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Em O Negócio, novo seriado brasileiro do canal pago HBO, garotas de programa de luxo usam técnicas de marketing e gestão empresarial para se dar bem na profissão mais antiga do mundo

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Não é porque é a profissão mais antiga do mundo que tem que ser a mais atrasada também”, diz a personagem Karin no primeiro episódio de O Negócio, série brasileira que estreia em 18 de agosto no canal pago HBO. A frase define bem o tema principal da obra: uma garota de programa inteligente, competentíssima e de alto custo se cansa de depender dos bookers (ou, como se dizia em outras eras, cafetões) e investe no uso do marketing e de técnicas empresariais para garantir seu futuro. Karin passou dos 30 anos e começou a ser jogada de lado pelos “agenciadores”. Em sua empreitada, para a qual até aluga um imponente escritório no centro empresarial de São Paulo, Karin (Rafaela Mandelli) terá junto duas sócias: sua melhor amiga e colega de profissão Luna (Juliana Schalch), uma universitária cuja meta é arranjar marido rico; e Magali (Michelle Batista), uma loira menos experiente que troca presentes e jantares caros por sexo, que entra para valer na história no terceiro episódio. A trama, é claro, tem cenas de sexo de impacto, mas não apelativas. O tom geral evita melodramas e usa um bom humor sutil, sem piadas. A primeira temporada terá 13 episódios.

3 perguntas para as atrizes de O Negócio

Qual é a maior força desse seriado?
Rafaela Mandelli: É mostrar essa profissão como nunca foi mostrada. Elas não foram jogadas ou forçadas a entrar. Elas escolheram ser garotas de programa e buscam uma maneira de se tornar donas do próprio negócio. O diferencial é essa coisa do uso do marketing.

Vocês fizeram alguma pesquisa com garotas de programa antes das gravações?
Michelle Batista: Não. Nossa orientação foi justamente a de não fazer pesquisa. Porque a equipe queria que a gente tentasse fugir do estereótipo das garotas de programa. As personagens são da alta elite paulistana, bonitas, inteligentes, elegantes. São interessantes pelo jeito como falam e se vestem. A gente não poderia cair na vulgaridade porque elas precisam se valorizar.

Como foi a preparação para as cenas de sexo?
Juliana Schalch: A gente fez todo o processo de construção das cenas com a direção antes de gravar. Eles nos apresentaram referências de cenas de várias produções para mostrar o que seria e o que não deveria ser. Isso deu liberdade e calma para realizar, porque não são cenas fáceis. Houve um cuidado estético muito grande que permitiu que a gente ficasse mais à vontade.