Quem são os nosso ícones na telinha

Temos símbolos de estilo como os de Hollywood? Temos, só que eles vêm da TV. Afinal, por que Paul Newman pode ser cult e Tarcísio Meira não?

Hollywood sabe preservar e sempre reverenciar seus ícones masculinos: Humphrey Bogart, Paul Newman, Marlon Brando, Sean Connery, Steve McQueen, George Clooney… Todos são referência na maior parte do mundo, inclusive aqui no Brasil.

Claro que não há razão para negar que esses astros do cinema são dignos de admiração. Mas seria legal se tivéssemos nossos símbolos masculinos do entretenimento.

Ou melhor: temos! Só que eles firmaram sua imagem na TV (embora tenham feito filmes também), em novelas, minisséries e programas. Selecionamos alguns nomes, antigos e atuais, e seus principais momentos de estilo.

Tarcísio Meira

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(DEDOC/Reprodução)

Sinônimo de “galã de telenovela” desde os anos 60, ele já foi garimpeiro, motoqueiro, fazendeiro…

Quase sempre o mocinho, seu auge de estilo foi como o inescrupuloso empresário Renato Villar, de Roda de Fogo (1986). Não perdia a linha nem nas cenas em que era acometido por terríveis dores de cabeça causadas por um tumor.


Fábio Júnior

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(DEDOC/Reprodução)

Ele fez várias novelas antes de optar apenas pela carreira de cantor. A maioria de seus personagens se vestia mais casualmente, mas Fábio foi muito bem com um figurino dos anos 20 em Cabocla, de 1979.

Engomadinho, encantou na vida real a atriz que fazia seu par na novela: ele e Gloria Pires se casaram na mesma época.


Tony Tornado

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Seu primeiro impacto na TV foi como cantor no Festival Internacional da Canção de 1970, na Globo. Cantou BR-3 com um visual imponente.

Era um gigante de quase 2 metros de altura com cabelo black power, camiseta sob paletó e botas até o joelho – e, para completar, dançava como James Brown, o rei do soul.


Wagner Moura

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Há quem o prefira com a farda do Capitão Nascimento no filme Tropa de Elite. Ou com as camisas de gosto questionável que usou como Pablo Escobar no seriado Narcos.

Em questão de estilo, Wagner deixou sua marca no primeiro sucesso que teve na TV – o perverso Olavo de Paraíso Tropical, em 2007. Vilão, sim. Mas com presença.


José Wilker

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Era elegante e sóbrio em novelas e também quando comentava o Oscar na Globo.

Momento ímpar: o último capítulo de Roque Santeiro, cuja cena final imita a do filme Casablanca, em 1985. Wilker torna-se um Humphrey Bogart com chapéu e capa de chuva – apesar de a novela se passar no Nordeste brasileiro…


Alexandre Nero

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Sempre de preto, cabelo estrategicamente desarrumado e grisalho, cavanhaque hipster. Esse visual do Comendador, o protagonista de Império entre 2014 e 2015, consagrou Nero no primeiro time da TV brasileira.

Ah, sim: saber atuar muito bem ajudou bastante nisso.