Quatro lições de diplomacia de Planeta dos Macacos: O Confronto

O blockbuster mais tenso e político da temporada também pode te ajudar a compreender melhor os conflitos recentes do mundo real

planeta dos macacos

Estreou no Brasil, na última quarta-feira (23/7), o filme Planeta dos Macacos: O Confronto. Trata-se da sequência de Planeta dos Macacos: A Origem, de 2011, que trazia James Franco como protagonista e retratava a criação de macacos superinteligentes depois de um ~acidente de laboratório~. Muito mais tenso que o antecessor, o novo capítulo da saga dos símios carrega ensinamentos valiosos que podem ser aplicados ao mundo real. VIP separou as quatro maiores lições diplomáticas que podemos tirar de Planeta dos Macacos: O Confronto.

Olha só:

1) Se tiver que escolher entre James Franco e um macaco inteligente para confiar o destino do mundo, aposte no macaco. Em Planeta dos Macacos: O Confronto, mais da metade da população mundial foi dizimada pelo vírus símio que começou a se espalhar no final de Planeta dos Macacos: A Origem.

Tudo culpa do James Franco, que ajudou a criar o vírus no filme anterior. Obrigado, James Franco! No novo filme, todo o elenco humano é substituído e o coadjuvante do anterior, o macaco César (Andy Serkis), é promovido a protagonista. Agora sim, estamos em mãos mais sensatas.

2) Sempre evite armas de fogo. Desde O Cavaleiro das Trevas Ressurge Hollywood não produz um filme tão anti-bélico como o novo Planeta dos Macacos. O estopim para o início do conflito no filme acontece justamente quando um humano dispara um tiro contra um macaco sem ser ameaçado, num equivalente bem tenso do proverbial “atire primeiro e pergunte depois”. E o filme segue nessa batida: toda vez que uma arma de fogo se intromete no meio de um diálogo, um efeito dominó de tragédias é disparado.

dawn-of-the-planet-of-the-apes-07#SemViolência: armas de fogo são sempre treta

3) Há boas e más intenções nos dois lados de qualquer disputa. Estude bem ambas. Há vilões e mocinhos tanto no time dos macacos quanto no dos humanos. No filme, os humanos precisam ter acesso a uma represa para reativar energia elétrica. Só que a represa está em território símio, de acesso difícil depois que o humano fez a burrada descrita no item anterior.

Tem início uma negociação tensa, mas que sempre começa na base do diálogo: César libera a entrada de humanos, liderados por Malcolm (Jason Clarke), em território símio, com a condição de que deixem as armas para trás, façam o que têm que fazer na represa e retornem para sua área. Em contrapartida, ele promete que nenhum símio vai interferir na recém descoberta vizinhança humana.

César e Malcolm são líderes bem intencionados. Entre os grupos que representam, há sempre vozes discordantes difíceis de controlar. São esses rebeldes, dos dois lados, que vão minar a confiança já frágil entre as raças e dar início a um conflito armado violento e de baixas lamentáveis para os dois lados.

planeta dos macacos 2Olha só que bonitinho o ~bromance interespécie~ entre Malcolm e César

4) Alinhe as intenções do seu time antes de tentar influenciar um outro. Se essa lição fosse aprendida pelos personagens de Planeta dos Macacos antes da do item 3, não existiria conflito, logo, não existiria filme. Os ânimos se elevam justamente pela falta de unidade de ambos os lados. É impossível praticar diplomacia fora de casa se seu colega não entende suas intenções num primeiro lugar.

Ainda comparando com O Cavaleiro das Trevas Ressurge, que usou vários acontecimentos do mundo real para deixar sua trama ainda mais próxima da audiência, o confronto do novo Planeta dos Macacos se passa numa São Francisco pós-apocalíptica, mas que ecoa exatamente as notícias internacionais recentes. E você achando que as lições de diplomacia ensinadas por um macaco num filme hollywoodiano não passam de entretenimento.

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Confira o trailer do filme: