O top 10 do cinema em 2016 pela redação da VIP

A redação da VIP aproveitou o clima de final de ano para fazer nosso Top 10 FILMES

Com apenas alguns dias para o final de 2016, resolvemos fazer algumas de nossas tarefas preferidas: listas! E para começar a temporada de rankings, a escolha da redação da VIP dos melhores filmes de 2016. Em tempo: levamos em consideração apenas filmes lançados no Brasil no ano, incluindo longas que participaram do último Oscar e deixando de fora alguns que já saíram esse ano no exterior, mas que só chegarão por aqui em 2017.

A Chegada

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E foi só no final de 2016 que assistimos o melhor filme do ano. As comparações com 2001: Uma Odisséia no Espaço podem até ter sido exageradas, mas o filme cumpre com as expectativas. Seguindo a linha de filmes sci-fi que preferem usar o suspense ao choque, ele traz uma trama simples mas envolvente, com Amy Adams no papel da tradutora Louise Banks, responsável por desvendar a língua de alienígenas que chegaram repentinamente por toda a terra. Ao tratar sobre a comunicação entre a personagem e os aliens, o filme também trata de questões próprias do ser humano, e de como a falta de diálogo pode afetar a humanidade.

Spotlight

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Vencedor do Oscar de melhor filme deste ano, Spotlight é um filme clássico – no melhor sentido da palavra. O roteiro do filme é simples e sem firulas, se focando apenas na investigação de um grupo de jornalistas do Boston Globe sobre denúncias de estupro na igreja católica. Por ser um filme baseado nos diálogos, a escolha de elenco teve que ser certeira, trazendo para os papeis principais Mark Ruffalo, Michael Keaton e Rachel McAdams, que parecem ter entendido seus papeis no filme e entregaram atuações contidas, mas extremamente eficientes. Ponto para o diretor Tom McCarthy que acertou no clima do longa, seu grande trunfo.

Ave, César!

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Poucas pessoas fazem humor como os irmãos Coen, e em Ave, César! a dupla de diretores faz seu melhor filme desde Queime Depois de Ler (2008). O filme é um grande tributo a velha Hollywood e todos seus arquétipos e figuras. Há o galã pouco inteligente, a atriz cansada de fazer papeis idiotas, o ator canastrão, o núcleo dos roteiristas comunistas e o produtor viciado em trabalho. Está tudo lá, junto e misturado da maneira que só os irmãos Coen conseguem. Detalhes para os diálogos, que não poupam ninguém e que escondem o senso de humor diferenciado da dupla.

Aquarius

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Sônia Braga, que mulher. A atriz domina todos os 142 minutos de Aquarius e, do alto de seus 66 anos, entrega uma das melhores atuações de sua carreira. Clara (Braga) é uma viúva aposentada que mora no mesmo apartamento que viveu sua tia. A grande ligação afetiva com o imóvel é abalada após uma construtora decidir comprar o local para subir outro empreendimento – mais novo, moderno e megalomaníaco. É nesse momento que a problemática do filme se inicia, colocando em questão a memória e o avanço do mercado imobiliário nas grandes cidades. Um grande filme, dos melhores que o Brasil produziu nos últimos anos.

A Grande Aposta

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O diretor Adam McKay (O Âncora, Quase Irmãos)  foi inteligente: ao fazer seu primeiro filme sério – entenda-se sua primeira não comédia – ele usou da expertise acumulada no gênero para transformar um tema como a crise imobiliária de 2008 em algo palatável. A Grande Aposta é um filme com muito conteúdo e informação, muitas delas difíceis de serem compreendidas pelo grande público. Mas com sua pegada leve e ótima escolha de elenco (Steve Carrell, Christian Bale e Ryan Gosling) contou de maneira clara como alguns grupos de economistas previram a crise e tiraram proveito dela.

O Regresso

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E em 2016 finalmente foi o ano de Leonardo DiCaprio. Com um papel visceral o ator garantiu o tão sonhado Oscar. E o filme também não fez feio, com Alejandro Iñárritu fazendo pelo segundo ano consecutivo um grande filme, que traz a história real de Hugh Glass, que sobreviveu sozinho na tundra gelada americana para realizar uma vingança. E o que dizer do diretor de fotografia Emmanuel Lubezki, o Chivu? O mexicano emplacou seu terceiro Oscar de fotografia consecutivo com seu melhor trabalho: com nada mais do que a luz natural, o fotógrafo criou um dos filmes mais bonitos da década em uma paisagem que não favorecia. O famoso menos é mais.

Creed

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Os antigos Rocky que me desculpem, mas esse é o melhor filme da série. Ryan Coogler havia dirigido apenas o clássico cult Fruitville Station quando resolveu fazer Creed. Não teve medo e criou um grande filme de boxe, com algumas sequências icônicas como a luta gravada em apenas um plano. Ele também “transformou” Sylvester Stallone, que saiu do papel principal e se tornou mentor de Adonis Johnson, filho de seu antigo rival Creed, e que agora é seu protegido. O lendário ator de ação teve uma das melhores atuações de sua carreira, e perdeu o Oscar de melhor ator coadjuvante injustamente

Deadpool

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Algumas apostas dão certo. Deadpool foi além disso. Ele não só foi o melhor filme de super-herói do ano, como ganhou indicações ao Globo de Ouro, e não foi para menos. Da leva dos filmes adaptados de quadrinhos, Deadpool foi o único que não se levou a sério, o que acabou sendo seu grande trunfo. Debochado, engraçado e até infantil algumas vezes, o filme conseguiu adaptar perfeitamente o personagem das HQ’s. Uma lição para os próximos mil filmes de super heróis que estão por vir em 2017.

Rua Cloverfield, 10

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A pior (ou a melhor, dependendo do referencial) situação cinematográfica que você pode ter é, logo de cara, não compreender a história de um filme. E é exatamente isso que ocorre em “Rua Cloverfield, 10”: você é “forçado” a aprender o cenário e o contexto da narrativa junto da protagonista (Mary Elizabeth Winstead). A atmosfera misteriosa destoa do primeiro filme, que buscou um estilo mais “found footage” — com a câmera chacoalhando por todo o lado, no maior estilo “As Bruxas de Blair” — ao decorrer da história, e este é o principal ponto positivo. Assista sem medo de ser surpreendido por uma das várias reviravoltas ao longo dos 1h40min de filme.

Procurando Dory

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Difícil a Pixar errar, e com Procurando Dory não foi diferente. Sequência de Procurando Nemo (2003) o filme se foca na personagem Dory, que sofre com problemas de memória e se perde de seus pais. A trama não inventa muito e traz basicamente a premissa do original: a criança que se perde de seus pais e a aventura para reencontra-los. A questão é que com Dory a falta de memória gera situações hilárias, e com ajuda de novos e carismáticos personagens – destaque para o polvo Hank – o filme é mais um desses clássicos instantâneos da Pixar.