresentações de eletrônica.

The 1975

Guitarras bem ritmadas, efeitos de sintetizador com a cara dos anos 1980 e batidas que pediam palmas bem acompanhadas pelo público são um bom resumo do show de The 1975.

Começar com “Love Me” (particularmente, a mais bem composta canção da banda) é sinônimo de trazer o público que nunca ouviu falar da banda para perto do palco.

Ficar sem dançar era um verdadeiro desafio – até para os fãs de Metallica que pegaram o show “por tabela”.

Cage the Elephant

Se você não contar quase todas as apresentações do dia de ontem no palco Perry, o prêmio de “show mais cantado” deste Lolla vai para o Cage, a banda perfeita para começar a tarde.

Sem economizar na carga de hits e respeitando a boa tradição do festival ao colocar uma banda “com a cara do Lolla”, Cage é aquela banda que todo mundo conhece. Ano passado, por exemplo, tivemos a agitada Twenty One Pilots, e há uns anos atrás a própria Cage the Elephant teve esta oportunidade.

Por outro lado, é fácil imaginar este exato show antecedendo uma grande banda, mais para o fim da noite – agora, tomando como referência o The Hives, que “aqueceu” para o Pearl Jam na edição de 2013.