Quais filmes fizeram de Spielberg “O” diretor de Hollywood

Em época de lançamento de novo filme, sempre bom relembrar por que ficamos animados quando vemos o nome "Spielberg" associado a algum longa

 (Kevin Winter/Getty Images)

Spielberg é o maior diretor vivo — tiramos Clint Eastwood da lista por ser também ator e não estar mais na ativa — quer você goste dele ou não.

O diretor bebeu na fonte do cinema clássico de John Ford e Billy Wilder para criar uma linguagem moderna daquilo que vemos nas telonas desde a primeira metade do século XX.

Ele consegue contar com a mesma destreza histórias fantásticas, com crianças e certa inocência, quanto episódios históricos carregados de drama e sofrimento pessoal, tudo sem cair em dramalhões que tirariam a data de validade de seus filmes.

Talvez o grande trunfo de Spielberg seja esse, o de ser atemporal. Não há quem não se emocione até hoje com E.T (sim, todos sabemos que ele não morre), ou quem não se apavore com o (tosco) Tubarão do filme homônimo.

 (Pascal Le Segretain/Getty Images)

E em época de lançamento de seu novo filme, The Post – A Guerra Secreta, que narra a história dos documentos vazados da defesa americana que provocaram o fim da Guerra do Vietnã e ainda traz um elenco com Meryl Streep e Tom Hanks, sempre bom relembrar porque ficamos animados quando vemos o nome “Spielberg” associado a algum longa.


Encurralado (1971)

Spielberg aprendeu a fazer filmes em casa com uma câmera super-8 e, aos 23 anos, começou a carreira para valer dirigindo episódios de séries de TV.

Seu primeiro longa-metragem profissional foi este filme, feito para a TV americana (algo que não dava prestígio na época). Mas a enigmática história do homem perseguido por um caminhão sem razão aparente era tão boa que foi exibida nos cinemas na Europa.

Ganhou altos elogios dos ranzinzas críticos-cabeça da França. E ainda é um filme interessante.


Louca Escapada (1974)

 (Divulgação/Reprodução)

Outra trama que envolve carros e perseguições. Um ex-presidiário e sua mulher em busca do filho que lhes foi tirado sequestram um policial e viram alvo de uma perseguição cada vez mais tensa até o desfecho.

Curiosamente, Spielberg queria um final diferente, mas os produtores preferiram o que ficou. Não, nós não vamos contar aqui qual é.


Tubarão (1975)

Perto dos 30 anos, Spielberg queria realizar o grande filme “sério” que tinha na cabeça, que seria Contatos Imediatos do Terceiro Grau (realizado só em 1977).

Como não conseguia apoio, aceitou adaptar um livro sobre um tubarão assassino. Tubarão foi o marco zero da era dos blockbusters e ocupou por dois anos o posto de filme de maior bilheteria da história.

No Brasil, ainda é segundo filme mais visto nos cinemas, com 13 milhões de espectadores – perde para Titanic (17 milhões) e supera Tropa de Elite 2 (11 milhões).


1941 (1979)

Uma comédia caótica que se passa em Los Angeles no dia do ataque japonês que provocou a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.

Foi mal de público e de crítica. Realmente, humor não é a praia do Spielberg. Mas há momentos bons, como os do alucinado comediante John Belushi no papel de um igualmente alucinado aviador.


E.T. (1982)

 (Divulgação/Reprodução)

O segundo fenômeno cultural de Spielberg, sete anos depois de Tubarão.

O alienígena de expressões e emoções humanas (os efeitos especiais dos filmes do diretor ficavam cada vez mais caprichados, impressionantes e convincentes) foi o protagonista de um clássico cheio de cenas memoráveis – desde o dedo que acende do E.T. até a bicicleta que levanta voo diante de uma lua cheia durante a fuga dos garotos que o protegem.

Hoje, com valores de 1982 corrigidos pela inflação, teria a quarta maior bilheteria de todos os tempos.


Além da Eternidade (1989)

Este filme mais discreto de Spielberg tem uma história que mistura romance e espiritualidade – um irmão mais velho (e com menos sucesso) de Ghost. Foi o último filme da lendária atriz Audrey Hepburn.


Jurassic Park (1993) 

 (Divulgação/Reprodução)

Em números absolutos, sem corrigir a inflação, o primeiro Jurassic Park foi o filme de Spielberg com a maior arrecadação na época em que foi lançado: superou 1 bilhão de dólares no mundo inteiro em 1993.

E os efeitos especiais que deram vida na tela aos animais pré-históricos que só conhecemos através de ilustrações apenas comprovou o domínio total do diretor em suas produções mais bombásticas.


As Aventuras de Tintim (2011)

 (Divulgação/Reprodução)

Speilberg não foi indicado ao Oscar por esse filme, muito menos ele entrou na lista das maiores bilheterias de todos os tempos, mas a adaptação dos clássicos quadrinhos do belga Hergé tem seu grande trunfo na parte técnica.

Foi o primeiro filme do diretor a usar a tecnologia de captação de movimento para criar uma animação com atores de verdade, mantendo os traços clássicos do quadrinhos com atuações de atores como Daniel Craig, Simon Pegg e Andy Serkis — que acabou se especializando na técnica.


Lincoln (2012)

 (Fox/Divulgação)

Conhecido por fazer filmes “família”, Lincoln foi talvez um dos projetos mais sérios do diretor, que contou com atuação magistral de Daniel Day-Lewis ( que lhe rendeu um Oscar de melhor ator).

O longa mostrou uma faceta sóbria do diretor, vista pela última vez em Amistad, de 1997.