YouTube entra de vez nas assinaturas musicais

A maior plataforma de vídeos da Internet agora oferece concorrência para Spotify, Deezer e Rdio

Um exercício rápido: o YouTube é uma plataforma de música ou de vídeos? A única resposta “correta” era a segunda, mas a confusão é comum. Mais do que videoclipes, o site tem servido por anos como um grande acervo de discos completos e músicas soltas. Essa verve musical do YouTube agora está institucionalizada — e será cobrada, claro.

Através de seu blog oficial, a plataforma anunciou que entra de vez no mercado de streaming musical, hoje ocupado por empresas como Spotify, Deezer e Rdio.

A nova versão do chamado ‘Music Key’, o canal musical do YouTube, vai oferecer música livre de anúncios.

A mudança conceitual será acompanhada por uma mudança estética nas páginas de desktop e mobile. O serviço, assim como os seus concorrentes, irá utilizar algoritmos para determinar indicações musicais baseadas no seu gosto. Para o celular, o serviço vai possibilitar que o usuário escute as suas músicas favoritas mesmo offline e com a tela travada — uma das maiores reclamações de quem usa o YouTube para escutar canções.

O serviço vai custar US$ 10,00 por mês, mas a versão beta está em promoção — um desconto de dois dólares.

Streaming
O ano tem sido agitado para essa ~fatia do mercado~. O Spotify finalmente estreou no Brasil e o Rdio mudou suas diretrizes, disponibilizando uma versão básica gratuita para os usuários. A entrada do YouTube — que conta com o aporte do Google — promete sacudir as estruturas.

O mistério fica por conta do conflito — ainda embrionário — entre artistas e empresas, escancarado por Taylor Swift, que retirou todas as suas músicas do catálogo do Spotify, alegando que o pagamento não é justo. Por outro lado, as empresas afirmam que estão zelando pela música e que os pagamentos serão maiores quando o número de usuários for maior. Em entrevista exclusiva ao site da VIP, o CEO do Rdio Anthony Bay afirmou que “quem estiver fora dos serviços de streaming pode deixar de ser relevante”.

A entrada do YouTube na briga fortalece o lado das empresas.