Em novo longa, Tatá Werneck e Cauã Reymond nacionalizam gênero dos anos 80

Em "Uma Quase Dupla", casal dá um toque brasileiro a um subgênero popular de Hollywood: parceiros de tiras que não combinam muito

uma quase dupla

“Uma Quase Dupla”. Estreia prevista: 19/7Um policial mais certinho, outro mais desajustado, ação e toques de humor. Uma fórmula de enredo que vingou a ponto de praticamente se tornar um subgênero de Hollywood desde os anos 80.

Agora o cinema brasileiro faz sua primeira versão muito explícita desses filmes de buddy cops (em tradução livre, tiras parceiros), com Tatá Werneck e Cauã Reymond formando o par de Uma Quase Dupla.

uma quase dupla

 (Globo Filmes/Divulgação)

Unir alguém mais ligado à comédia com um colega de trajetória nada escrachada já deu certíssimo no filme básico de buddy cops – 48 Horas, de 1982.

Aquele surpreendente sucesso de bilheteria lançou as bases do estilo com a parceria de Eddie Murphy, então o maior destaque do humorístico de TV Saturday Night Live, e Nick Nolte, um ator com rosto marcado que saiu da TV para filmes cult mais sérios.

Tatá, essencialmente uma comediante, é a Eddie Murphy dessa fórmula. Cauã, que já demonstrou em vários trabalhos não se conformar com o rótulo de galã que lhe impingiram, fica com a parte do mais certinho.

uma quase dupla

 (Globo Filmes/Divulgação)

Com comportamentos e temperamentos inicialmente antagônicos, eles se tornam uma dupla numa cidadezinha de interior onde ocorre uma série de assassinatos.

Cauã faz um subdelegado quase burocrático e um pouco avesso a riscos desnecessários. E Tatá é uma investigadora enviada do Rio de Janeiro que resolve as coisas, mas tem uma tendência a não se limitar às regras.

Se a combinação der certo com o público, pode render uma ou mais sequências depois, como foi o caso de alguns dos clássicos buddy cops abaixo.


48 Horas (1982)

48 horas

 (Reprodução/Divulgação)

Obra fundamental para o estilo moderno dos filmes de tiras parceiros, embora Eddie Murphy fizesse, a rigor, um presidiário zoeiro liberado para resolver um caso com o durão interpretado por Nick Nolte.

Máquina Mortífera (1987)

máquina mortífera

 (Reprodução/Divulgação)

Um veterano sério (Danny Glover) ganha como companheiro um ex-militar perturbado, suicida e rebelde (Mel Gibson). Rendeu três sequências em 1989, 1992 e 1998, e uma série de TV que vai para a terceira temporada.

Inferno Vermelho (1988)

inferno vermelho

 (Reprodução/Divulgação)

A combinação de um sisudo policial soviético (Arnold Schwarzenegger) com um colega gozador de Chicago (Jim Belushi) foi uma das mais inusitadas entre os filmes do estilo.

A Hora do Rush (1998)

a hora do rush

 (Reprodução/Divulgação)

Um policial de Hong Kong (Jackie Chan) e um desbocado de Los Angeles (Chris Tucker) deram tão certo que houve sequências em 2001 e 2007. E A Hora do Rush 4, com os mesmos atores, está em pré-produção.

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